Lima Duarte – Oratório do Senhor Jobi Moreira D’Ávila


Imagem: Prefeitura Municipal

O Oratório do Senhor Jobi Moreira D’Ávila foi tombado pela Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Luisburgo-MG
Nome atribuído: Oratório do Senhor Jobi Moreira D’Ávila
Outros Nomes: Oratório pertencente à família de Job Moreira D’Ávila (Oratório de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro)
Localização: R. Olímpio Otacílio de Paulo, nº 206 – Centro – Lima Duarte-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 05/2000

Descrição: Trata-se de uma peça do século XIX, vindo da Fazenda do Engenho, localizada nos Baías Lima Duarte.
Foi confeccionado em madeira e recebeu uma camada de verniz.
De linhas retas e retangulares, apresenta no corpo principal da peça, na parte inferior e superior detalhes retos e em alto relevo de madeira. Sua porta é envidraçada e presa por duas dobradiças e por um fecho metálico.
O oratório é coroado por ornatos em forma de volutas, apresentando cada uma sete pontas; As duas volutas unem-se na parte superior por uma cruz, assentada sobre um pequeno círculo.
O interior do nicho possui suas partes revestidas por um papel comum sendo nele fixadas várias estampas de santos. Em um degrau encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e ainda as imagens de Nossa Senhora das Graças e Santo Antônio.
O oratório está num canto do quarto principal sobre uma tábua de canto.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Lima Duarte teve, provavelmente, a mesma origem da maioria das cidades mineiras: um grupo de colonos se estabeleceu a beira das estradas que davam para as minerações aí se formou um pequeno núcleo colonial ao redor de uma capelinha que a fé dos nossos antepassados se apressava em erguer. Sua primeira denominação foi Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe, e a origem deste nome se deve a Santa padroeira da primeira capelinha de Nossa Senhora das Dores, mais o fato de ser o município banhado pelo rio do Peixe. Passou a ser chamado mais tarde ?LIMA DUARTE? , em homenagem a um médico e político barbacenense, que muito contribuiu para a emancipação do município, e se chamava José Rodrigues de Lima Duarte.
Conta-se que, em 1781, corria o boato de que no rio do Peixe haviam-se descoberto faisqueiros de bom rendimento, fazendo-se extrativos pela Ibitipoca, apesar da proibição por parte do Governo. Foi apurada a veracidade dom fato, e tendo o próprio governador percorrido a área comentada, foi recebido no nascente arraial do Rio do Peixe com festividades, aproveitando os moradores para lhe pedirem terras de cultura. Reconhecendo a inutilidade das proibições feitas, resolveu o governador permitir se cultivassem aquelas matas e o arraial passou a crescer. A paróquia foi criada em 1881, sendo então dada a denominação de Vila do Rio do Peixe a sede que, ao ser elevada à cidade em 1884, recebeu o nome que conserva ainda até hoje. O primitivo distrito de Rio do Peixe foi criado em 1839 e elevado a freguesia 20 anos depois, em 1859.
Fonte: IBGE.

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IBGE
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