Piraúba – Fatia de Braga
A Fatia de Braga é um doce típico da culinária portuguesa. Em Piraúba-MG, leva coco e queijo ralado, ao invés de amêndoas, e é servido enrolado, como rocambole.
Prefeitura Municipal de Piraúba-MG
Nome atribuído: Fatia de Braga (Saberes)
Localização: Piraúba-MG
Livro de Registro dos Saberes
Descrição: A “fatia de Braga!” – um doce típico da culinária portuguesa, mas que, em Piraúba, cidade com 12.400 habitantes, na Zona da Mata, ganhou uma versão que leva coco e queijo ralado, ao invés de amêndoas, e é servido enrolado, como rocambole – acaba de ser registrada como bem imaterial do município.
Não se sabe bem quando o doce passou a fazer parte da sobremesa dos moradores, mas o certo é que todos conhecem e, em quase todas as casas, existe uma mulher que já o tenha preparado. “Quando criança, via minha avó bater as gemas, acrescentar o açúcar, o coco e o queijo ralado”, conta a doceira Maria Aparecida Pires Vidal, 74 anos, que aprendeu com a mãe a receita do doce que agradava a todos. Depois foi a vez de ela passar a receita para a filha Carla, 47 anos, e, ainda hoje, se tem “fatia de Braga”, é sinal de que há comemoração especial.
O registro do doce, que é conhecido na região como uma especialidade das doceiras de Piraúba, vai render ao município maior repasse de recursos do ICMS Cultural no próximo ano. Como aconteceu com várias outras cidades mineiras, cresceu em Piraúba o interesse pela valorização do patrimônio cultural. A motivação não é apenas a proteção da identidade do lugar, mas, também, o que a preservação pode render para os cofres municipais.
Fonte: UFJF.
Histórico do município: João Antonio de Lemos Duarte Silva, nascido em Portugal, veio para o Brasil com seu tio José Antônio de Lemos Duarte Silva. Militar, com posto de Capitão, foi transferido, para cidade de Pomba, hoje Rio Pomba.Hábil negociante, conseguiu reunir finanças e adquiriu terras, dentre elas, a Fazenda Bom Jardim em 1866. Na localidade, formou-se povoado que deu origem a Vila de São Sebastião, hoje cidade de Piraúba.
Em 1866, foi inaugurada a Estrada de Ferro Leopoldina, que trouxe desenvolvimento à região. No ano de 1890 Piraúba foi elevado a distrito do município de Rio Pomba, do qual se emancipou em 12 de dezembro de 1953.
Os primitivos habitantes da região foram os Coropós e Coroatos, cujos aldeamentos eram às margens dos rios que cortam a região. Sendo índios já meio catequizados, não hostilizaram os primeiros desbravadores que por lá apareceram. Cuidavam eles da lavoura e não há vestígios, na região, de sua colonização. Os desbravadores da região, aventureiros que se internavam pelos sertões à cata de terras para cultivar e povoar, que aqui chegaram entre 1830 e 1850, e entre eles contam Mota Vicente Pires, João Antônio Lemos, Domiciano José Vital Pedro Coelho, Inácio Pereira Pontes e outros, dedicaram-se à agricultura, empregando meios rudimentares.
Na região doada pelo português João Antônio de Lemos, proprietário da Fazenda Bom Jardim, em 1854, ergue-se hoje a cidade de Piraúba, de início chamada Bom Jardim. No ano de 1886, inaugurava-se a Estrada de Ferro Leopoldina que por aqui passava. O impulso foi grande. Surgiram as primeiras casas construídas de acordo com o traçado do engenheiro Dr. Nominato de Souza Lima. A abundância de caça atraiu outras pessoas que aqui fixaram residências. O arraial tomou o nome de Piraúba. No mesmo lugar onde em 1887 se rezou a primeira missa, ergue-se hoje a Igreja, bela e majestosa, graças ao zelo do cônego Ibrahim Gomes Caputo, pároco da cidade, ao qual, pelo seu dinamismo e espírito progressista, muito deve Piraúba.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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