Fortaleza – Festejos de São Pedro dos Pescadores
Os Festejos de São Pedro dos Pescadores foram registrados pela Prefeitura Municipal de Fortaleza-CE por sua importância cultural para a cidade.
COMPHIC – Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural
Nome Atribuído: Festejos de São Pedro dos Pescadores
Localização: Fortaleza-CE
Resolução de Registro: Decreto n° 13.030/2012
Bem de natureza imaterial
Descrição: Fica registrado no livro das Celebrações dos FESTEJOS DE SÃO PEDRO DOS PESCADORES, nesta capital, haja vista o seu alto valor simbólico, portador de inelutável referência à identidade e à memória da sociedade fortalezense.
Fonte: Decreto de Registro.
Descrição: A Festa de São Pedro dos Pescadores, a igrejinha que leva o nome da festa e o seu entorno representam, juntos, o primeiro bem imaterial registrado de Fortaleza. O registro, proposto e legitimado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Comphic), com base na Lei Nº 9.347/2008, reconhece e protege a vivência coletiva do trabalho, a religiosidade, o entretenimento, as artes e diversas outras práticas sócio-culturais intangíveis e de valor inestimável. Essas expressões são preservadas e protegidas em respeito aos antepassados e gerações futuras, fortalecendo o sentimento de pertencimento de um povo ao seu lugar.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: Tradição da nossa cultura litorânea, a Festa de São Pedro dos Pescadores se repete desde a década de 1930, numa celebração da fé e da fartura dos nossos verdes mares. Por isso, de 27 a 29 de junho, a Igreja de São Pedro dos Pescadores e o calçadão da Beira-Mar (nas proximidades do Mucuripe) irão receber quermesses, apresentações de quadrilhas e bandas de forró pé-de-serra, além de barraquinhas de comidas típicas, diversas brincadeiras tradicionais, culminando com a procissão de jangadas.
[…]
A igreja de São Pedro dos Pescadores é a única construção da antiga vila de pescadores que ainda se mantém de pé, tombada e também registrada como Patrimônio Cultural de Fortaleza. Os festejos a São Pedro dos Pescadores são de grande importância para a memória de toda a comunidade pesqueira.
A pedra fundamental da Igreja de São Pedro dos Pescadores foi colocada em 1852. Na época, ela era chamada de Capella Nossa Senhora da Saúde do Mucuripe. O templo já foi lugar de mobilização da comunidade em 1909, quando os moradores se uniram em oposição à Diocese, que havia determinado o arrolamento dos bens e a instalação de um cofre no local. A Igreja ficou fechada durante sete anos, sendo reaberta em 1937, com o nome de Capella de Nazaré, para só depois receber o nome de São Pedro dos Pescadores.
A Festa de São Pedro dos Pescadores é uma realização da Colônia Z8 de Pesca e Aquicultura de Fortaleza, com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Capitania dependente, o Ceará teve a sua formação econômica iniciada no século XVII com a pecuária, para fornecer carne e tração à economia açucareira estabelecida na Zona da Mata. E Fortaleza, fundada em 13 de abril de 1726, ficou à margem.
Nessa fase, a cidade primaz era Aracati. Icó, Sobral e Crato também ocupavam o primeiro nível na hierarquia urbana no final do século XVIII. Ao contrário de Aracati, de Icó e de outras vilas setecentistas fundadas nas picadas das boiadas, Fortaleza achava-se longe dos principais sistemas hidrográficos cearenses – as bacias dos rios Jaguaribe e Acaraú – e, portanto, à margem da atividade criatória, ausente dos caminhos por onde a economia fluía no território.
Por todos os setecentos, a vila não despertou grandes interesses do Reino, não tendo desenvolvido qualquer atividade terciária. Mas, em 1799, coincidindo com o declínio da pecuária (a Seca Grande de 1790-1793 liquidou com a atividade), a Capitania tornou-se autônoma, passando a fazer comércio direto com Lisboa, através, preferencialmente, de Fortaleza, que se torna a capital.
De 1808 em diante, com a abertura dos portos, o intercâmbio estendeu-se às nações amigas e, em especial, à Inglaterra, para onde o Ceará fez, em 1809, a primeira exportação direta de algodão.
Como capitania autônoma, o Ceará ingressava então na economia agroexportadora. O viajante inglês Henry Koster, que, exatamente nessa época (1810), visitou Fortaleza, não a enxergava com otimismo: “Não obstante a má impressão geral, pela pobreza do solo em que esta Vila está situada, confesso ter ela boa aparência, embora escassamente possa este ser o estado real dessa terra. A dificuldade de transportes (…), e falta de um porto, as terríveis secas, [todos esses fatores] afastam algumas ousadas esperanças no desenvolvimento da sua prosperidade”.
Em 1822, com o Brasil independente, o Ceará passou a província; no ano seguinte, a vila de Fortaleza foi elevada a cidade, o que robusteceu o seu papel primaz, dentro já da política de centralização do Império. As propriedades agropecuárias da província, a principal riqueza de então, pertenciam a pouco mais de 1% da população livre. Dado que a Lei de Terras, de 1850, só fez contribuir para a concentração fundiária, estavam fincadas então as bases das desigualdades de renda e riqueza que, embora em menor proporção, observam-se até os dias atuais no Ceará e em Fortaleza.
Fonte: Prefeitura Municipal.
BENS RELACIONADOS:
Fortaleza – Festejos de São Pedro dos Pescadores
Fortaleza – Igreja de São Pedro dos Pescadores
MAIS INFORMAÇÕES:
–

