O Casarão foi tombado pela Prefeitura Municipal de Morada Nova de Minas-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Morada Nova de Minas-MG
Nome atribuído: Casarão
Localização: Morada Nova de Minas-MG

História do município: Morada Nova de Minas, pequena e bela cidade, possui sua história intimamente ligada às águas do Rio São Francisco e à religiosidade local.
Segundo o arquivo oficial da administração municipal de Morada Nova de Minas, a história local começa da seguinte forma:
“O povoamento inicial de Morada Nova de Minas veio do norte, via São Romão; mais tarde, famílias do termo de Pitangui complementaram esse povoamento. Na barra do Paraopeba, o primeiro morador de que se tem notícia, em 1737, é José de Faria Pereira, mencionado como vizinho fundador de Papagaio. José de Faria Pereira tornou-se verdadeiro potentado, fazendo coleções de sesmarias.
Em 1738 obteve duas sesmarias; a primeira, em 07 de novembro, na foz do Paraopeba, onde se havia fixado com a criação de gado, na fazenda denominada Barra, que adquirira de Manoel Moreira. A outra, com data de 14 do mesmo mês e ano, ao lado de Tomé Rodrigues da Fonseca, na Extrema. Em 1742, José Pereira conseguiu mais uma sesmaria de três léguas quadradas, para os lados do Indaiá até sua primeira fazenda da Barra.
Na região da Extrema, estabeleceu-se Tomé Rodrigues da Fonseca, justamente ao sul da atual cidade, onde obteve sesmaria em 1739. Entretanto, o que se declara o primeiro morador da região do Sucuriú é Antônio da Costa Madureira, que obteve sesmaria em 1747. Seu sítio chamava-se Palmeiras, mas os confrontantes que mencionam Cel. Bernardo de Souza Vieira, no Sucuriú, e Dionísio Pereira de Castro, para os lados do Indaiá, indicam que já encontrou povoadores na região que fica entre o Sucuriú e o Indaiá.
Na região do Sucuriú, do outro lado do São Francisco, estabeleceu-se José Nunes Pinto, com sesmaria obtida em 1760. O povoamento foi se intensificando, mas a maior parte dos povoadores não se preocupou em retirar o diploma da sesmaria. Muitas foram concedidas de 1801 a 1804, nas imediações do Borrachudo: Manoel Inácio da Fonseca, João Dias Rosa, Vicente Teixeira, Antônio da Costa, dentre outros.
Segundo Jurandyr Pires, na obra “Enciclopédia dos Municípios Mineiros”, Dona Inácia Maria do Rosário, habitante da Fazenda Saco Bom, ordenou a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Loreto em 1810, em uma área de 180 alqueires doados, por ela, à Igreja, para abrigar as missões pregadas por franciscanos advindos de Pernambuco. Com o crescimento paulatino do número de fiéis, a citada Senhora promoveu a construção de uma residência ao lado da capela, esta foi sua “Morada Nova”. Várias pessoas da região implantaram aí também suas residências, formando uma primeira comunidade dedicada à lavoura e à criação de gado. Crê-se que a construção da residência e a formação da primeira comunidade se deram entre as décadas de 1820 e 1840.
Em 1842 a região da capela tornou-se curato de Nossa Senhora do Loreto, incorporada à Paróquia de Nossa Senhora de Dores do Indaiá, pela lei providencial 239.
A lei providencial 603 de 1852 criou a freguesia de Nossa Senhora do Loreto da Morada Nova, locada sobre a influência do Bispado de Pernambuco. Em 1861 a comunidade passou à responsabilidade da Diocese de Mariana, conforme deliberação do Ministério do Império, de 17 de abril de 1861.
A capela de Nossa Senhora do Loreto foi substituída por uma igreja matriz entre 1935 e 1943. A Freguesia foi elevada a categoria de Vila pela lei 312 em 1º de janeiro de 1939. Sua mudança de Distrito à Cidade, que ocorreu em 1943, obtendo o município o nome de Morada. O local, antes de chamar Morada Nova de Minas, teve as seguintes denominações: Morada Nova do Indaiá; Nossa Senhora de Loreto de Morada Nova; Morada Nova; Morada e Moravânia, segundo dados coletados no site oficial da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais.
Jurandyr Pires ainda explica como a pequena comunidade foi convertida em cidade passando pelo status de distrito.
A cidade de Morada Nova de Minas foi distrito da cidade de Abaeté, criado pela Lei Providencial 603 de 21 de maio de 1852 e obteve confirmação de tal status pela Lei Estadual 2 de 14 de setembro de 1891. A Lei Estadual 843 de 7 de setembro de 1923, que estabeleceu a divisão administrativa do Estado, mostra o distrito ainda subordinado à Abaeté, mas, com o acréscimo de algumas terras que antes pertenciam ao antigo distrito de Canoas. A esta época o distrito, que hoje é a cidade de Morada Nova de Minas, chamava-se Nossa Senhora do Loreto de Morada Nova.
O Decreto lei Estadual 88 de 30 de março de 1938 dá ao distrito a alcunha de Morada Nova. Em dezembro de 1938, o distrito perdeu parte de seu território para a formação do distrito de Biquinhas, em respeito ao Decreto Lei Estadual 148.
O Decreto Lei Estadual 1058 de 31 de dezembro de 1943, que formalizou a então divisão judiciário-administrativa do Estado de Minas Gerais, criou o Município de Morada, sendo que este foi criado com dois distritos, o sede (ex distrito de Morada Nova) e o de Biquinhas. O citado decreto lei ainda previa que o novo município seria subordinado ao termo e à Comarca de Abaeté. […]
Fonte: Prefeitura Municipal.

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