Três Corações – Caixa d’Água da Rede Ferroviária


Imagem: Prefeitura Municipal

A Caixa d’Água da Rede Ferroviária foi tombada pela Prefeitura Municipal de Três Corações-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Três Corações-MG
Nome atribuído: Caixa d’Água da Rede Ferroviária
Localização: Av. Luciano Andrade Peixoto em frente ao, nº 358 – Bairro Triângulo – Três Corações-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1484/2004, de 07/12/2004
Dossiê enviado ao IEPHA/MG em Abril/2005, e aprovado.

Descrição: Ao passar pelo bairro Triângulo é fácil avistar uma grande caixa d’água, que se destaca, não pela sua arquitetura, mas pelo que representa para a história de Três Corações. Talvez algumas pessoas podem não saber, mas a Caixa d’Água pertencia à Rede Ferroviária e hoje é patrimônio do município.

Os registros datam sua construção de 1894 e os antigos moradores contam que durante décadas a água era utilizada também pelos filhos dos ferroviários que jogavam futebol às margens da linha, além de abastecer os trens que por ali passavam. Em época que não havia água encanada, as lavadeiras também se reuniam em volta da caixa para realizar as tarefas domésticas. A água vinha de uma grota existente em uma mata onde, hoje, está localizado o bairro Chácara das Rosas.

Os relatos da história mostram que existiam algumas poucas casas à margem da linha, que eram de família de trabalhadores da rede. Com o tempo, o bairro foi ampliando e, a partir da década de 80, o abastecimento pela caixa d’água foi desativado.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: As primeiras notícias sobre as terras onde hoje se situa o município de Três Corações datam de 1737, quando Cipriano José da Rocha, ouvidor de São João del-Rei, informa que, quando de passagem pela região, encontrou roças e catas de mineração na região da Aplicação do Rio Verde.

Por volta de 1760, o português Tomé Martins da Costa se estabelece na barranca direita do Rio Verde, embriagado pelo ouro abundante existente em suas lavras. Após adquirir novas terras, constrói a fazenda do Rio Verde e manda erigir uma capela sob a invocação dos Santíssimos Corações de Jesus, Maria e José.

No ano de 1764, de passagem pela região em viagem de inspeção e demarcação de limites, o governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís Lobo Diogo da Silva, visita Tomé em sua fazenda, encontrando alguns casebres ao redor da capela.

Em 1790, o capitão Domingos Dias de Barros, genro de Tomé Martins da Costa, pede licença para construir uma ermida no lugar da antiga capela, que é inaugurada em 1801, tendo seu altar-mor trabalhado pelo mestre Ataíde. Em 14 de julho de 1832 é instalada a freguesia dos Três Corações do Rio Verde e a paróquia dos Três Sacratíssimos Corações. Em 6 de setembro de 1860, grandes comemorações na elevação a Vila da Freguesia dos Três Corações do Rio Verde e na inauguração da Igreja Matriz. Em 1873, o Presidente da Província de Minas Gerais sanciona Lei incorporando à Vila o território pertencente à Freguesia.

O grande passo para o pleno desenvolvimento do município seria, entretanto, dado no ano de 1884, quando a Vila recebe a visita do Imperador D. Pedro II e a Família Imperial, para a inauguração da estrada de ferro Minas & Rio. Inaugurada oficialmente em 22 de junho deste ano, fazia a conjunção entre a Vila e a cidade de Cruzeiro, no estado de São Paulo. A repercussão desta visita foi de tamanha relevância que, três meses depois, em 23 de setembro de 1884, a Vila seria emancipada, sendo elevada à categoria de cidade.

Em 7 de setembro de 1923, com a Lei 843, Três Corações do Rio Verde passa a denominar-se apenas Três Corações.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

 


2 comments

  1. DIOMAR BATISTA DOS SANTOS |

    Tem um erro de informação na localização. Consta bairro Vilas Boas. O correto é bairro Triângulo.

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