Paraopeba – Capela de Nossa Senhora da Conceição
A Capela de Nossa Senhora da Conceição é a mais antiga de Paraopeba-MG: data do início do fim do século XIX.
Prefeitura Municipal de Paraopeba-MG
Nome atribuído: Capela de Nossa Senhora da Conceição
Localização: Av. Barão Antônio Cândido, nº 115 – Centro – Paraopeba-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 067/2015
Descrição: A mais antiga construção religiosa da cidade, a capela de Nossa Senhora da Conceição data do início do fim do século XIX. Foi erguida provavelmente a mando de Maria Cândida Ferreira Pinto (dona Sinhazinha), mulher do barão Antônio Cândido Mascarenhas, falecida em 1905. A imagem da virgem é coroada por crianças vestidas de anjos, durante o mês de maio.
O pequeno templo preserva bela pintura no teto, feita em 1915 pelo pintor Francisco Figueiredo, com a ajuda do filho, José Figueiredo. A iniciativa foi de Corina Mascarenhas Polônio, neta do barão e de dona Sinhazinha, que recolheu donativos para o pagamento do trabalho. Segundo dados do jornal Gazeta de Paraopeba, em 1908 o arraial de Tabuleiro Grande tinha, além da matriz, de Nossa Senhora do Carmo, três capelas: de Nossa Senhora da Conceição, do Cruzeiro e do Cemitério Eclesiástico. As duas últimas, hoje reformadas, estão abertas a cultos e visitações.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Afirma a tradição que foi o Cel. Marques, donatário da Sesmaria, que ao deparar-se com uma onça no meio da mata, indefeso e julgando-se perdido, ele, como católico e de fé, ajoelhou-se e fez uma prece a Nossa Senhora do Carmo rogando que, se sua vida fosse salva, mandaria construir uma capela em sua honra.
O animal não o atacou e ele se retirou são e salvo. Posteriormente, ele voltou e cumpriu a promessa, fazendo construir uma capelinha dedicada à Nossa Senhora do Carmo (Padroeira de Paraopeba).
Aos poucos, por ser um local de passagem obrigatória dos tropeiros que conduziam boiadas para o sertão da Bahia, foram surgindo algumas casas em torno da capela e o lugar passou a ser chamado de Nossa Senhora do Tabuleiro Grande. Tabuleiro Grande porque tabuleiro era o nome com que os antigos costumavam caracterizar os pontos mais ou menos elevados e de vastas superfícies planas do sertão e na linguagem sertaneja significa cerrado.
Tabuleiro Grande foi elevado à freguesia pela Provincial nº 164 de 9 de março de 1840 e confirmado pela Lei Estadual nº 2 de 14 de novembro de 1891, subordinado o arraial, até então, ao município de Curvelo.
No dia 24 de novembro de 1840, por força da lei nº 1.395 foi transferido para o município de Sete Lagoas.
Durante 45 anos, Tabuleiro Grande pertenceu a Sete Lagoas, até desmembrar-se, elevando-se à categoria de município, por meio da Lei nº 566, de 30 de agosto de 1911. Sua instalação solene deu-se a 1º de junho de 1912, passando a denominar-se Vila Paraopeba. A partir de 1931 recebeu o nome definitivo de Paraopeba.
Paraopeba, palavra de origem indígena (da língua tupi-guarani), que significa ″Rio do Peixe Chato″
A escolha do nome Paraopeba foi por causa do rio Paraopeba que, naquela época, livre de qualquer poluição, era fonte de manutenção dos habitantes, que se beneficiavam da pesca, do garimpo e ainda da lavoura, nas regiões mais ribeirinhas.
Fonte: IBGE.
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- Imagem: Prefeitura Municipal
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