Presidente Bernardes – Corporação Musical Santo Antônio
A Corporação Musical Santo Antônio foi registrada pela Prefeitura Municipal de Presidente Bernardes-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Presidente Bernardes-MG
Nome atribuído: Corporação Musical Santo Antônio (Formas de Expressão)
Localização: Presidente Bernardes-MG
Decreto de Tombamento: I. 01/2015
Livro de Registro das Formas de Expressão
Descrição: A história da Banda de Música em Presidente Bernardes tem sua origem na década de 30 (1930), quando Padre Francisco Lopes da Silva Reis, conhecido por “Padre Chiquinho”, pároco local, fundou a “Corporação Musical Antonina” para abrilhantar as solenidades religiosas da Paróquia. É nessa época que aparece a legendária figura de Mestre Domingos do Morro, um dos primeiros a ministrar aulas de música no velho Distrito de Calambau, seguido de Juca Iluminato e Zé Domingos.
Nesse período outros talentosos músicos assumiram seu papel na Banda, merecendo destaque: Amantino Diogo, Geraldino Diogo, José Marcelo, José de Lima, Totoni de Sá Emilia, Adeícola de Freitas, Zizinho Peixoto, Gentil Henriques, Anibal e Elias Diogo, Chiquinho Ferreira, Olindo, José Diogo, Levindo Chagas, Eloi Monteiro, João de Moura, Mathias de Moura e muitos outros. Nesse grupo quem mais se destacou foi João de Moura, que além de ser compositor de vários dobrados e valsas foi também Maestro da Banda de Música da Universidade Federal de Viçosa.
Por muitos anos esta Banda foi mantida pela Paróquia, com destaque para a época de Padre Grossi, quando se expandiu, adquirindo mais instrumentos, passando a denominar-se “Banda de Santo Antônio”.
Em 1953, com a Emancipação Política Administrativa do Distrito de Calambau, que passou a denominar-se Município de Presidente Bernardes, ocorreu um “cisma político”, que causou a separação entre os partidários de Calambau e os partidários de Presidente Bernardes.
Por essa razão surgiu no município a “Banda de Música Santa Cecília”, integrada pelos partidários de Presidente Bernardes, ao passo que os partidários do nome Calambau continuaram na Banda de Música de Santo Antônio.
É importante destacar que apesar da separação das Bandas, elas continuaram muito boas, cada uma procurando ser melhor que a outra, nas apresentações que faziam na cidade ou em outros municípios.
Nessa época uma nova safra de músicos surgiu: Geraldo Diogo, Divino de Totone, Dimas Diogo, Zinho Diogo, José Chagas, Efreim Lima, Nonô de Feliciano Fagundes, Juca de Tião Dentista, Geraldo de João Manuel e Geraldo de Olindo. Os dois últimos seguiram carreira na Banda da Polícia Militar em Belo Horizonte.
Nas décadas seguintes a “Banda de Música” sobreviveu graças ao idealismo de seus antigos integrantes que sentiam a necessidade de preservar uma cultura musical, merecendo destacar a figura do Maestro Raimundo Eloi Monteiro, remanescente das antigas bandas, que com muito sacrifício manteve em sua própria casa uma escolinha ensinando aqueles que se interessavam pela música. Dos alunos que teve, hoje se destaca Ronaldo Soares de Carvalho, integrante da Banda de Música da Aeronáutica em Belo Horizonte.
Somente em 1990 é que foi legalmente fundada uma entidade musical na cidade, que recebeu a denominação de CORPORAÇÃO MUSICAL SANTO ANTÔNIO, conforme consta no Livro de Atas da entidade, em Ata lavrada na data de 06/07/1990. Com um breve período sem atividades, em 04/06/1998 foi reestruturada estando em atividade ininterrupta até a presente data.
Apesar de ter origem na “Banda de Música de Santo Antônio”, que pertencia à Paróquia, a Corporação Musical Santo Antônio não tem nenhum vínculo jurídico com a Paróquia, sendo hoje pessoa jurídica de direito privado, constituída na forma de sociedade civil de fins não lucrativos, regida por um estatuto devidamente registrado, reconhecida de utilidade pública pela Lei Municipal nº 658/2009.
