Luz – Cine Pio XI – Cine Lux
O Cine Pio XI – Cine Lux foi tombado pela Prefeitura Municipal de Luz-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Luz-MG
Nome atribuído: Cine Pio XI – Cine Lux
Localização: R. Cel. José Thomas – Luz-MG
Decreto de Tombamento:Decreto n° 041/2005
Descrição: Uma das edificações mais imponentes do município, e de grande valor cultural, é o cinema, construído na por Dom Manoel com o nome de “Cine Pio XI”, a edificação foi tombada municipalmente em 2006: Luz já tem o seu Cinema Católico, tão recomendado por Pio XI e tantas autoridades da Igreja. O prédio, inaugurado também em 21 de setembro de 1941, tem 40 metros de fundo por 14 de largura, comportando cerca de 1000 espectadores bem instalados. É luxuoso, feericamente iluminado e poucos o igualam em arquitetura e conforto, no interior mineiro.”
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: Em relação a espaços públicos de cunho cultural, o maior destaque é o prédio do antigo “Cine Pio XI. Tal edificação situa-se na área central da cidade, na chamada “Praça da Catedral”, que recebe este nome exatamente por abrigar a Catedral de “Nossa Senhora da Luz”. Trata-se de um amplo espaço público, ajardinado, onde além da Catedral e do Cinema podem-se observar residências unifamiliares, armazéns, bares e a “Casa Paroquial” (que serve de apoio à Diocese). Porém seu uso predominante é de residências unifamiliares.
O antigo “Cinema” está a cerca de 250 metros da área de comércio mais concentrado da cidade e sua principal via de acesso é a Rua Coronel José Thomaz, que congrega a fração mais importante da economia local. Ao longo deste eixo viário é possível observar postos de gasolina, farmácias, padarias, lanchonetes, bancos, lojas de roupas, materiais elétrico-eletrônicos, sede de entidades civis, escolas, restaurantes, cartórios, sede dos Correios e Fórum da comarca, além de outras atividades comerciais e de serviços, bem como residências unifamiliares e multifamiliares.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico da edificação: AO Centro Cultural Maestro José Botinha Maciel localiza-se na Rua Coronel José
Thomás, nº 105, Bairro Centro, Luz/ MG – CEP 35.595-000. Está na esquina com a Rua Dom Manoel e
próximo da Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz. Foi inaugurado dia 21 de setembro de 1941 e
segue as linhas estilísticas do Art Decò.
Segundo o dossiê de tombamento do Cine Pio XI (antigo Cine Lux):
“A inexistência de registros arquivísticos impediu o levantamento preciso acerca do período de sua
construção, bem como da autoria do projeto. No entanto, fontes orais dão como certo que o engenheiro
responsável pela obra atendia pelo nome de Dr. Lafaiete. As plantas arquitetônicas e projetos
suplementares não foram encontrados, pois segundo os moradores locais, um incêndio de pequeno
porte no interior do Palácio Episcopal destruiu os registros das construções realizadas pelo Bispo Dom
Manuel Nunes Coelho.
Sabe-se que a construção do cinema seguiu à política de entretenimento de natureza religiosa
estabelecida pelo Bispo Dom Manoel Nunes Coelho, o que nos leva a supor que a construção tenha
sido efetuada com recursos da diocese (dado sem comprovação).
O sistema construtivo e os materiais utilizados seguem as linhas do período, ou seja, paredes de
alvenaria portante, além de rico detalhamento e ornamentação – estes ao gosto Art Decò.”
Segundo fontes orais, o cinema pertenceu à Diocese de Luz até a década de 1950. Nessa época, o
imóvel foi adquirido pela sociedade composta pelo médico Dr. Tácito Guimarães, Lourival Rosa e
Camilo Nogueira. Em 1968 a edificação foi comprada pelo fazendeiro João de Carvalho, que em
1972 repassou o imóvel para o Sr. Eduardo Campos. Por fim, em 1985, a Prefeitura Municipal de Luz
– na gestão de Lucas Guimarães, filho do Dr. Tácito Guimarães -, apossa-se do bem cultural em
definitivo.
O descendente do Dr. Tácito Guimarães iniciou uma reforma no imóvel com a retirada da cobertura e
do engradamento de madeira, porém, adventos de toda ordem impediram a concretização dos
objetivos. Assim sendo, o cinema foi desativado em 1989.
