Pitangui – Chafariz da Praça Getúlio Vargas


Imagem: Prefeitura Municipal

O Chafariz da Praça Getúlio Vargas, em Pitangui-MG, foi construído em 1833, com a função de servir água para a cidade.

Prefeitura Municipal de Piumhi-MG
Nome atribuído: Chafariz – praça Getúlio Vargas
Localização: Praça Getúlio Vargas, s/n – Pitangui-MG

Descrição: Edificado no século XIX, no ano de 1833, o Chafariz da Praça, situado á Praça Getúlio Vargas, próximo á Matriz, é um monumento histórico de nossa cidade.

Comuns na paisagem urbana colonial e no período do império, os chafarizes foram de grande utilidade pública e construídos em áreas estratégicas das vilas e cidades. Já que não havia água canalizada nas casas, os escravos eram os incumbidos de buscá-la. Os chafarizes propiciavam os encontros de cativos e os inevitáveis mexericos sobre o que se passava nos domicílios.

Operários portugueses, especializados em obras de cantaria, aqui vieram reformar a Matriz de Nossa Senhora do Pilar e acabaram construindo uma caixa d’água, de pedras. Esse reservatório recebeu em 1835 um frontão artístico de pedra de cantaria bem trabalhado. No centro do frontão, foi burilado na pedra, em alto relevo, em boa heráldica, o escudo do Império Brasileiro, encimado por um globo, ambos envolvidos por uma constelação contornante. No centro do escudo está o letreiro: “viva a constituiçam”. Seria esta o ato adicional de 1834, que criou as Assembléias Legislativas Provinciais. Abaixo, esculpida em alto relevo, na pedra a dedicatória da edilidade pitanguiense daquela época: “A CÂMARA MUNICIPAL DE 1835”, demonstrando o grande espirito democrático do povo da cidade.

Para servidão d’água, na parte infima do frontão, deixaram duas caras humanas salientes. E dessas caras ou caretas humanas, bem redondas e expressivas é que jorrava a água em abundância vinda da Mata da Pedreira.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Entre 1713 e 1720, aconteceram as primeiras revoltas pitanguienses contra as imposições da Coroa Portuguesa, sendo a primeira, a Sublevação da Cachaça. A Revolta de 1720, liderada por Domingos Rodrigues do Prado, contra a cobrança do quinto do ouro, conclamava que “quem pagasse, morria”. Apesar da derrota da Vila de Pitangui, os pitanguienses não pagaram e Conde de Assumar, então governador da Capitania, teve, contrariamente à sua vontade, de anistiar a dívida, dizendo que “essa Vila deveria ser queimada para que dela não se tivesse mais memória”, chamando a população local de “mulatos atrevidos”. Foi a 1ª grande revolta contra a Coroa, antes mesmo da de Felipe dos Santos, em Ouro Preto.

Em 1822, um vigário pitanguiense escreveria seu nome na história da Independência Brasileira: padre Belchior Pinheiro de Oliveira. Este foi conselheiro e confidente de D. Pedro I. Durante a jornada do 7 de setembro, padre Belchior aconselhou o imperador a proclamar a Independência do Brasil: “Se Vossa Alteza, não se fizer Rei do Brasil, será prisioneiro das Cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho, senão a Independência e a separação”. Pitangui, hoje, ainda preserva o seu sobrado, que é tombado pelo IPHAN e o seu túmulo, este, localizado nas escadarias da Igreja Matriz de N. Sra. do Pilar.
Fonte: Prefeitura Municipal.


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