Rio Pomba – Imagem de Nossa Senhora do Rosário


Imagem: Prefeitura Municipal

A Imagem de Nossa Senhora do Rosário foi tombada pela Prefeitura Municipal de Rio Pomba-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Rio Pomba-MG
Nome atribuído: Imagem de Nossa Senhora Do Rosário
Localização: Rio Pomba-MG

Descrição: Não é conhecida a origem da imagem de Nossa Senhora do Rosário. Presume-se que seja uma obra executada em Minas Gerais. A escultura é confeccionada em blocos unidos por cravos metálicos e adesivos, provavelmente, de origem proteica. A imagem possui 80 cm de altura, 40 cm de largura e 24 cm de profundidade. A imagem é entalhada, dourada e policromada. Possui camada de verniz para proteger a policromia e carnação. Nossa Senhora é representada sobre base atributiva em forma de nuvens com querubins. Veste túnica, manto e véu. Os pés são calçados e semiaparentes. Possui como adorno uma coroa de metal.

Na busca pela identificação da madeira usada pelo escultor, foi realizado ensaio de identificação botânica no Laboratório do Instituto de Pesquisa Tecnológicas – IPT / São Paulo. A análise da amostra coletada no bloco principal da imagem identificou a madeira como Cedrela sp., Meliaceae (Cedro).

Em função de diversas intervenções é difícil atribuir datação segura através das análises formal e estilística, mas a imagem apesenta características das imagens sacras da transição do século XVIII para o século XIX.

A imagem apresenta a composição iconográfica tradicional de Nossa Senhora do Rosário na sua versão mais comum da arte lusitana, que foi repetida sem modificações na imaginária brasileira. Apresenta-se de pé, segurando o menino Jesus no braço esquerdo e com um rosário na mão direita.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico da imagem: A devoção à Nossa Senhora do Rosário O culto a Nossa Senhora do Rosário é muito antigo no Brasil. Foi muito forte entre os escravos negros, que eram organizados em irmandades, muitas vezes responsáveis por construir as igrejas assim como manter as festas e cultos. Assim também aconteceu em Rio Pomba: foi edificada uma capela, onde foi entronizada a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Rosário. Estes cultos a Nossa Senhora do Rosário marcam a cultura brasileira até hoje. Ainda são comuns as manifestações culturais conhecidas como congado. Tais manifestações misturam rituais africanos e celebrações católicas, sendo mantidas pelas camadas mais populares. A festa de Nossa Senhora do Rosário é parte importante do patrimônio imaterial do nosso país.

Como a imagem de Nossa Senhora do Rosário foi parar no Museu? Hoje a imagem de Nossa Senhora do Rosário compõe o acervo do Museu Histórico de Rio Pomba. Mas antes disso a imagem permaneceu por mais de um século na Capela de Nossa Senhora do Rosário, sendo venerada pelos fiéis. Como a imagem apresentava um conjunto de características artísticas, que a tornava uma obra de grande valor artístico e cultural, ela acabou sendo retirada da cidade. Foi vendida para um antiquário de Belo Horizonte, no final da década de 1980. Algumas pessoas da comunidade não concordaram com a venda e começaram a lutar para que ela voltasse para a cidade. Afinal, Nossa Senhora do Rosário é um patrimônio histórico e cultural de Rio Pomba.

Com a mobilização da comunidade, liderada pelo fundador do Museu, o memorialista Sylvio Caiafa Mendonça, o Ministério Público Federal interveio no caso. Após negociações e interferências judiciais, a Prefeitura Municipal de Rio Pomba comprou a obra novamente para a cidade. Neste momento, descobriu-se que no antiquário a peça tinha passado por uma intervenção na tentativa de remover repinturas existentes. Após o retorno, a imagem foi encaminhada ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA – MG), onde passou por mais uma restauração entre 1988 e 1991. A equipe executou uma intervenção “arqueológica”, visto que a peça iria ser destinada a uma instituição museológica.

Após longos processos de pesquisas coordenadas pelo Conselho do Patrimônio Cultural de Rio Pomba, a imagem foi tombada através do decreto 905/2001, em 08 de abril de 2001. Alguns anos depois, entre 2005 e 2006, a peça passou por outra intervenção de conservação e restauração, no intuito de “resgatar uma melhor leitura da imagem”. Nesta fase foram resgatadas as características da carnação e do douramento que originalmente haviam na imagem.

Hoje, a imagem de Nossa Senhora do Rosário é uma das principais obras do Acervo do Museu Histórico de Rio Pomba. O Museu, que também está sediado em um imóvel tombado, possui um rico acervo da história local e regional e recebe visitantes da cidade e turistas. Felizmente, a imagem de Nossa Senhora do Rosário teve um final feliz! Depois de tantos problemas, sua permanência na cidade mostra que vale a pena lutar pela preservação dos bens culturais que ajudam a contar a nossa história!
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A Freguesia de São Manoel do Pomba foi criada por provisão régia de Dom João V, em 16 de fevereiro de 1718. Durante a primeira metade daquele século, a região do rio Pomba foi palco de diversos encontros violentos entre os índios das tribos Croatos (Coroados), Cropós e expedições exploradoras, destacando-se a do Capitão Inácio de Andrade, que a percorreu em 1750, fundando uma roça com um pequeno destacamento militar.

A partir da segunda metade do século XVIII, ocorreram mudanças na política de atuação, junto aos índios da região. O então governador Luiz Diogo Lobo da Silva determinou a criação de uma missão catequética, designando para este fim o Padre Manoel de Jesus Maria, vigário encomendado da matriz a ser erguida, por provisão, em 2 de setembro de 1767. A expedição organizada contou com a participação do Capitão Francisco Pires Farinho, a quem coube o governo civil dos nativos, seu irmão Manoel Pires Farinho, e alguns índios pacificados para servirem de tradutores. Em 25 de dezembro de 1767, deu-se posse à freguesia, quando foi lavrada a ata de acontecimento.

A Freguesia do Mártir São Manoel dos Sertões do Rio Pomba e Peixe dos Índios Cropós e Croatos foi declarada colativa pela resolução Régia e Consulta da Mesa de Consciência e Ordens de 15 de junho de 1771. Pela carta de apresentação, de 13 de outubro de 1771, o vigário Manoel de Jesus Maria foi promovido a colado, instituído em 23 de abril de 1772. Nesta época o povoado já possuía uma escola de primeiras letras e de doutrina, na qual o vigário era auxiliado por seu parente, José Crisostomo de Mendonça.

Pela resolução da Regência de 13 de outubro de 1831, a povoação de São Manoel do Pomba foi elevada a vila, sendo o pelourinho implantado no dia 25 de agosto do ano seguinte (1832). A elevação à categoria de cidade se deu pela lei nº 881 de 6 de junho de 1858, quando passou a chamar-se “Pomba”. A denominação vigente da cidade e do município ocorreu por lei nº 336 de 28 de dezembro de 1948.
Fonte: Prefeitura Municipal.


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