A pesquisa oral constatou que o cinema foi construído inicialmente para comportar 700 pessoas e
que, com as reformas necessárias para a instalação dos projetores, teve sua área reduzida de modo
a abrigar 400 espectadores na platéia. Os responsáveis pela projeção das películas eram os irmãos
Milton e Valter Bahia, sendo que também cabia ao primeiro produzir os cartazes publicitários dos
filmes. O auxiliar de projeção atendia pelo nome de Orlando. José Eustáquio Tavares era o operador
de som, enquanto que seu auxiliar denominava-se Luís Lúcio.
Na sua origem, o cinema exibia filmes mudos e, com o desenvolvimento dos equipamentos de
projeção e sonorização, passou a oferecer película falada. Os filmes eram armazenados e
trasportados em recipientes metálicos que tinham um peso aproximado de 30 quilos. Uma vez que o cinema foi desativado, os projetores e filmes foram vendidos para interessados em Belo Horizonte.
As cadeiras da platéia eram de madeira, organizadas em fileiras e chumbadas ao piso. Todas elas
foram doadas pela Capela da Vila Vicentina, templo presente no Município de Luz. Interessante
constatar que os assentos situados ao fundo da platéia eram reservados para integrantes da
corporação da Polícia Militar.
O dossiê de tombamento do Cine Pio XI (antigo Cine Lux) ainda nos informa que:
“Ao longo dos anos, em especial após a municipalização do bem, o edifício passou por um processo
de degradação física que o caracteriza como parcialmente arruinado. Assim sendo, sua proteção
justifica-se não apenas por sua natureza estilística – o fato de poder ser considerado um bom
exemplar do Art Decò na região – como histórica e cultural, dado que o Cine Pio XI sempre se
caracterizou como uma referência para a comunidade de Luz.”
Em julho de 1997 foi realizado o projeto arquitetônico de restauração do antigo Cine Lux. Esse
projeto tinha como autores os arquitetos Altamiro Mol Bessa, Daniele Caetano e Mara Starling e tinha
como proposta transformar o edifício decadente do Cine Lux no “Centro Cultural Luz”.
O levantamento fotográfico da edificação, realizado em setembro de 1998 por Juliana Andrade,
revela o péssimo estado de conservação em que o imóvel se encontrava. O pavimento superior havia
desabado e o que se tinha eram os panos de alvenaria das quatro fachadas do imóvel, o piso em
ladrilho hidráulico do pavimento térreo e alguns elementos internos – a escadaria de ligação com o
pavimento superior, colunas e parte do entablamento. Esses dois últimos elementos foram
assimilados pelo projeto de restauração e encontram-se atualmente localizados ao fundo da plateia.
Tal grau de degradação estava associado, sobretudo, à retirada da cobertura em 1989 e aos 16 anos
de abandono vividos pelo imóvel.
Segundo fontes da Prefeitura Municipal de Luz, em 1999 foi iniciada a restauração do imóvel, que
buscou resgatar a unidade potencial da obra, adequando-a para um novo uso: o Centro Cultural
Maestro José Botinha Maciel. Na primeira etapa da obra foram investidos R$150.000,00 na
consolidação estrutural e na instalação de uma nova cobertura para o edifício.
Em 2005 o cinema foi tombado pelo Executivo municipal, que contratou a elaboração de um dossiê de
tombamento às arquitetas Daniele Nunes Caetano de Sá e Ana Cristina Reis Faria. Em 15 de abril de 2005, o
dossiê foi encaminhado ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG)
como parte integrante das ações e atividades de preservação do patrimônio cultural municipal (ICMS Cultural).
Em 2010, em parceira com a Câmara Municipal, a atual Administração do Sr. Prefeito Agostinho
Carlos Oliveira resolveu concluir as obras já iniciadas. Nesse sentido, foi contratada a Construtora W
Rocha que executou todo o serviço de restauração, segundo o projeto de restauro datado de 1997.
Essa segunda etapa das obras foi orçada em R$545.000,00 e foi realizada através de recursos
próprios do município e de recursos oriundos da Câmara Municipal.
