Visconde do Rio Branco – Estação da Leopoldina Railway Company
A Estação da Leopoldina Railway Company foi tombada pela Prefeitura Municipal de Visconde do Rio Branco-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Visconde do Rio Branco-MG
Nome atribuído: Estação da Leopoldina Railway Company – praça Getúlio Vargas s/n
Localização: Praça Getúlio Vargas, s/n – Visconde do Rio Branco-MG
Descrição: A desativação do ramal da Estrada de Ferro Leopoldina que passa pela cidade de Visconde do Rio Branco ocorreu no ano de 1994, diante das dificuldades de manutenção e melhoramentos no transporte que, desde a década de 1950, já passava por um processo de desvalorização, em decorrência dos incentivos financeiros e ideológicos voltados à construção e reforma de rodovias que interligariam as diversas regiões do país e promoveriam o seu desenvolvimento econômico e social. Mesmo antes do processo de desinstalação, já havia sido realizado o tombamento da estação, juntamente com outros bens selecionados pelos membros do Conselho Consultivo Municipal, que organizaram uma lista de imóveis a serem tombados que faziam parte da construção da história do município, na tentativa de se representar a identidade da população rio-branquense.
Fonte: Priscila de Oliveira Teixeira.
Histórico do município: Os primeiros habitantes do território rio-branquense foram os indígenas Croatos, Cropós e Puris, procedentes do litoral fluminense, das baixadas dos Campos dos Goitacases, onde recebiam a denominação de Goitacás. Esses índios, após a confederação dos Tamoios, nos fins do século XVIII se viram pressionados por tribos inimigas e obrigados a deixar suas aldeias primitivas e partirem em busca de novas terras, ricas em caça, pesca e frutas, distante de selvagens agressivos. O caminho mais fácil e acessível para a fuga foi o curso a margem do Rio Paraíba do Sul e seus afluentes, os rios Pomba e Muriaé. Em seguidas migrações, subiram por esses rios, vindo atingir as margens superiores dos rios Xopotó e Bagres, onde passaram a habitar, dando, assim, origem ao aparecimento de localidade, que paralela ou sucessivamente, foi denominada Xopotó dos Coroados, Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio, São João Batista do Presídio, Presídio, Visconde do Rio Branco, Rio Branco, Paranhos e, finalmente Visconde do Rio Branco.
Ainda nos fins do século XVIII os Croatos receberam os cuidados do Missionário Padre Francisco da Silva Campos e do civilizador Guido Thomaz Marliere. Em 1730, as Autoridades da Capitania tomavam medidas com o fim de conquistar esses indígenas. Coube, no entanto, ao Padre Ângelo da Silva Pessanha o mérito de iniciador da tarefa de civilizar os Croatos, tendo conseguido fazer cessar as ferozes lutas que eram travadas contra os brancos devastadores. Não resistiram, porém, por muito tempo o contato com o pretenso civilizador e extinguiram-se como tribos na década setenta do século XIX. Origem do Topônimo O atual nome Visconde do Rio Branco foi dado ao município em homenagem ao grande estadista José Maria da Silva Paranhos (o Visconde do Rio Branco). Desde o final do século XVIII até o ano de 1945, teve o município diversas denominações, o que sempre motivaram equívocos e aborrecimentos lamentáveis. O primeiro nome dado por ocasião do desbravamento da região, no final do século XVIII, foi o de Zona do Rio Xopotó dos Coroados, por ser a região habitada pelos índios Croatos ou Coroados. Posteriormente, teve o de Aldeia do Xopotó e no início do século XIX eram território e povoação, denominados Presídio de São João Batista ou São João Batista do Presídio, por ter sido o local escolhido pela Capitania para a localização de presos políticos ou comuns; funcionava como presídio aberto, tendo a cercá-lo densas florestas. Mais tarde, prevalecendo a lei do menor esforço, foi a expressão reduzida para Arraial do Presídio e depois simplesmente Presídio. Ao receber foros de cidade, a Vila passou a denominar-se Visconde do Rio Branco, depois Rio Branco e em 1943, recebeu o topônimo de Paranhos, tendo finalmente, em 1945 restabelecido o nome de Visconde do Rio Branco.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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Priscila de Oliveira Teixeira