Hoje, em sua sede, “Maestro Raimundo Eloi”, na Praça Cônego Lopes, 007 – Centro – um grupo de alunos, em sua maioria adolescentes, recebe aulas ministradas pelo Maestro Fábio dos Santos Fernandes, duas vezes por semana. Sua atual Diretoria é composta pelas seguintes pessoas: Presidente: Elton Antônio de Léles; Vice-Presidente: Antônio Carlos Fernandes; 1º Secretário: José Geraldo de Castro; 2º Secretário: Fernando André Carneiro Peixoto; 1º Tesoureiro: José Geraldo Vicente; 2º Tesoureiro: Dewdson Dias Bastos; 1º Diretor de Patrimônio: José do Patrocínio Chagas; 2º Diretor de Patrimônio: Geraldino José Diogo Nogueira.
Suas apresentações são sempre em retretas na praça, em festividades cívicas, religiosas e culturais promovidas na cidade ou em cidades vizinhas, quando convidada.
Atualmente tem recebido apoio da Administração Pública Municipal, da Câmara de Vereadores e da população de Presidente Bernardes, que sabem da importância de se preservar um bem cultural construído com muita luta e sacrifício.
Fonte: Conselho Municipal do Patrimônio Cultural.
Histórico do município: Em 1704, veio para esta região rica (em ouro), João de Siqueira Afonso, que explorou o ouro no leito do rio. Antes de 1710, o citado taubateano, a fim de aprisionar índios e encontrar mais ouro, regressava a Calambau. E nela os primeiros habitantes brancos foram paulistas e portugueses das famílias: Borba Gato, Cabral da Câmera, Carneiro Flores, Miranda, Moura, Costa, Fernandes, Fonseca, Siqueiro, Freitas de Souza, Moreira, Teixeira Guimarães etc. todas muito interessadas na mineração, com o trabalho dos índios e dos escravos africanos. Mais de escravos que de índios, pois estes, de preferência, eram empregados nos trabalhos da agricultura, mais próspera do que a mineração.
Com eles vieram os seus capelães oratórios e os seus altares desmontáveis. Pois, a posse da terra, sempre se seguia a celebração do Santo Sacrifício da Missa e a edificação do Cruzeiro no morro mais alto. Os primeiros habitantes de CALAMBAU filiados a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Guarapiranga, assistiram aos altos do culto católico em uma capela situada no alto do morro do Santo Cruzeiro, ela não há mais sinal, até o Cruzeiro desapareceu. Hoje o morro está bem povoado. Dele são vista dezenas de casas, dois prédios escolares e a estação de tratamento de água potável, iniciada no governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, a pedido do Deputado Federal Padre Pedro Maciel Vidigal. Esta capela fora providenciada por: Ana Cabral da Câmera. Quanto ao padroeiro dessa cidade, acredita – se que a escolha de Santo Antônio se deu ao fato, de que a maioria dos habitantes que surgia ali, as margens do Rio Guarapiranga, ser formados por portugueses, conterrâneos do Santo, além desta outras razões. A velha matriz inaugurada em 1775, havia sido ampliado pelo Padre Francisco Lopes da Silva Reis (Padre Chiquinho), entre outubro de 1923 e novembro de 1924. Mas, antes de ser iniciada a segunda metade deste século: não estava mais em condições de continuar mais sendo Casa de Orações, um templo de Deus. Então o Padre José Nicomedes Grossi Vigário, da paróquia encomendou a planta da nova igreja ao arquiteto italiano Rafael Juliano.No dia 13 de junho de 1946, quando os Calambauenses festejavam seu Santo Padroeiro e as Bodas – de – ouro sacerdotais de seu inesquecível pároco Padre Chiquinho, esse sacerdote benzeu e lançou a pedra fundamental da nova Igreja Matriz. A partir de 1948, Padre Grossi tomou todas as necessárias providências para a construção da atual Igreja Matriz de Santo Antônio de Calambau, que iniciou sua obra no dia 1º de março de 1950.A Igreja Matriz de Santo Antônio de Calambau foi inaugurada, no dia 07 de setembro de 1953.
A EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA: No mês de Janeiro de 1953, por iniciativa do Padre José Nicomedes Grossi, pároco à época, reuniu-se um grupo de cidadãos do Distrito para dar os primeiros passos rumo à sua Emancipação Político-administrativa em relação ao município de Piranga, ao qual pertencia.Desempenharam papel importante no Processo de Emancipação os seguintes cidadãos: Padre José Nicomedes Grossi (Presidente da Comissão); José Pedro Fernandes (Vice-Presidente); José Maria Peixoto, Escrivão do Distrito; Antônio Quintão Carneiro, Vereador, então, Presidente da Câmara dos Vereadores de Piranga; Amantino Luiz Diogo, Vereador; Leonídio Quintão Vidigal, Vereador e Francisco Quintão Vidigal, estes integravam a Comissão, além de contar com o apoio do Deputado Estadual Ciro Maciel, da cidade de Piranga e de vários outros participantes, principalmente comerciantes, fazendeiros e do eminente filho da terra, o político e historiador, Padre Pedro Maciel Vidigal, que abraçaram a causa com entusiasmo.O Processo arrastou-se por cerca de dez meses, cheio de controvérsias, prós e contras, e no dia 13 de Dezembro de 1953, o Distrito de Calambau foi elevado à categoria de município, pela Lei Estadual nº 1.039, passando a denominar-se Presidente Bernardes, em homenagem ao ilustre mineiro, Artur da Silva Bernardes, (Ver dados biográficos mais à frente), que foi Presidente (Governador) do Estado de Minas Gerais (1918/1922) e Presidente da República (1922/1926). Vale aqui ressaltar que a mudança do topônimo não foi recebida de braços abertos por toda a população. Uma grande parte reagiu contra a mudança, desejando que fosse mantida a denominação de Calambau, o topônimo indígena com que entrou na História e na Geografia de Minas Gerais, conforme constava no Processo de Emancipação, encaminhado à CEDAJE (Comissão Especial da Divisão Administrativa do Estado). Em 1985, o Prefeito Municipal Geraldo de Oliveira Maciel, sancionou a Lei Municipal nº 354/85, decretada pela Câmara dos Vereadores, restituindo ao município o antigo topônimo de Calambau. No entanto, no mandato seguinte, esta Lei foi revogada, voltando o município a se chamar Presidente Bernardes.A instalação do município se deu no dia 1º de Janeiro de 1954, sendo administrado pelo Intendente José Emílio Duarte, até 3 de Fevereiro de 1955.Em 3 de outubro de 1954, realizou-se a primeira eleição no município de Presidente Bernardes. Concorreram ao pleito dois partidos políticos: O Partido Republicano (PR), com o candidado José Pedro Fernandes – “Juquinha da Água Limpa” – fazendeiro influente no município; e o Partido Social Democrático (PSD), com o candidato Antônio Quintão Carneiro – Ninico Carneiro – Técnico Agrícola recém-formado pela Escola Superior Agrotécnica de Viçosa (atual Universidade Federal de Viçosa). O candidato vencedor foi o do PR, José Pedro Fernandes.Os primeiros vereadores eleitos no município foram: Antônio de Freitas Soares, Antônio Pereira Paiva, Benjamim Justiniano Teixeira, Joaquim José Pereira, Joaquim Barnabé Fernandes, José Arsênio Fernandes, José Soares Vidigal Filho, Nilton Fernandes Pinto e Pedro Vidigal Guimarães.Em 16 de março de 1955 foi criado o “Grupo Escolar Governador Clóvis Salgado”, sendo sua primeira Diretora, a professora Maria de Lourdes Carneiro Peixoto.Como obras marcantes deste primeiro Governo Municipal destacamos:A criação de onze escolas rurais, a construção do prédio onde funciona a Escola Estadual Governador Clóvis Salgado e a construção da ponte de concreto sobre o Rio Piranga (as duas últimas obras foram construídas com recursos conseguidos pelo Deputado Ciro Maciel). Em 21 de Janeiro de 1962, sendo Prefeito Municipal o Sr. Antônio Quintão Carneiro (2º Prefeito eleito do Município), o Ex-Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, Senador da República à época, aqui esteve para inaugurar várias obras na cidade, cujos recursos foram conseguidos junto ao Governo Federal e Companhia Vale do Rio Doce, pelo Deputado Pedro Maciel Vidigal, filho da terra, destacando-se a inauguração do Jardim JK, na Praça Cônego Lopes e o prédio onde funciona a Escola Estadual Padre Vicente Carvalho. Como obras principais deste segundo Governo Municipal destacamos: A construção do prédio citado acima, a construção da Adutora dos Guirras (que até hoje abastece de água a cidade), construção do Jardim JK, calçamento da Praça Cônego Lopes e várias ruas da cidade e a criação do Ginásio Municipal Santo Antônio (Lei Municipal nº 90), sendo seu primeiro Diretor o saudoso Padre Vicente Carvalho Filho.No dia 25 de Novembro de 1965, o Governador Magalhães Pinto, atendendo pedido do Deputado Pedro Maciel Vidigal, sancionou a Lei nº 3.590, criando o Ginásio Estadual de Presidente Bernardes, hoje Escola Estadual Padre Vicente Carvalho – homenageando o seu fundador – sendo seu primeiro Diretor o Pe. José Viana Moreira.