No ano de 2011, o Executivo Municipal, percebendo deficiências e equívocos no processo jurídico de
legitimação do tombamento do bem cultural em 2005, solicitou formalmente à empresa Rede Cidade
Desenvolvimento Sustentável a reformulação do mesmo. Por conseguinte, fez-se necessário
regularizar o processo de tombamento, de modo a adequá-lo aos trâmites legais previstos para
oficializar os atos administrativos do município.
No dia 15 de novembro de 2011 foi inaugurado o Centro Cultural Maestro José Botinha Maciel
(antigo Cine Pio XI ou Cine Lux). Para comemorar a ocasião, o espaço dedicou uma semana inteira
às atividades e apresentações de artistas locais.
O Centro Cultural está equipado com sistema de som digital, tela para projeção e sistema de
iluminação para palco. Conta com um auditório com capacidade para 200 lugares, um lounge cultural
(com 10 mesas com 4 cadeiras), um mezanino, sala para o Serviço Municipal de Promoção da
Cultura e um hall de entrada independente. O prédio possui iluminação externa que destaca e
valoriza os traços da edificação no período noturno.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: AO Centro Cultural Maestro José Botinha Maciel (antigo Cine Pio XI ou Cine Lux) está
situado no centro do distrito sede de Luz. Nesse contexto, a principal referência urbana no entorno imediato
do cinema é a Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz, localizada na Praça da Catedral. Assim sendo,
nota-se a presença marcante da torre da Catedral na paisagem urbana da cidade. Outro edifício de
destaque na cidade de Luz é o Palácio Episcopal, situado à Rua Oito de Julho – configurando ponto de fuga
ao eixo da Rua Coronel José Thomás. As vias urbanas são asfaltadas e as calçadas são largas e bem
cuidadas, configurando um ambiente bucólico na região próxima ao cinema. O tecido urbano é composto
basicamente por tipologias construtivas térreas ou sobrados, predominando o uso residencial. No entanto,
observa-se a presença de alguns focos isolados de verticalização do tecido urbano.
O Centro Cultural está situado na esquina das ruas Coronel José Thomás e Dom Manoel. O conjunto
residencial fronteiriço da Rua Dom Manuel é composto por tipologias construtivas majoritariamente
térreas e de uso residencial. O conjunto edilício encontrado na Rua Coronel José Thomás é mais
diversificado, verificando-se, além das tipologias térreas, também alguns sobrados. Nota-se a
carência de arborização urbana nas calçadas lindeiras ao bem tombado, assim como a presença de
postes em concreto armado com fiação aparente degradando a visibilidade do mesmo.
O levantamento fotográfico da edificação, realizado em setembro de 1998 por Juliana Andrade,
revela o péssimo estado de conservação em que o imóvel se encontrava. O pavimento superior havia
desabado e o que se tinha eram os panos de alvenaria das quatro fachadas do imóvel, o piso em
ladrilho hidráulico do pavimento térreo e alguns elementos internos – a escadaria de ligação com o
pavimento superior, colunas e parte do entablamento. Esses dois últimos elementos foram
assimilados pelo projeto de restauração e encontram-se atualmente localizados ao fundo da plateia.
Tal grau de degradação estava associado, sobretudo, à retirada da cobertura em 1989 e aos 16 anos
de abandono vividos pelo imóvel.
Em 1999 deu-se início à restauração do imóvel, que buscou recuperar a unidade potencial da obra,
adequando-a para um novo uso: o Centro Cultural Maestro José Botinha Maciel. Nesse sentido, foi
resgatada a volumetria original e os valores históricos e estéticos da obra. Dotou-se o edifício de
nova cobertura, pisos, acabamentos, divisão interna e projeto elétrico e hidráulico. Promoveu-se a
substituição das esquadrias de madeira por esquadrias metálicas nos vãos de portas e janelas. Foi
construído um mezanino e um palco. Fez-se a consolidação estrutural do prédio e a pintura de todo o
recinto. Parte do piso em ladrilho hidráulico original do interior da edificação foi aproveitada como
faixa ornamental no hall de entrada.
As duas colunas com capitel em estilo compósito estilizado que sustentam o entablamento em massa
foram aproveitadas nas paredes laterais do palco. O entablamento é ornamentado por altos-relevos
virgulados e com motivos em voluta.
