Pitangui – Capela de Bom Jesus
A Capela de Bom Jesus, em Pitangui-MG, foi inaugurada por Bandeirantes de Taubaté (SP) em 1º de Março de 1748.
Prefeitura Municipal de Pitangui-MG
Nome atribuído: Capela de Bom Jesus
Outros Nomes: Capela do Senhor Bom Jesus
Localização: Pitangui-MG
Descrição: Situada entre as Rua Visconde do Rio Banco (antiga Rua da Paciência), confluência com as ruas Chiquinho Teodoro e a rua Altino Caetano, a Capela do Senhor Bom Jesus é uma da mais antigas capelas da cidade, tendo sido inaugurada por Bandeirantes de Taubaté (SP) em 1º de Março de 1748. O carpinteiro, José Gonçalves Ferreira, a ergueu por 70 oitavas de ouro (86 mil contos de réis).
Pequena e aconchegante, merece destaque o seu retábulo-mor (altar de madeira), de rara beleza. O nome “Senhor Bom Jesus” é em consequência do acampamento de tropeiros no Largo, que deixaram a imagem em suas redondezas, que depois seria conduzida para a capela.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Entre 1713 e 1720, aconteceram as primeiras revoltas pitanguienses contra as imposições da Coroa Portuguesa, sendo a primeira, a Sublevação da Cachaça. A Revolta de 1720, liderada por Domingos Rodrigues do Prado, contra a cobrança do quinto do ouro, conclamava que “quem pagasse, morria”. Apesar da derrota da Vila de Pitangui, os pitanguienses não pagaram e Conde de Assumar, então governador da Capitania, teve, contrariamente à sua vontade, de anistiar a dívida, dizendo que “essa Vila deveria ser queimada para que dela não se tivesse mais memória”, chamando a população local de “mulatos atrevidos”. Foi a 1ª grande revolta contra a Coroa, antes mesmo da de Felipe dos Santos, em Ouro Preto.
Em 1822, um vigário pitanguiense escreveria seu nome na história da Independência Brasileira: padre Belchior Pinheiro de Oliveira. Este foi conselheiro e confidente de D. Pedro I. Durante a jornada do 7 de setembro, padre Belchior aconselhou o imperador a proclamar a Independência do Brasil: “Se Vossa Alteza, não se fizer Rei do Brasil, será prisioneiro das Cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho, senão a Independência e a separação”. Pitangui, hoje, ainda preserva o seu sobrado, que é tombado pelo IPHAN e o seu túmulo, este, localizado nas escadarias da Igreja Matriz de N. Sra. do Pilar.
Fonte: Prefeitura Municipal.

