Lima Duarte – Conjunto Arquitetônico da Igreja do Rosário de São Domingos da Bocaina e sua Praça


Imagem: Prefeitura Municipal

O Conjunto Arquitetônico da Igreja do Rosário de São Domingos da Bocaina e sua Praça foram tombados pela Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG
Nome atribuído: Conjunto Arquitetônico da Igreja do Rosário de São Domingos da Bocaina e sua praça, bem como todos os bens móveis, alfáias, imaginárias e documentos pertencentes a esta Igreja
Outros Nomes: Conjunto Arquitetônico da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Domingos da Bocaina e sua praça, bem como todos os bens móveis, alfáias, imaginárias e documentos pertencentes a esta Igreja, Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Domingos da Bocaina e acervo
Localização: Distrito de São Domingos da Bocaina – Lima Duarte-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 05/2000

Descrição: A Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi reerguida no início do século XX, no arraial de São Domingos, após ser demolida na Fazenda Cedro e transportada para o sítio em que se encontra.
Sua planta é composta por uma secção de forma retangular. Apresenta um único altar, ou seja, o retábulo – mor, todo em madeira, ocupando totalmente a parede frontal, dividido em três partes:
Na parte superior um monograma de Nossa Senhora, constituído por uma cruz azul com um livro vermelho na base, rodeado por uma guirlanda de flores brancas e dois ramos verdes cruzados na parte superior ladeando o monograma dois anjos toscamente pintados e atrás dos mesmos jarros de flores.
Na parte central quatro colunas em linhas retas com entalhes fitomórfos. Nos intercolunos peanhas com imagens. O camarim é ornado com volutas entalhadas e douradas, possuindo um trono com quatro degraus. Ao fundo, uma pintura representando um cortinado franjado e motivos fitomórfos. O teto com pinturas em forma de losango raionados.
Na parte inferior existem duas portas laterais que dão acesso a pequenas sacristias. No centro, a mesa do altar com o sacrário.
Predomina no retábulo a cor azul, aparecendo também o rosa, o branco e o dourado.
As paredes são pintadas em branco e barradas em azul. O forro é de tábua corrida de cor azul. O coro com escada de acesso em linha reta, com gradil entalhado e dois tipos de balaústres. Todo o coro é em madeira e policromia azul. O piso em ladrilho branco e preto.
A parte externa em tijolo rejuntado com quatro colunas em cada lateral. A cobertura em duas águas e telhas curvas, possuindo eiras e beiras. Em cada lateral uma porta e acima delas um óculo.
A fachada com platibanda e (cornijas). No centro uma cruz e o pára-raios, nas laterais pequenos obeliscos. No meio do tímpano, sobre a cimalha, o campanário. A frente é composta por duas colunas laterais e duas janelas em madeira almofadadas e balaústres. A porta principal em almofadas raras, com sobreverga em alvenaria, trazendo no centro um coração vermelho de onde sai uma cruz azul, assim como as partes e janelas. O degrau de acesso é de laje, de pedra única e lapidada. Os alicerces são cobertos de tinta azul. Toda a igreja é circundada por uma calçada cimentada de 80 cm.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Lima Duarte teve, provavelmente, a mesma origem da maioria das cidades mineiras: um grupo de colonos se estabeleceu a beira das estradas que davam para as minerações aí se formou um pequeno núcleo colonial ao redor de uma capelinha que a fé dos nossos antepassados se apressava em erguer. Sua primeira denominação foi Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe, e a origem deste nome se deve a Santa padroeira da primeira capelinha de Nossa Senhora das Dores, mais o fato de ser o município banhado pelo rio do Peixe. Passou a ser chamado mais tarde ?LIMA DUARTE? , em homenagem a um médico e político barbacenense, que muito contribuiu para a emancipação do município, e se chamava José Rodrigues de Lima Duarte.
Conta-se que, em 1781, corria o boato de que no rio do Peixe haviam-se descoberto faisqueiros de bom rendimento, fazendo-se extrativos pela Ibitipoca, apesar da proibição por parte do Governo. Foi apurada a veracidade dom fato, e tendo o próprio governador percorrido a área comentada, foi recebido no nascente arraial do Rio do Peixe com festividades, aproveitando os moradores para lhe pedirem terras de cultura. Reconhecendo a inutilidade das proibições feitas, resolveu o governador permitir se cultivassem aquelas matas e o arraial passou a crescer. A paróquia foi criada em 1881, sendo então dada a denominação de Vila do Rio do Peixe a sede que, ao ser elevada à cidade em 1884, recebeu o nome que conserva ainda até hoje. O primitivo distrito de Rio do Peixe foi criado em 1839 e elevado a freguesia 20 anos depois, em 1859.
Fonte: IBGE.

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IBGE
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