Uberlândia – Painel “Ambiente Rural”


Imagem: Prefeitura Municipal

O Painel “Ambiente Rural” foi tombado pela Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG
Nome atribuído: Painel “Ambiente Rural”
Localização: Av. João Pinheiro, nº 220 – Uberlândia-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 12913/2011, de 04/07/2011 – Alterado pelo Decreto nº 16.354, de 09/03/2016.
Livro de Tombo Belas Artes: Inscrição IV, folha 06

Descrição: O painel figurativo em perspectiva apresenta como tema o campo, ou seja, o ambiente rural. Compreende uma fazenda, com relevo ao horizonte, as edificações e animais. Podem–se configurar três planos representativos: o plano de fundo (ou terceiro plano), que se alinha à visão do observador e onde se encontra as casas, o curral e alguma vegetação de entorno; o primeiro plano onde as estão figuras de gado, sendo estes dois bois malhados que repousam sobre o pasto, à esquerda, e dois, mais ao longe, à direita. A harmonia das cores se dá pela utilização do azul, verde, amarelo e rosa em várias tonalidades, além da cor preta e branca, estas últimas usadas como valores. Predominantemente, encontram-se os tons de azul e verde no plano de fundo, azul, rosa e amarelo no plano intermediário e tons de verde, ocre e branco no primeiro plano. O preto está inserido nos galhos de árvores, cercas e em alguns contornos.

O painel envolve a questão relacionada ao ruralismo, ainda marcante na economia local da época, caracterizando também o poder respaldado pelos fazendeiros e coronéis. A cena representada remonta ao bucolismo e calmaria da natureza. Essa percepção se dá principalmente pelo plano de fundo, com montanhas na cor ocre, mata na cor verde claro e o céu que mistura tons claros e escuros de azul, além de nuvens brancas. Na parte central, demonstrando maior importância, localiza-se um casarão, sem muitos detalhes de fachada, nas cores azul, cinza e telhado mesclando o rosa claro e o marrom. Provavelmente esta é a casa do fazendeiro Naves, pois é evidente sua hierarquização em face dos outros elementos, como a casa menor à esquerda, com o telhado nos mesmos tons, mas diferenciando a fachada com uma maior mistura de cores, diminuindo sua harmonia e beleza e nos indicando sua menor importância. Neste mesmo plano, ainda vemos uma cerca na cor preta, árvores de fundo e o chão na cor ocre, que faz nítida separação entre o pasto, na cor verde em tons claros e escuros, do primeiro plano. Neste, encontram-se quatro bois malhados. Os dois primeiros em destaque repousam sobre o pasto e são coloridos em tons de marrom, rosa e contorno preto. Mais ao lado e distante, à direita, encontram-se outros dois bois em pé e pastando.​
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A Fazenda São Francisco foi sede da Sesmaria de João Pereira da Rocha, o primeiro morador a fixar residência nesta região no início do século XIX, por volta de 1818. A cidade de Uberlândia se formou em terras desmembradas desta família.

Por volta de 1835, chegaram os irmãos Luiz, Francisco, Antônio e Felisberto Carrejo, que compraram de João Pereira da Rocha as terras para formar as respectivas propriedades: Olhos D’Água, Lage, Marimbondo e Tenda. Ainda hoje elas permanecem na zona rural do município.

Felisberto Alves Carrejo construiu em sua fazenda uma tenda de ferreiro para abrigar as suas atividades profissionais, por isso, sua propriedade ficou conhecida por “Tenda”. Apesar das benfeitorias feitas no local, Felisberto transferiu sua residência para 10 alqueires de terra de cultura, nas imediações do Córrego Das “Galinhas” (Avenida Getúlio Vargas), adquiridos de Dona Francisca Alves Rabelo, viúva de João Pereira da Rocha. Nesta ocasião, esta porção de terra, atualmente Bairro Tabajaras, já era habitada por um pequeno número de pessoas.

Uberlândia é uma cidade que, como muitas, nasceu no entorno de uma capela. Como símbolo de uma comunidade que se pretendia organizada e civilizada, os moradores pediram ao Bispado a permissão para a construção de uma Capela Curada, a ser dedicada à Nossa Senhora do Carmo. Desta forma, construída em adobe e barro nas suas formas mais simples em termos arquitetônicos, ela foi idealizada em 1846.

Para viabilizar a sua construção, os procuradores da obra entraram em entendimento com D. Francisca Alves Rabelo e dela adquiriram, pela quantia de quatrocentos mil réis, cem alqueires de terras de cultura e campo, entre os Córregos Das Galinhas e São Pedro. Todo o Patrimônio foi doado a Nossa Senhora do Carmo e, atualmente, corresponde à parte central da cidade de Uberlândia. O Arraial recebeu então o nome de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro de Uberabinha. Nas proximidades do lugar escolhido para a construção da capela, havia um caminho denominado de “Estrada Salineira”, foi às margens deste caminho que se formou o primitivo núcleo urbano.

Quando o Arraial passou à sede do Distrito, a estrada recebeu o nome de Rua Sertãozinho, posteriormente Rua Tupinambás e, atualmente, denomina-se Rua José Ayube. Como o cotidiano das pessoas era pontuado pela vida religiosa, a Capela abrigava à sua volta uma faixa de terreno que ficou conhecido como “Campo Santo”, nele foram sepultados os primeiros habitantes da Vila.

As raízes da cidade estão em um bairro conhecido hoje por Fundinho. As pequenas e tortuosas ruas que entrecortavam o arraial se formaram ladeadas pela sequência de casas, quintais e antigos muros que emprestaram à geografia urbana o seu sentido.

Por volta de 1861, pouco tempo após sua inauguração, a capelinha foi ampliada e transformou-se na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, abrigando até 1941 as principais atividades religiosas da cidade. Em 1943, após a inauguração da imponente Matriz de Santa Terezinha na Praça Tubal Vilela, ela foi demolida e, em seu lugar, foi construído um prédio para abrigar a Estação Rodoviária.
Fonte: Prefeitura Municipal.

CONJUNTO:
Uberlândia – Conjunto da Obra em Mosaico de Vidro de Geraldo de Queiroz


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