Uberlândia – Círculo dos Trabalhadores Cristãos


Imagem: Prefeitura Municipal

O Círculo dos Trabalhadores Cristãos foi tombado pela Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG
Nome atribuído: Sede do Círculo dos Trabalhadores Cristãos / Alterado para: Circulo Operário de Uberlândia, conforme Registro de Títulos e Documentos de 10/10/2011, enviada no laudo do exercício 2016
Outros Nomes: Prédio do Círculo Operário de Uberlândia , Casa do Operário – Sede do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Uberlândia
Localização: R. Bernardo Guimarães, nº 344 – Bairro Fundinho – Uberlândia-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 12556/2010, de 02/12/2010
Livro do Tombo: Inscrição XVII, pág. 26.

Descrição: A Casa do Operário, localizada na Rua Bernardo Guimarães, 344, foi idealizada na década de 1940, para ser sede da organização social então denominada Círculo Operário de Uberlândia.

Os Círculos Operários compõem um projeto originário de setores da Igreja Católica Apostólica Romana que, desde meados do século XIX, preocupam-se com o papel da instituição religiosa como agente social. Em resposta aos dilemas sociais e políticos que envolviam, sobretudo as relações entre trabalhadores e patrões, mediadas pelo Estado, o projeto traçou estratégias para conservar ampliar a abrangência do ideário cristão sem incitar rompimentos com o Estado ou com a organização capitalista da sociedade.

Na prática, isso foi feito com a difusão da ação católica entre os trabalhadores, diretamente por meio do movimento circulista, que tornou-se expressivo sobretudo no período entre as décadas de 1930 e 1970 e foi responsável pela criação de centenas de Círculos Operários , muitos deles ativos na atualidade.

A Sede do Círculo dos Trabalhadores Cristãos de Uberlândia compreende um conjunto de edifícios que foram construídos em distintos momentos ao longo do tempo, com diferentes graus de qualidade técnica e construtiva.

O imóvel, adquirido em 1948, compreendia o terreno, um barracão e uma casa e foi vendido pelo Senhor Joaquim Marquez Póvoa e adquirido pelo Senhor Caio Lima Santa Cecília, representante do Círculo Operário. Logo após a aquisição, teve início a mobilização para a construção da sede que, segundo depoimentos teria começado em 1948. No entanto, os projetos encontrados no arquivo da Instituição referentes a este imóvel trazem datas de aprovação junto ao Município no ano de 1951.

O imóvel, que preserva quase integralmente suas características originais, é um dos exemplares da arquitetura Art Déco na cidade e representa um movimento de renovação da arquitetura local, incorporando novas tecnologias e expressões estéticas vinculadas aos ideais de modernidade.

Neste sentido, esta edificação é uma importante referência para memória do movimento operário da cidade, assim como, para a história da arquitetura de Uberlândia, revelando-se portadora de valores sociais, históricos e simbólicos que contribuem para o enriquecimento e valorização do patrimônio histórico cultural local.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A Fazenda São Francisco foi sede da Sesmaria de João Pereira da Rocha, o primeiro morador a fixar residência nesta região no início do século XIX, por volta de 1818. A cidade de Uberlândia se formou em terras desmembradas desta família.

Por volta de 1835, chegaram os irmãos Luiz, Francisco, Antônio e Felisberto Carrejo, que compraram de João Pereira da Rocha as terras para formar as respectivas propriedades: Olhos D’Água, Lage, Marimbondo e Tenda. Ainda hoje elas permanecem na zona rural do município.

Felisberto Alves Carrejo construiu em sua fazenda uma tenda de ferreiro para abrigar as suas atividades profissionais, por isso, sua propriedade ficou conhecida por “Tenda”. Apesar das benfeitorias feitas no local, Felisberto transferiu sua residência para 10 alqueires de terra de cultura, nas imediações do Córrego Das “Galinhas” (Avenida Getúlio Vargas), adquiridos de Dona Francisca Alves Rabelo, viúva de João Pereira da Rocha. Nesta ocasião, esta porção de terra, atualmente Bairro Tabajaras, já era habitada por um pequeno número de pessoas.

Uberlândia é uma cidade que, como muitas, nasceu no entorno de uma capela. Como símbolo de uma comunidade que se pretendia organizada e civilizada, os moradores pediram ao Bispado a permissão para a construção de uma Capela Curada, a ser dedicada à Nossa Senhora do Carmo. Desta forma, construída em adobe e barro nas suas formas mais simples em termos arquitetônicos, ela foi idealizada em 1846.

Para viabilizar a sua construção, os procuradores da obra entraram em entendimento com D. Francisca Alves Rabelo e dela adquiriram, pela quantia de quatrocentos mil réis, cem alqueires de terras de cultura e campo, entre os Córregos Das Galinhas e São Pedro. Todo o Patrimônio foi doado a Nossa Senhora do Carmo e, atualmente, corresponde à parte central da cidade de Uberlândia. O Arraial recebeu então o nome de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro de Uberabinha. Nas proximidades do lugar escolhido para a construção da capela, havia um caminho denominado de “Estrada Salineira”, foi às margens deste caminho que se formou o primitivo núcleo urbano.

Quando o Arraial passou à sede do Distrito, a estrada recebeu o nome de Rua Sertãozinho, posteriormente Rua Tupinambás e, atualmente, denomina-se Rua José Ayube. Como o cotidiano das pessoas era pontuado pela vida religiosa, a Capela abrigava à sua volta uma faixa de terreno que ficou conhecido como “Campo Santo”, nele foram sepultados os primeiros habitantes da Vila.

As raízes da cidade estão em um bairro conhecido hoje por Fundinho. As pequenas e tortuosas ruas que entrecortavam o arraial se formaram ladeadas pela sequência de casas, quintais e antigos muros que emprestaram à geografia urbana o seu sentido.

Por volta de 1861, pouco tempo após sua inauguração, a capelinha foi ampliada e transformou-se na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, abrigando até 1941 as principais atividades religiosas da cidade. Em 1943, após a inauguração da imponente Matriz de Santa Terezinha na Praça Tubal Vilela, ela foi demolida e, em seu lugar, foi construído um prédio para abrigar a Estação Rodoviária.
Fonte: Prefeitura Municipal.


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