Três Corações – Cruzeiro do Cemitério São João Batista


Imagem: Prefeitura Municipal

O Cruzeiro do Cemitério São João Batista foi tombado pela Prefeitura Municipal de Três Corações-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Três Corações-MG
Nome atribuído: Cruzeiro do Cemitério São João Batista
Localização: Praça da Saudade – Bairro Boa Ventura – Três Corações-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 993/1999, de 07/01/1999
Dossiê enviado ao IEPHA/MG em Abril/1999, e aprovado.

Descrição: Localizado na Praça da Saudade, o Cemitério Municipal São João Batista tem uma entrada monumental com portões em estilo eclético afixados em duas colunas de concreto de 4m de altura aproximadamente. Inaugurado em 1900, o cemitério tem um paisagismo bem expressivo em sua extensão, mas ninguém imagina que o local tenha sido palco de um dos movimentos mais marcantes do país.

As marcas de tiros no portão são as provas contundentes do conflito que houve na Revolução de 30. No confronto, que durou alguns dias, conterrâneos foram mortos e outros ficaram feridos. As perfurações podem ser vistas nos dois lados dos portões. No lado esquerdo, existem dois furos no latão, e outro na fechadura do lado direito.
O Portão do Cemitério Municipal São João Batista foi restaurado em 2001, já como patrimônio histórico do município, conforme decreto registrado no livro dos Tombos em 1999.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: As primeiras notícias sobre as terras onde hoje se situa o município de Três Corações datam de 1737, quando Cipriano José da Rocha, ouvidor de São João del-Rei, informa que, quando de passagem pela região, encontrou roças e catas de mineração na região da Aplicação do Rio Verde.

Por volta de 1760, o português Tomé Martins da Costa se estabelece na barranca direita do Rio Verde, embriagado pelo ouro abundante existente em suas lavras. Após adquirir novas terras, constrói a fazenda do Rio Verde e manda erigir uma capela sob a invocação dos Santíssimos Corações de Jesus, Maria e José.

No ano de 1764, de passagem pela região em viagem de inspeção e demarcação de limites, o governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís Lobo Diogo da Silva, visita Tomé em sua fazenda, encontrando alguns casebres ao redor da capela.

Em 1790, o capitão Domingos Dias de Barros, genro de Tomé Martins da Costa, pede licença para construir uma ermida no lugar da antiga capela, que é inaugurada em 1801, tendo seu altar-mor trabalhado pelo mestre Ataíde. Em 14 de julho de 1832 é instalada a freguesia dos Três Corações do Rio Verde e a paróquia dos Três Sacratíssimos Corações. Em 6 de setembro de 1860, grandes comemorações na elevação a Vila da Freguesia dos Três Corações do Rio Verde e na inauguração da Igreja Matriz. Em 1873, o Presidente da Província de Minas Gerais sanciona Lei incorporando à Vila o território pertencente à Freguesia.

O grande passo para o pleno desenvolvimento do município seria, entretanto, dado no ano de 1884, quando a Vila recebe a visita do Imperador D. Pedro II e a Família Imperial, para a inauguração da estrada de ferro Minas & Rio. Inaugurada oficialmente em 22 de junho deste ano, fazia a conjunção entre a Vila e a cidade de Cruzeiro, no estado de São Paulo. A repercussão desta visita foi de tamanha relevância que, três meses depois, em 23 de setembro de 1884, a Vila seria emancipada, sendo elevada à categoria de cidade.

Em 7 de setembro de 1923, com a Lei 843, Três Corações do Rio Verde passa a denominar-se apenas Três Corações.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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