São Gonçalo do Rio Abaixo – Igreja de São Sebastião – Vargem Alegre
A Igreja de São Sebastião – Vargem Alegre foi tombada pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Rio Abaixo-MG
Nome atribuído: Igreja/ Capela de São Sebastião – Vargem Alegre
Localização: Vargem Alegre – Zona Rural – São Gonçalo do Rio Abaixo-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 39/2008
Descrição: Sua origem foi datada do final do século XIX, com autorização do Bispo D. Antônio Maria de Correa de Sá Benevides para erguer uma capela a pedido dos fiéis de São Sebastião. Houve mobilização popular para adquirir meio alqueire de terra com intuito de construir o templo em orago a São Sebastião. Por volta de 1900, o
mesmo já se encontrava erguido tendo autorização do Monsenhor Telles para celebração dos ofícios religiosos.
Paralela a construção, foi doada a imagem de São Sebastião por D. Inês Dias Duarte. O forro da capela mor apresenta pintura com imagem do padroeiro.
Seu interior é composto por altar mor e dois laterais. Segundo relatos havia também um altar colateral à esquerda. A sua frente existe um Cruzeiro contendo elementos alusivos à Paixão de Cristo. Em 1944 foi reconstruída e benta com a devida licença de Dom Helvécio Gomes de Oliveira. Tombada em 11 de abril de 2008,conforme inscrição no livro do tombo n°008/08.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: Anteriormente à elevação do Curato a Paróquia, o povoado de São Gonçalo do Rio Abaixo era atendido, nas questões religiosas, por diversos sacerdotes, designados temporariamente pela Diocese, inclusive alguns aqui residentes, proprietários de terras.
Tudo era muito difícil. As estradas, mal conservadas, a maioria apenas trilhas em meio à vegetação. Para que os sacerdotes chegassem até o povoado de São Gonçalo do Rio Abaixo, o meio de transporte utilizado eram os cavalos e o lombo dos burros. A viagem era demorada e cansativa, o que os obrigava a pernoitarem em fazendas ou mesmo em alguma casa da localidade, principalmente quando havia muita coisa a fazer e muitas providências a tomar.
Em 01 de agosto de 1743 o Padre Antônio Coelho, no exercício de Capelão da Capela de São Gonçalo do Rio Abaixo, requereu ao Sr. Bispo Dom Frei João da Cruz, da Diocese do Rio de Janeiro, autorização para celebrar as bênçãos na Capela, ao que recebeu a resposta, encaminhada no alto do mesmo requerimento, na mesma data, de que deveria, inicialmente, providenciar a escritura do dote (doação) do terreno onde a mesma estava localizada. A doação do terreno já havia sido feita pelo Sr. José de Olanda Braga em 26 de março de 1733. Padre Antônio, em seguida, requereu ao Tabelião Francisco José de Oliveira, do Cartório de Caeté, Comarca de Sabará, Minas Gerais, o traslado da escritura, no que foi entendido. Nela constava, além das informações já mencionadas: “… que os moradores do Rio Abaixo queriam erigir uma capela de invocação a São Gonçalo, e era preciso fazer-lhe dote da fábrica dela.”
Com a morte do Sr. José de Olanda, que como protetor os guardava, e como consta da provisão, era necessário prosseguir a construção da nova Capela dentro do arraial, uma vez que estava ainda por cobrir, e a antiga (São Manoel) era muito distante dela. Todos os moradores do povoado, cerca de 300 pessoas, pediram licença para “dizer-se missa” na antiga, enquanto providenciava-se o término da nova. O povoado do Rio Abaixo já existia, pois em 1710 foi construída uma pequena capela pelos escravos e recebeu o nome de Nossa Senhora do Rosário. Mais tarde esta capela foi ampliada e terminada com a ajuda da Irmandade de Nossa Senhora das Mercês e passou a se chamar Igreja Nossa Senhora do Rosário e das Mercês.