Calambau era seu nome antigo, pré – histórico. Antes, no inicio do século XVIII, o sítio, em que a cidade está: eram muito freqüentados pelos donos da terra, os índios. Em sua língua Calambau significa lugar onde o mato é ralo e o rio faz curvas.
Em 1704, veio para esta região rica (em ouro), João de Siqueira Afonso, que explorou o ouro no leito do rio. Antes de 1710, o citado taubateano, a fim de aprisionar índios e encontrar mais ouro, regressava a Calambau. E nela os primeiros habitantes brancos foram paulistas e portugueses das famílias: Borba Gato, Cabral da Câmera, Carneiro Flores, Miranda, Moura, Costa, Fernandes, Fonseca, Siqueiro, Freitas de Souza, Moreira, Teixeira Guimarães, etc, todas muito interessadas na mineração, com o trabalho dos índios e dos escravos africanos. Mais de escravos que de índios, pois estes, de preferência, eram empregados nos trabalhos da agricultura, mais próspera do que a mineração.Com eles vieram os seus capelães oratórios e os seus altares desmontáveis. Pois, a posse da terra, sempre se seguia a celebração do Santo Sacrifício da Missa e a edificação do Cruzeiro no morro mais alto. Os primeiros habitantes de Calambau filiados a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Guarapiranga, assistiram aos altos do culto católico em uma capela situada no alto do morro do Santo Cruzeiro, ela não há mais sinal, até o Cruzeiro desapareceu. Hoje o morro está bem povoado. Dele são vista dezenas de casas, dois prédios escolares e a estação de tratamento de água potável, iniciada no governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, a pedido do Deputado Federal Padre Pedro Maciel Vidigal. Esta capela fora providenciada por: Ana Cabral da Câmera. Quanto ao padroeiro dessa cidade, acredita – se que a escolha de Santo Antônio se deu ao fato, de que a maioria dos habitantes que surgia ali, as margens do Rio Guarapiranga, ser formados por portugueses, conterrâneos do Santo, além desta outras razões.
A velha matriz inaugurada em 1775, havia sido ampliado pelo Padre Francisco Lopes da Silva Reis (Padre Chiquinho), entre outubro de 1923 e novembro de 1924. Mas, antes de ser iniciada a segunda metade deste século: não estava mais em condições de continuar mais sendo Casa de Orações, um templo de Deus. Então o Padre José Nicomedes Grossi, Vigário da paróquia encomendou a planta da nova igreja ao arquiteto italiano Rafael Juliano. No dia 13 de junho de 1946, quando os Calambauenses festejavam seu Santo Padroeiro e as Bodas – de – ouro sacerdotais de seu inesquecível pároco Padre Chiquinho, esse sacerdote benzeu e lançou a pedra fundamental da nova Igreja Matriz. A partir de 1948, Padre Grossi tomou todas as necessárias providências para a construção da atual Igreja Matriz de Santo Antônio de Calambau, que iniciou sua obra no dia 1º de março de 1950.A Igreja Matriz de Santo Antônio de Calambau foi inaugurada, no dia 07 de setembro de 1953.
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Imagem: Conselho Municipal do Patrimônio Cultural
- Imagem: Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (1950)
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