As calçadas públicas que ladeiam o bem cultural são revestidas em ladrilho hidráulico, com acabamento
cru – sem pigmento – e tem a superfície marcada por frisos ortogonais em baixo relevo. O piso apresenta
rebaixamento em frente ao cinema e na esquina do mesmo para facilitar o tráfego de cadeirantes. Outro
detalhe é a iluminação de piso tipo “tartaruga” incrustada na calçada pública em frente ao edifício,
colocada de modo a valorizar a arquitetura do cinema no período noturno, além de assegurar o local.
O edifício possui planta retangular dividida em dois pavimentos (térreo e mezanino). As fachadas são
dispostas no alinhamento do terreno e são marcadas por pilares aflorados dispostos em intervalos
regulares. A cobertura é em estrutura metálica, com telhado de duas águas coroado por lanternim
central disposto no eixo longitudinal do edifício. As telhas são metálicas, com tratamento termoacústico, e são sustentadas por terças assentadas diretamente sobre tesouras metálicas com
travamento na parte superior. A fachada do edifício está voltada para a Rua Coronel José Thomás,
enquanto que a cumeeira é paralela à Rua Dom Manoel.
As cores que predominam na superfície externa do edifício são em tons pastéis. Desta forma, os
panos de alvenaria externos são rosa, enquanto que os pilares são amarelo claro e as esquadrias,
pretas. Internamente, as cores predominantes nas paredes são branca, cinza clara e preta.
A fachada frontal possui varanda com guarda-corpo em alvenaria cega e quinas arredondadas,
situada no segundo pavimento. Essa varanda conforma a marquise do acesso principal do edifício,
marcado por três aberturas retangulares de portas no andar térreo. As portas são de abrir para o
interior, em duas folhas de esquadria metálica tipo veneziana pintadas de preto, e apresentam
bandeiras fixas no mesmo material e cor. O pavimento superior possui cinco aberturas, sendo duas
portas intercaladas com três janelas. As portas são de abrir para o interior, em duas folhas de
esquadria metálica tipo veneziana, pintadas de preto. As janelas são fixas e em esquadria metálica, conformando um reticulado ortogonal intercalado por vidros de aramados translúcidos.
O coroamento da fachada frontal é em empena triangular escalonada em dois níveis, com óculo
central pentagonal na parte superior. Esse último possui fechamento em esquadria metálica que
conforma um reticulado ortogonal e que é arrematada por vidros aramados translúcidos.
A fachada lateral direita apresenta a metade inferior da alvenaria pontuada por cinco aberturas de portas,
distribuídas em intervalos regulares, à exceção da última. Já a metade superior da parede é toda marcada
por aberturas retangulares de janelas, com larguras maiores que as alturas. Essas aberturas possuem
fechamento em esquadrias metálicas fixas, que conformam um reticulado ortogonal com fechamento em
vidros aramados translúcidos. Todas as aberturas presentes no edifício possuem vergas retas.
O térreo possui dois ambientes bem definidos: hall de entrada e platéia. O hall é constituído por um
saguão onde se encontra um balcão de recepção em “L”, revestido em granito preto e que se encontra
embutido em um recorte entre duas paredes. À esquerda do balcão – tendo como referência um
observador externo -, ergue-se um pequeno cômodo de planta retangular com abertura frontal arrematada
por balcão, reservado à bilheteria. Seguindo em direção à platéia, à direita do balcão tem-se uma rampa
de acesso para deficientes físicos e uma escada de dois degraus. Ambos dão acesso ao vestíbulo dos
sanitários masculino e feminino, construídos um espelhado em relação ao outro e que contam com um
shaft, que por sua vez está na prumada do shaft dos banheiros do segundo pavimento. Os banheiros
foram construídos na reforma do edifício e o espaço foi equipado com bancada retangular em granito
cinza, lavatórios elipsoidais, roda-bancada, espelhos, mictórios, vasos sanitários, banheiros adaptados
aos portadores de necessidades especiais e placas retangulares de concreto cinza para a separação das
cabines dos sanitários. As instalações hidro-sanitárias ficam à esquerda de quem entra no edifício. Nesse
mesmo ponto da edificação, uma porta – de duas folhas de abrir para dentro, em esquadria metálica tipo
veneziana e com bandeira fixa – abre-se na alvenaria de divisa com a calçada da Rua Dom Manoel; à
direita de quem adentra o imóvel.