Pela Lei nº 471, de 1º de junho de 1850, o antigo curato de São Gonçalo foi elevado à categoria de Paróquia, filial da Matriz de Santa Bárbara e teve como o primeiro vigário o Padre Manuel Antônio de Souza Vinagre, filho desta terra. Os limites da Paróquia: freguesia de Itabira, ao norte, no alto do Capoeirão e Ribeirão do Bálsamo; Abaixo até encontrar os limites da freguesia de São José da Lagoa, pelo alto do Patrimônio da Bocaina; a leste com a freguesia de São Miguel de Piracicaba pelo espigão da Fazenda Antônio Alves, nos Coelhos Pequeno, junto aos caminhos em seguida da Fazenda dos herdeiros de Rodrigo de Carvalho Penna; ao sul terrenos da Fazenda dos Coelhos com a freguesia de Santa Bárbara; finalmente com a de Santa Anna de Cocais que fica a oeste pela Serra do Tamanduá, córrego de Pedro Gato, Rio Una, e juntamente com a de Bom Jesus do Amparo do Rio São João; pelo espigão da Brejaúba, entre as Fazendas de José Moreira dos Santos e finado Antônio Moreira dos Santos; pertence à Freguesia a pequena povoação de Pacas.
Pe. Vinagre foi substituído pelo Monsenhor Manoel da Silva Torres, filho da terra, que ficou como Pároco até 1923. Este doou à Paróquia sua casa que funcionou como Casa Paroquial até os anos 1990 e atualmente funciona a Secretaria Paroquial. Foi substituído pelo Cônego Aurélio, que ficou aqui por alguns meses e foi para Santa Bárbara. Ele foi substituído por Cônego João José Marques Guimarães, nascido em Morro Vermelho – Caeté, que foi Pároco de 1924 a 1974. Este permaneceu até sua morte em 13 de março de 1984. Homem virtuoso e que era respeitado por todos. Tinha mais 5 irmãos padres. Em 1974 assumiu a Paróquia o Cônego José Lopes Magalhães. Depois trabalharam como pároco e/ou administrador os padres: Pe. Fernando Fornaciari – SX, Pe. Elson Vital dos Reis, Pe. Francisco Neto Guerra, Pe. Luzardo Teixeira Fonseca, Pe. Renato Menezes Cruz, Pe. Francisco Cézar Cruz Neto, Pe. Almir Adomiran Duarte, Pe. Fernando dos Santos Andrade, Pe. José Marcelino de Magalhães Filho (atual pároco), tendo a colaboração do Pe. Carlos Jorge Teixeira (atual vigário paroquial). Trabalhou ainda como Vigário Paroquial o Pe. Edson Vander Fernandes Gonçalves.
Fonte: Diocese de Itabira.
Histórico do município: O Arraial que deu origem ao núcleo urbano do município de São Gonçalo do Rio abaixo, teve seu início ao alvorecer do século XVIII com a fixação do fenômeno bandeirante.
Em 1704 o desbravador Antônio Bueno encontrou minas ricas e abundantes, ao longo do Ribeirão Santa Bárbara trajeto do qual originou São Gonçalo entre 1710 a 1720. Em 1831, Manoel Dias de Freitas, juiz de paz, relatava um número de 2834 habitantes sendo 1750 livres e 1084 cativos. A localidade contava com conjunto arquitetônico de antigas fazendas, 13 engenhos de cana, 3 fábricas de ferro e 8 mineiros. Sua vocação aurífera era explorada por ingleses ao longo do Ribeirão Santa Bárbara e suas terras compunham-se de pequenas planícies e campos de criar.
O nome da cidade tem estreita relação com a origem das famílias Aranda, Moreira e os Barcelos Costa, estes de origem portuguesa, visto que São Gonçalo do Amarante é santo Português.
Em primeiro de junho de 1850, o antigo curato de São Gonçalo do Rio Abaixo filial da matriz de Santa Bárbara foi elevado a paróquia e seu primeiro vigário foi Manuel Antônio de Souza Vinagre.
Sua emancipação ocorreu em 30 de dezembro de 1962.
Fonte: Prefeitura Municipal.


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Corrigindo a informação, não é Rio Vermelho e sim Morro Vermelho.
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