Luz – Corporação Musical Lyra Aterradense


Imagem: Acervo da banda

A Corporação Musical Lyra Aterradense foi registrada pela Prefeitura Municipal de Luz-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Luz-MG
Nome atribuído: Corporação Musical Lyra Aterradense (Formas de Expressão)
Localização: Luz-MG
Livro de Registro das Formas de Expressão
Luz – Corporação Musical Lyra Aterradense

Descrição: A banda de música Lyra Vicentina Aterradense pode ser considerada um dos patrimônios culturais mais importantes do município de Luz. Foi fundada três anos antes da emancipação política do município. Trata-se de uma das organizações mais antigas do Oeste de Minas, ou quem sabe de todo o Estado mineiro.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico da banda: A Banda de Música Lyra Vicentina Aterradense foi fundada em 25 de Setembro de 1919, três anos antes da emancipação política do município, quando o capitão Du, um dos fundadores da banda, conheceu o músico José Cecílio da Silva, Sr. Zezico em Dores do Indaiá e o convidou para dar aulas de música em Luz. Aceito o convite, a banda foi fundada em 25 de setembro de 1919. Sua primeira diretoria então era formada pelo Capitão Alexandre Oliveira Du e como presidente o Sr. José Cecílio da Silva, mais conhecido como Sr. Zezico. Após a morte dos fundadores a banda passou a ter como maestros o Sr. José Botinha Maciel e o Geraldo Tavares. No ano de 1996, o atual maestro Fabiano Botinha Oliveira ingressou na banda após o avô, José Botinha passar a direção para Anderson Couto Oliveira. Foi em 1998 que Fabiano se tornou maestro regente. A banda conta hoje com um quadro de 31 (trinta e um) músicos, entre homens e mulheres, com idades que variam de 08 a 70 anos.
Destaque para a boa-vontade dos músicos mais antigos e experientes, como o Sr. Rafael Mori, Cláudio Pinto, Maurício Basílio, Luís Lúcio, Javalis de Almeida e também o Sr. José Silvério (que vem da vizinha cidade de Moema para os ensaios e apresentações). Aliado à experiência dos antigos músicos, soma-se a dedicação de jovens músicos e aprendizes: um encontro de várias gerações, unidas a fim de manter viva uma tradição de 90 anos de dedicação e amor à música e à arte. Atualmente, a Lyra Vicentina presta seus serviços culturais em  atas/apresentações diversificadas: festas religiosas (Semana Santa, Corpus Christi, Natal…), comemorações cívicas, eventos esportivos, além de participar de encontros de bandas realizados em cidades vizinhas. A banda conta também com uma escola de formação de músicos. As aulas de música ficam sob a responsabilidade do regente/professor Fabiano Botinha Oliveira, que conta com um bom número de aprendizes. São oferecidas aulas gratuitas de instrumentos de sopro e percussão a toda a população. A Lyra Vicentina tem como sede uma sala no prédio CPP (Centro Paroquial de Pastoral) da Paróquia Nossa Senhora da Luz, desde o ano de 1996.
Não possui sede própria.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Iconografia: As bandas de música existem desde Napoleão. A música era a pausa e o repouso das lutas para o imperador francês. Anexava as suas fileiras músicos que se agrupavam executando instrumentos leves e de fácil transporte, e foram os precursores das Bandas de Música. D. João VI, diante da iminente invasão de Portugal, reconheceu a força das tropas napoleônicas e, a render-se ao inimigo, fugiu para a Colônia transferindo a Corte lusa para o Rio de Janeiro, no amanhecer do século XIX. Trouxe, na grande bagagem uma Banda de Música que chamava a atenção para a presença da realeza nos cerimoniais da monarquia e brindava os súditos coloniais com sons e ritmos da música metropolitana. O surgimento de grupos similares foi aos poucos se espalhando pelas províncias da nova sede do reino de Portugal. Quase meio século antes, em Minas – na pequena Mariana – Pedro Nolasco da Costa Athayde, músico de idade avançada, teria regido em 1774 uma corporação musical identificada pelos contadores da história das Gerais como a primeira Banda de Música de que se teve notícia no Brasil. Segundo os relatos, o músico, que não mereceu nada além de um tímido registro à disposição de pesquisadores, seria irmão ou parente muito próximo do Mestre Manoel da Costa Athayde, cuja obra se eternizou nos sinais da fé católica, em cada teto ou painel que adornava a escultura do Aleijadinho na riqueza da arte sacra do barroco mineiro. Hoje, Minas reconta suas 438 Bandas de Música registradas e lavra o fato de ser dotada de um terço das Bandas do Brasil. O objetivo das Bandas de Minas é ação de “mineirar” sentimento e sentido, na hierarquia e na composição das relações que o mestre estimula ou redefine. O mestre é líder situacional. Nas ações internas e externas da Banda, pratica-se a participação social, degrau confidente da democracia.
Sendo corporação, a Banda incentiva, favorece, cria vocações musicais, recreação e prática do convívio social. No palco do correto ou no desfile das ruas, os componentes da Banda vestem o mesmo uniforme, variam pouco o repertório e seguem o mesmo caminho que tem por marcos a praça e a igreja: o povo e a fé. A palavra Banda vem de bandeira, configura-se como instituição que tem na palavra empenhada o seu reforço. Cresce e vai somando relevos na história da comunidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A história inicia-se por volta de 1780 e tem origem no conflito existente entre dois grandes fazendeiros, descendentes de bandeirantes paulistas, em relação à linha divisória de suas terras.
Para que a questão fosse resolvida a contento, a esposa de um deles fez uma promessa à Nossa Senhora da Luz.
Certa manhã, conforme combinaram, os fazendeiros (Coronel Cocais e Coronel Camargos) partem, cada um de sua residência e cavalgam, um em direção ao outro, até se encontrarem próximo ao ribeirão Jorge Pequeno.
No local do encontro, fixam o marco divisório e, mandam erigir uma capela em devoção à padroeira Nossa Senhora da Luz.
Nas proximidades do local, havia um olho d’água, represado por um aterro que abastecia o pequeno povoado formado em volta da capela, o que explica a origem do nome Nossa Senhora da Luz do Aterrado que lhe foi dado.
O ciclo de progresso tem início com a implantação do bispado do Aterrado.
O município se instala em 1923, adotando a denominação de Luz.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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