Adentrando-se o edifício, percebe-se a presença de uma porta sanfonada de madeira, utilizada para
isolar os ambientes da recepção e platéia. Essa porta é estruturada por um trilho guia. À continuação
tem-se o acesso direto à platéia, no piso térreo, ou podem-se subir as escadas para o mezanino.
Para o acesso à plateia, basta descer por uma rampa – situada à esquerda de quem entra no edifício
-, ou tomar uma escada com dois degraus. Para acessar o mezanino, a pessoa deve se dirigir à uma
escada, situada na lateral esquerda de quem penetra o imóvel. A escada revestida em granito preto é
estruturada em dois lances em sentidos opostos com patamar intermediário. O guarda-corpo é
estruturado em perfis metálicos ortogonais e seu fechamento é em perfis metálicos tubulares. Todo o
suporte do guarda-corpo é pintada de preto.
Ao adentrar-se na plateia com pé direito duplo observa-se, à esquerda do observador, a passarela do
mezanino do segundo pavimento, enquanto que à direita nota-se o pano de alvenaria que faz divisa com a Rua Dom Manoel. A metade inferior da alvenaria é lisa e sem ressaltos, marcada apenas
pelos quatro vãos de portas de abrir para o interior, em duas folhas de esquadria metálica tipo
veneziana, que contam com bandeiras fixas com o mesmo fechamento. Sendo assim, tem-se acesso
direto da platéia à calçada pública da Rua Dom Manoel. A metade superior da parede é marcada por
enquadramentos retangulares dispostos em intervalos regulares, conformados por pilares aflorados
no pano de alvenaria. Cada um desses enquadramentos é rasgado, na parte central, por um vão
retangular de janela. A iluminação interna da platéia é auxiliada por luminárias quadradas e
alinhadas, situadas à meia altura nas paredes.
Um palco retangular ergue-se ao fundo da platéia e tem suas paredes laterais decoradas por ruínas
do edifício original. Trata-se de duas colunas com capitéis estilizados e que sustentam trechos de
entablamento em massa. As peças foram assimiladas pelo projeto arquitetônico de reforma do
edifício e foram embutidas na alvenaria que ladeia o palco de forma a consolidá-las e integrá-las ao
ambiente. O acesso ao palco se dá mediante escada de três degraus revestida em granito preto,
situada à esquerda de quem adentra no ambiente da platéia. Na lateral direita do palco verifica-se
uma porta de acesso aos cômodos situados na parte posterior do palco, em folha única de abrir, com
esquadria metálica tipo veneziana e sem bandeira. O espaço posterior ao palco é dividido em quatro
cômodos de planta retangular, justapostos e interligados por corredor paralelo à parede de fundo do
palco. Um desses cômodos é utilizado como cozinha. O acesso entre o palco e esses cômodos
posteriores ocorre por duas escadas em leque, cada qual situada em uma extremidade do palco e
cuja visibilidade é obstruída pelas alvenarias com as ruínas embutidas.
Os forros são em gesso na maior parte dos cômodos, exceção feita as áreas ditas “úmidas” –
banheiros e cozinhas – e nas áreas comuns do mezanino e sala da administração, que são em telha
vã. A iluminação dos espaços internos se dá por meio de luz artificial, embutida em recortes lineares
traçados no forro de gesso.
Os pisos são dos mais diversos, podendo-se encontrar: peças cerâmicas quadradas nos banheiros;
granito preto revestindo os degraus de todos os acessos verticais, servindo de tabeira para os
guarda-corpos situados no perímetro da caixa de escada (mezanino) e na rampa de acesso do hall
de entrada para a área de circulação comum que antecede a platéia; faixa de ladrilho hidráulico no
hall de entrada; marmorite com pigmentação cinza clara no hall de entrada, áreas de circulação
horizontais, platéia, palco, mezanino, cozinha e nos cômodos atrás do palco (inclusive sala da
administração); granito cinza revestindo as quinas do palco e as laterais da rampa de acesso à
platéia, as soleiras das portas e servindo de tabeira para o guarda-corpo presente no mezanino.
