Paraguaçu – Antiga Prefeitura Municipal
A Antiga Prefeitura Municipal de Paraguaçu-MG provavelmente teve sua construção iniciada entre 1936 e 1939 e foi inaugurada entre 1940 e 1941.
Prefeitura Municipal de Paraguaçu-MG
Nome atribuído: Edificação sede da antiga Prefeitura Municipal
Localização: R. Ferreira Prado, n° 138 – Centro – Paraguaçu-MG
Uso Atual: Museu Alferes Belisário
Descrição: O antigo prédio da prefeitura foi construído no mandato do prefeito Cristiano Otoni do Prado, interventor municipal de Paraguaçu durante o período varguista do Estado Novo (1937-1945). O plano de construção do prédio para abrigar a prefeitura porém é anterior a esse período. Remete ao mandato do prefeito Nestor Eustáquio de Andrade, entre 1936 e 1939. Sendo que provavelmente o prédio da prefeitura tenha tido sua construção iniciada entre esses anos, sendo inaugurado entre 1940 e 1941. O local para abrigar o espaço do executivo municipal foi o mesmo que estava instalado a antiga Câmara Municipal de Vereadores, que ficava na Rua Ferreira Prado. Esse logradouro desde o início da povoação do Carmo da Escaramuça no século XIX, foi um dos palcos mais importantes da futura cidade de Paraguaçu.
O imóvel, que traz elementos art-decó na sua fachada, teve como construtor Augusto Borim, um dos mais recomendados de Paraguaçu. Quando da sua inauguração, o seu jardim foi organizado pela esposa do novo prefeito, a Sra. Amália Leite, que o ornou com lindas rosas vermelhas, até então, desconhecidas pela população de cidade. Estas rosas ficaram conhecidas, por muito tempo, como “rosas da prefeitura”. Quanto ao Sr. Augusto Borim vale lembrar que várias construções da cidade tiveram a rubrica do projetista e construtor.
Ele era italiano e veio para o Brasil em 1922, com toda a família, vindo a se instalar em Paraguaçu.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Os índios da tribo “Mandibóias”, que significa “cobra enrolada para o bote”, do grupo tupi-guarani, de nação cataguás, foram os primeiros habitantes do lugar denominado Sertões de São Sebastião, onde futuramente despontaria o Município de Paraguaçu.
Os aborígenes não eram antropófagos, porém, valentes e vingativos, e viviam às margens dos rios Sapucaí e Dourado. A presença dos silvícolas neste lugar foi oficialmente registrada no ano de 1597 por Martim Corrêa de Sá, que percorreu nossa região naquela época, juntamente com Henry Baraway e Antony Kniwet.
Em 1790, foram cedidas duas sesmarias, sendo uma para Agostinho Fernandes de Lima Barata e sua esposa Joana Maria de Oliveira, e outra, ao Capitão Manoel Luiz Ferreira do Prado e sua esposa Tereza Maria de Jesus, ambas localizadas às margens dos rios Sapucaí, Dourado, Machado e do Ribeirão Sossegado, atualmente denominado de Ribeirão do Carmo, onde hoje se constituem as cidades de Paraguaçu e Fama.
O sesmeiro Agostinho Fernandes de Lima Barata, natural de Portugal, da cidade de Góes, Bispado de Coimbra, povoou e cultivou rapidamente suas terras, prestando um dos maiores benefícios ao lugar, ao abrir os caminhos para povoados vizinhos como Elói Mendes (então denominado Morro Preto da Mutuca), Varginha (então denominado Espírito Santo das Catanduvas), Machado (então denominado Santo Antônio do Machado) e Alfenas (Então denominado São José e Dores de Alfenas). Agostinho Barata foi pioneiro ao adquirir e transportar de São Paulo para Paraguaçu-MG a maquinaria destinada à montagem de um engenho em sua propriedade na Fazenda da Mata (atual bairro da Mata), o que consignou enorme evolução da sesmaria pelas grandes lavouras de cana-de-açúcar existentes, pois, somente em 1885 é que a cafeicultura foi introduzida em nosso município.
Em 1805, as terras das sesmarias começaram a ser divididas através das cessões de glebas aos interessados, criando aqui o Curato, por exigência do Juiz de Sesmarias de São João Del Rei, responsável pelas sesmarias da região sul mineira.
O Bispo Dom Mateus de Abreu Pereira, Bispo de São Paulo naquela época, é considerado o edificador da cidade de Paraguaçu pelo seu incondicional apoio e suas exigências quanto à aquisição de terrenos para o patrimônio público, e quanto à construção da capela e do cemitério, para que os habitantes não mais precisassem de realizar batizados, casamentos, sepultamento de seus mortos e missas em Douradinho; decisões pelas quais o lugarejo adquiriu a sua autonomia mínima.
O casal Maria Rosa de São José e Amaro José do Vale doaram as terras necessárias à formação do patrimônio, com a lavratura definitiva da escritura realizada em 17 de outubro de 1825, cuja cópia foi arquivada na Cúria da Diocese de Guaxupé-MG. O Ex-Prefeito Oscar Ferreira Prado , recebeu uma cópia da mencionada escritura de Dom Hugo Bressane de Araújo, Bispo Diocesano da Campanha-MG.
Em 1810 foi iniciada a construção da primeira capela no arraial, onde hoje localiza-se a Igreja de Nossa Senhora da Aparecida.
Texto: Itamar Rodrigues Araújo
Fonte: Prefeitura Municipal.
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