Planura – Praça da Vila de Furnas
A Praça da Vila de Furnas foi tombada pela Prefeitura Municipal de Planura-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Planura-MG
Nome atribuído: Praça da Vila de Furnas (19.013 m² = 1,9013ha)
Localização: Entre a Av. Marginal e as R. Sete, R. Oito e R. João São Domingo – Planura-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 93/2015
Histórico do município: A cidade começou a se formar em 1929 quando João da Silva e Oliveira, fazendeiro natural de Uberaba, cidade situada no Triângulo Mineiro, comprou alguns alqueires de terras de um vendedor desconhecido por nós. João da Silva e Oliveira fez esta compra porque tinha certeza que a obra iniciada em 1919 pela empresa Cia Paulista de Estradas de Ferro iria concretizar a construção de uma Estação Ferroviária na cidade vizinha de Colômbia, já no Estado de São Paulo, que se ligaria através de uma ponte ao Estado de Minas Gerais. Dizem que a compra de terras do lado mineiro ocorreu por uma simples coincidência do destino.
A construção que prometia ser gigantesca não ocorreu, e o senhor João da Silva e Oliveira, temendo perder dinheiro e acumular um grande prejuízo resolveu vender as terras que havia comprado ao senhor João Januário, pelo preço, de acordo com sua escritura, de 250$000 (duzentos e cinquenta mil réis) em um total de 850 alqueires de terras. Nessa época, o meio de transporte mais usado entre Minas e São Paulo, naquele local era a balsa, já que o Rio Grande faz divisa entre os dois Estados. Mesmo com esta dificuldade no translado entre as duas cidades, o senhor Januário, como é conhecido na cidade, começou a dividir a área em lotes revendendo-os pelos preços bem sugestivos de 150$000, 200$000, e 300$000 mil réis. Os principais compradores eram fazendeiros da região e pessoas que vinham de fora para tentar a vida em um lugar novo. O povoado foi crescendo devagar com as vendas e algumas doações de lotes feitas pelo Sr. Januário para a instalação de uma escola, uma capela e um cemitério.
A primeira capela foi construída toda em madeira pelo senhor Bruno da Silva Oliveira e ninguém sabe quando ele chegou a Planura e quando morreu. Só se tem conhecimento sobre esta construção na década de 1930 para homenagear Santo Antônio, o padroeiro da cidade.
No fim da década de 1920 e início da década de 1930 o povoado pertencia a Uberaba/MG, e tinha o nome de Porto do Cemitério em homenagem ao senhor João da Silva Oliveira que tinha uma fazenda em Colômbia, interior de São Paulo com o mesmo nome. Depois passou a se chamar Nova Esplanada, sendo desconhecido por nós a origem deste nome, para depois se tornar Planura, devido ao seu solo ser plano e lembrar uma planície, como já foi dito.
A primeira edificação comercial feita em Planura, que ainda não tinha recebido este nome, data de 1940 e fica localizada à Avenida Segismundo Novais, conhecida na cidade como “Casa Zico Lopes” de propriedade do senhor Moisés Cançado, a segunda casa comercial feita no município, que ainda era um povoado foi a Rezende & Cia. de Uberlândia, que não funciona mais, e em seu lugar foi construído uma residência. Depois começaram a se instalar os futuros moradores, como o senhor José Sebastião Domingos que se alojou com sua família incluindo esposa e filhos, e o senhor Jacinto Peres com seus filhos que ainda possuidores de terra na região. Outro morador pioneiro foi o senhor Antônio Manuel Luz, que tem um de seus filhos o senhor Antônio Manuel Filho como um possuidor de fazendas e comércio em Planura.
Em 1939, depois de já ter recebido o nome de Planura, este povoado deixa de pertencer a Uberaba e passa a ser distrito de Frutal, atendendo pedidos dos moradores do dito povoado, por Frutal ser um município mais próximo do que aquele, e assim se percorria uma distância menor para pagar impostos e fazer compras e a comunicação era mais fácil. Já no ano seguinte em 27 de Outubro de 1940, foi instalado o Cartório de Paz, sendo o senhor Geraldo Martins, o primeiro escrivão e o senhor Lauro Peres o primeiro Juiz de Paz, que realizou o primeiro registro de nascimento de Planura – ainda pertencente à Frutal – do, agora senhor Antônio Marcelino de Mendes e do primeiro casamento no dia 28 de dezembro do mesmo ano entre o Senhor Vicente Macedo Garcia e a Senhora Luiza de Castro, tendo como o Juiz de Paz, não mais o senhor Lauro Peres, mas sim agora o senhor Odilon Lacerda. Em 1941 foi lavrada a primeira escritura de compra e venda entre a Senhora Antônia de Carvalho que vendeu um terreno para o senhor Oscar da Silva, o cartório continua a funcionando no mesmo local, mas atualmente sob a direção de Alfredo de Paula Cançado.
No ano de 1950 teve início a construção da Ponte Rodoviária “Gumercindo Penteado”, pondo fim a travessia de balsa, a ponte existe até hoje e faz divisa do Estado de Minas Gerais com São Paulo. Com essa construção, ficou mais fácil se chegar à Nova Esplanada ou Planura, e a venda de terras aumentou, além destes moradores citados acima, houve vários outros que compraram e residiram ou residem até os dias atuais no município, como o senhor Guilherme de Freitas, Honorato Ribeiro da Silva (que deu nome a um dos bairros da cidade em sua homenagem), João Jacob da Silva, José Francisco Rodrigues e vários outros que como estes e suas esposas começaram a escrever a história deste município.
Em 1962, mais precisamente no dia 30 de dezembro, Planura é desmembrado de Frutal e se torna Município através de sua emancipação concedida pelo então governador do Estado de Minas Gerais, o senhor José de Magalhães Pinto, que no dia 1º de março de 1963 nomeou o senhor José Benedito dos Reis, como Prefeito da mais nova cidade de Minas. […]
Fonte: Prefeitura Municipal.
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