O piso em marmorite com pigmentação cinza claro da recepção possui faixa decorativa em ladrilho
hidráulico. Esses ladrilhos conformam desenho xadrez nas cores vermelha e branca. O acabamento
remete ao material que revestia o piso interno original do cinema e que teve algumas peças aproveitadas nas obras recentes de reforma da edificação.
O mezanino do segundo pavimento é constituído por uma laje recortada em diagonal e sustentada
por pilares de seção retangular que cobre toda a área da recepção. Essa laje estende-se na forma de
uma passarela que toma toda a lateral esquerda superior do ambiente da platéia – tendo como
referência o observador adentrando no imóvel -, e que conduz à sala da administração, situada na
parte posterior do bem, atrás do palco, no segundo pavimento. A sala de administração conta com
banheiro próprio. A parte interna da fachada lateral esquerda do edifício tem o mesmo acabamento
que a alvenaria paralela que dá para a Rua Dom Manoel, com a metade inferior lisa e sem ressaltos
e metade superior com pilares aflorados. Atenta-se, porém para o fato da alvenaria superior ser cega.
Associa-se um uso de espaço de eventos a esse segundo pavimento, que dispõe de salão com
capacidade aproximada de 50 pessoas, sanitário masculino e feminino, cozinha completa e balcão/
scoth bar. Todo o espaço construído distribui-se na porção esquerda do edifício, tendo como
referência o indivíduo que adentra o imóvel pela fachada frontal. O bar e a cozinha se
intercomunicam e estão situados nas proximidades da estreita varanda do segundo pavimento. A
cozinha é revestida por azulejos até o teto. Possui uma janela com vedação em esquadria metálica e
fechamento em vidro aramado translúcido. A janela é do tipo máximo-ar, sendo subdividida em duas
aberturas (superior e inferior). Observa-se a presença de rodapé de concreto cinza em todo o
ambiente e o acabamento em cerâmica quadriculada preta da parte superior do balcão, que é
aflorado em relação à alvenaria portante.
Do espaço de eventos tem-se acesso à estreita varanda da fachada frontal mediante duas portas em
duas folhas de abrir para dentro, em esquadria metálica tipo veneziana, sem bandeiras e com
suportes pintados de preto. A janela central da fachada frontal é fixa, em esquadria metálica
reticulada com fechamento em vidro aramado translúcido. As esquadrias situadas nas quinas
chanfradas da fachada frontal apresentam fechamento em esquadria metálica reticulada com
fechamento em vidro aramado translúcido. No entanto, possui uma peculiaridade: a metade superior
da vedação é tipo pivotante horizontal e a parte inferior é fixa.
Todas as esquadrias presentes no edifício são pintadas de preto e todos os vãos externos, seja porta ou
janela, são alinhados pela altura da verga. Todas as portas do interior do imóvel são do tipo prancha lisa
de mdf revestida em fórmica e pintada de preto. As maçanetas e dobradiças são metálicas.
Cabe destacar o grande aproveitamento da luz natural para a iluminação dos espaços internos do
cinema, seja por meio do lanternim, seja pelo grande número e fartas dimensões dos vãos. A iluminação
artificial do segundo pavimento é realizada por refletores engastados nas pernas da cobertura.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: A história inicia-se por volta de 1780 e tem origem no conflito existente entre dois grandes fazendeiros, descendentes de bandeirantes paulistas, em relação à linha divisória de suas terras.
Para que a questão fosse resolvida a contento, a esposa de um deles fez uma promessa à Nossa Senhora da Luz.
Certa manhã, conforme combinaram, os fazendeiros (Coronel Cocais e Coronel Camargos) partem, cada um de sua residência e cavalgam, um em direção ao outro, até se encontrarem próximo ao ribeirão Jorge Pequeno.
No local do encontro, fixam o marco divisório e, mandam erigir uma capela em devoção à padroeira Nossa Senhora da Luz.
Nas proximidades do local, havia um olho d’água, represado por um aterro que abastecia o pequeno povoado formado em volta da capela, o que explica a origem do nome Nossa Senhora da Luz do Aterrado que lhe foi dado.
O ciclo de progresso tem início com a implantação do bispado do Aterrado.
O município se instala em 1923, adotando a denominação de Luz.
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Imagem: Deise A. Eleutério
- Imagem: Deise A. Eleutério
- Imagem: Karine Arimatéia
- Imagem: Karine Arimatéia
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