Serro – E. E. Ministro Edmundo Lins
A E. E. Ministro Edmundo Lins foi tombada pela Prefeitura Municipal de Serro-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Serro-MG
Nome atribuído: Escola Estadual Ministro Edmundo Lins
Outros Nomes: Ginásio, Antigo Ginásio
Localização: Praça Presidente Vargas, nº 36 – Serro-MG
Descrição: Patrimônio com tombamento municipal. A Casa do Barão de Diamantina é uma edificação da cidade do Serro, com 03 andares nos fundos, que foi erguida na segunda metade século XIX, para residência de Francisco José de Vasconcellos Lessa, bacharel em direito agraciado com o título de Barão de Diamantina em 1854 e que dividia suas atividades entre os municípios de Serro e de Diamantina. O sobrado, de madeira e taipa, passou por várias obras de restauração e recebeu reforço de tijolos. Em 1914 abrigou o Colégio Nossa Senhora da Conceição, educandário feminino fundado pela iniciativa do monsenhor João Moreira, depois setores de arte e letras do patronato Agrícola Casa dos Otoni. O velho sobrado serve atualmente de sede da Escola Estadual Ministro Edmundo Lins.
Fonte: Governo do Estado.
Histórico do município: Sede de uma das quatro primeiras comarcas da Capitania das Minas Gerais, a antiga Vila do Príncipe do Serro Frio, hoje, cidade do Serro, ainda guarda as características das vilas setecentistas mineiras o que lhe valeu ser o primeiro município brasileiro a ter seu conjunto arquitetônico e urbanístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) em abril de 1938.
Em 1702, uma bandeira chefiada por Antônio Soares Ferreira descobriu as minas de ouro de Ivituruí, que em língua indígena significa Serro Frio, “um nevoeiro denso que invade a parte alta da serra acarretando grande baixa de temperatura e sendo acompanhado de vento mais ou menos forte e constante”. Assim é descrito o típico clima da região.
Em pouco tempo um grande número de aventureiros chegou ao local atraído pelo ouro que brotava fácil nas cabeceiras do Jequitinhonha e seus afluentes. Em 1711, o sargento-mor, Lourenço Carlos Mascarenhas, foi nomeado superintendente das minas de ouro da região para manter a ordem e a justiça. A prosperidade do arraial motivou, então, sua elevação ? vila no ano de 1714, quando, então, ganhou o nome de Vila do Príncipe. Com a criação da Comarca do Serro Frio a vila passou a ser sede. Em 6 de março de 1838 a vila foi elevada a cidade com a denominação de Serro.
Suas igrejas impressionam pela qualidade da ornamentação e pela pintura em perspectiva nos forros. Ao lado do seu acervo histórico-arquitetônico, representado pelos belos monumentos religiosos e notável conjunto de sobrados, o Serro guarda também outro importante aspecto de sua riqueza cultural do passado: as tradições folclóricas, as festas religiosas e a peculiar gastronomia. O Queijo do Serro, o mais famoso produto da região, tem um papel fundamental na economia do município.
Fonte: Prefeitura Municipal.


Em 1984 fui responsável pelo projeto de restauração deste maravilhoso edifício colonial. A situação dele era bastante precária, foi interditado pela secretaria de educação e enquanto os alunos e professores foram transferidos para outro local, realizei a documentação gráfica por meio de um levantamento cadastral. Aconpanhei a obra de restauração durante dois anos e, em 1986, os alunos e professores puderam retornar para um edifício totalmente seguro e com novas instalações que valorizaram seu uso e foi motivo de orgulho para toda a cidade! A paisagem urbana foi valorizada e o edifício, que já fazia parte do conjunto tombado pelo IPHAN passou a ser protegido também pelo patrimônio municipal.