Rio Doce – Congado de Nossa Senhora do Rosário de Santana do Deserto


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

O Congado de Nossa Senhora do Rosário de Santana do Deserto foi registrado pela Prefeitura Municipal de Rio Doce-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Rio Doce-MG
COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio e Cultura

Nome atribuído: Congado de N. Sra do Rosário de Santana do Deserto (Formas de Expressão)
Localização: Rio Doce-MG
Livro de Registro das Formas de Expressão

Descrição: Tradicional encontro de congado no Santuário de Nossa Senhora da Saúde. Tradição, cultura, folclore e religião. Essa mistura de música, de dança, de homenagens e de fé, faz do Congado esta festa assim tão bonita. Os coloridos das vestes, o ritmo dos tambores, os estandartes, os personagens da dança e da corte, e a homenagem a Nossa Senhora do Rosário fazem do congado uma manifestação cultural e religiosa. Barracas de comidas típicas e apresentações culturais.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: Rio Doce é o menor município da região do Vale do Piranga – em extensão territorial e número de habitantes. A ocupação deste pequeno pedaço de terra, ainda no século 18, começa antes de Ponte Nova, pólo regional. A capela de Santana do Deserto, localidade pertencente a Rio Doce, foi erigida em 1745, enquanto a de Ponte Nova o foi em 1770. Sabemos, historicamente, ser este um marco de importância. Àquela época, as capelas significavam ser o lugar habitado por um número significativo de cristãos, no caso portugueses, que aqui não estavam por acaso. Ali existe, até hoje, um dos poucos locais para a travessia segura do rio Piranga – ligando Santana (em Rio Doce) a Merengo (Santa Cruz do Escalvado), por balsa ou mesmo a vau em tempo de estiagem.
As terras de Santana pertenciam à viúva do bandeirante Matias Barbosa, um desbravador setecentista, e foram doadas à Igreja Católica. História antiga.
O distrito Rio Doce surge quase um século mais tarde, em 1886 quando a Estação da Estrada de Ferro Leopoldina foi inaugurada pelo Imperador D. Pedro II na localidade até então denominada Vila de Perobas. Rio Doce cresceu com a ferrovia, a ligação com o Rio de Janeiro, com os ferroviários e imigrantes. Cresceu até ficar do tamanho que é. Pode-se até dizer que em determinado momento encolheu, pois no início dos anos 40, ainda distrito, Rio Doce teve sua maior população apurada em censos: 4.258 pessoas (1.027 na sede e 3.231 na região rural). Hoje, com 2.468 – segundo dados do IBGE – apresenta ligeiro crescimento em relação ao ano 2000.
Município a partir do dia 3 março de 1963 (desmembrado de Ponte Nova) esta pequena cidade tem seu próprio modo de vida: tranquilo, sem violência e com grande participação da comunidade nos festejos, comemorações e administração pública. Modificações importantes aconteceram nos primeiros anos deste novo século, mas a vida pacata tem sido preservada, conforme o desejo de todos.
Em 2001, junto com a nova administração municipal, eram iniciadas as obras da UHE Candonga, empreendimento da Companhia Vale do Rio Doce e Alcan Alumínios do Brasil (esta substituída pela Novelis). Durante três anos a população urbana dobrou. Os problemas surgidos eram esperados, assim como seus impactos. Sofremos e aprendemos, pretendemos evitá-los no futuro, tanto quanto possível.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Prefeitura Municipal


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