Lima Duarte – Oratório da Família de Ivo de Oliveira Nunes
O Oratório da Família de Ivo de Oliveira Nunes foi tombado pela Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG
Nome atribuído: Oratório da Família de Ivo de Oliveira Nunes
Outros Nomes: Oratório pertencente à família de Ivo de Oliveira Nunes (Oratório de Sto Antônio)
Localização: Fazenda Água Limpa – Povoado de Laranjeiras – Distrito de São José dos Lopes – Lima Duarte-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 05/2000
Descrição: O oratório de Santo Antonio encontra-se hoje no Sítio Água Limpa. É uma peça de forma retangular, linha reta e confeccionada em madeira.
Possui na parte inferior um acabamento em madeira e alto relevo com duas portas de duas bandeiras, cada uma com três retângulos em alto relevo. As portas estão presas por dobradiças metálicas e aparentes.
O coroamento do oratório é em linhas retas, ou seja, sistema de duas águas, com beiradas arredondadas, sendo as superiores (quatro) com sulcos, arredondadas por um losangulo, onde ficava uma cruz. A platibanda possui duas estrelas enfileiradas e centrais, com seis pontas cada uma.
O interior é simples, apresentando um trono de três degraus.
Em 1997, o oratório foi todo coberto com uma tinta azul claro.
O Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural de Lima Duarte mandou restaurar esta peça em março de 2000. Sendo recuperado suas cores originais e ornatos.
Na parte externa foi encontrada uma camada de tinta azul colonial. Sobre os retângulos das bandeiras da porta foi encontrada a pintura de tulipas. No coroamento da peça os detalhes em dourado, formando volutas.
No interior as portas trazem pintados os atributos de Santo Antônio: o lírio e o livro. Nas paredes internas nuvens em movimento sob um céu com estrelas, arrematado por um dossel, preso por pingentes o trono é marmorizado.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Lima Duarte teve, provavelmente, a mesma origem da maioria das cidades mineiras: um grupo de colonos se estabeleceu a beira das estradas que davam para as minerações aí se formou um pequeno núcleo colonial ao redor de uma capelinha que a fé dos nossos antepassados se apressava em erguer. Sua primeira denominação foi Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe, e a origem deste nome se deve a Santa padroeira da primeira capelinha de Nossa Senhora das Dores, mais o fato de ser o município banhado pelo rio do Peixe. Passou a ser chamado mais tarde ?LIMA DUARTE? , em homenagem a um médico e político barbacenense, que muito contribuiu para a emancipação do município, e se chamava José Rodrigues de Lima Duarte.
Conta-se que, em 1781, corria o boato de que no rio do Peixe haviam-se descoberto faisqueiros de bom rendimento, fazendo-se extrativos pela Ibitipoca, apesar da proibição por parte do Governo. Foi apurada a veracidade dom fato, e tendo o próprio governador percorrido a área comentada, foi recebido no nascente arraial do Rio do Peixe com festividades, aproveitando os moradores para lhe pedirem terras de cultura. Reconhecendo a inutilidade das proibições feitas, resolveu o governador permitir se cultivassem aquelas matas e o arraial passou a crescer. A paróquia foi criada em 1881, sendo então dada a denominação de Vila do Rio do Peixe a sede que, ao ser elevada à cidade em 1884, recebeu o nome que conserva ainda até hoje. O primitivo distrito de Rio do Peixe foi criado em 1839 e elevado a freguesia 20 anos depois, em 1859.
Fonte: IBGE.
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- Imagem: Prefeitura Municipal
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