Perdões – Praça José Modesto Sobrinho


Imagem: Prefeitura Municipal

A Praça José Modesto Sobrinho foi tombada pela Prefeitura Municipal de Perdões-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Perdões-MG
Nome atribuído: Praça José Modesto Sobrinho (0,121ha)
Localização: Praça José Modesto Sobrinho – Perdões-MG

Descrição: Em 1898, com a chegada da água canalizada em Perdões foram construídos o chafariz e a primeira caixa d’água na área da praça. Em 1944, o prefeito Dr. Samuel Alvarenga construiu a praça oficialmente. O nome dado é uma homenagem ao segundo administrador político de Perdões. A praça que mais tarde ganhou apelido de Praça do Rosário foi restaurada na administração 1993/1996 do então Prefeito Hamilton Resende Filho. O trabalho buscou resgatar a beleza rústica e original da Praça que na ocasião do restauro estava bastante descaracterizada. O trabalho realizado foi sob a orientação da Prof. Aciléia Carvalho. Pensando nas obras da Igreja Matriz e contemplando toda sua beleza o padre, hoje Bispo, que trabalhou fazendo um pouco de tudo descreveu a Matriz em um belíssimo poema… Cinco janelas rasgadas por inteiro Sob três portas rubras assentadas Mais duas que na torre só rasgadas, Sem a proteção das verdes balaustradas. Simplicidade do frontão quadrilobado O óculo, e as calhas nas beiradas, O forro em guarda pó apoio dado As telhas e a cruz bem assentadas. Duas torres em andares rematadas, Por galos negros sobre coruchéus Recordam o Senhor ressuscitado Aurora que da morte então nasceu. E a serenidade da escada de pedras Degraus gastos pelos pés, Que procissão de histórias já subiram Conduzem ao retábulo da fé. Onde na cruz, imagem bela do Senhor Ressuscitado, A vida que Ele quer plenificada, Clama, grita, acolhe lado alto, Aos que sobem cada dia tal escada. Guardada pelo povo bom tesouro Preciosa relíquia da cidade. Maior tesouro guarda inteira dentro A vida de Jesus Sacramentado. Matriz do Bom Jesus, Casa de Deus, porta do céu, Morada sempre aberta Ao amor de Cristo por nós crucificado. Matriz do Bom Jesus Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Nos caminhos das Gerais Entradas e Bandeiras marcaram a história de muitos municípios mineiros. Nestas paragens a história não foi diferente. Por volta do ano de 1770, quando o mundo caminhava para o desfecho do século XVIII, chegou aqui um homem português, cujo nome era Romão Fagundes do Amaral, hábil minerador e bastante ambicioso.

Sem muito atentar para os editos da Coroa Portuguesa vivia a procura de lugares propícios à exploração de riquezas. Nestas terras minerou e enriqueceu. Cruzou linhas históricas e geográficas e hoje temos vestígios de sua teia entrelaçando Perdões, Cana Verde e Campo Belo.

Segundo a tradição Romão Fagundes se tornou fugitivo por manter garimpos clandestinos sonegando os impostos. Depois de muito se esquivar resolveu não mais viver às ocultas e fez uma promessa à Coroa, pedindo o seu perdão. Este se fosse concebido, seria retribuído com um cachinho de banana de ouro. Romão Fagundes assegurou ainda que mandaria vir de Portugal a imagem do Senhor Bom Jesus. O que de fato aconteceu

Por iniciativa do Alferes Romão Fagundes do Amaral, foi edificada a Capela Bom Jesus dos Perdões, por volta de 1770, nas proximidades da qual se formou o arraial de Perdões. Desde o início dedicada ao Senhor Bom Jesus essa igreja é a primitiva capela do Senhor dos Perdões. Depois dedicada a Nossa Senhora do Rosário, quando se construiu a Igreja Matriz. Não sabemos contar quantos passos subiram os gastos degraus que conduzem aos retábulos da fé; não sabemos contar quantas pessoas passaram nesta Igreja em busca de esperança e de ressurreição. Não é possível saber nem mesmo quantos descansam sob o telhado tramado da Igreja, primeiro cemitério da paróquia.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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