Araçuaí – Antigo Casarão da Família Cunha Melo


O Casarão da Família Cunha Melo foi construído em 1899 por Nuno da Cunha Melo, um médico popular na região, e atualmente pertence ao município.

Prefeitura Municipal de Araçuaí-MG
Nome atribuído: Antigo Casarão da Família Cunha Melo
Outros Nomes: Casarão Histórico situado na R. Pernambuco, 115
Localização: R. Pernambuco, n° 115 – Araçuaí-MG
Decreto de Tombamento: Lei 006/1999
Descrição: O Casarão da Família Cunha Melo foi construído em 1899 por médico Nuno da Cunha Melo, um médico popular na região, e atualmente pertence ao município.
O Casarão da Família Cunha Melo apresenta fundação de pedras com estrutura autoportante de tijolos, fachada simétrica que reflete a ordenação dos espaços do interior e cobertura em telhas coloniais. Segundo o promotor de Justiça Randal Bianchini Marins, o casarão é um bem de expressivo significado simbólico e valores arquitetônico, paisagístico e histórico. Por essa razão, é protegido pelo município, tendo sido inventariado em 1998 e tombado em 1999.
Um laudo técnico elaborado pelo MPMG no casarão constatou problemas que aceleram o processo de degradação do bem cultural. Entre eles a pichação nas fachadas e a presença de água nas estruturas interna e externa do imóvel.

História: Nuno da Cunha Melo, médico formado na Bahia, ficou conhecido na região por sua competência e generosidade. Para o promotor de Justiça, destaca-se a placa de inauguração do Casarão da Família Cunha Melo, após as obras de restauração realizadas em 2003, com os seguintes dizeres À porta desta casa batiam-se palmas. Batida alegre ou dramática, suplicante ou serena. Seu timbre tem história. Tanta solidariedade no infinito da casa. Sabores, cheiros, esconderijos, tímidos, risos e lagrimas. Coisas indeléveis que o tempo não pode carregar.
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais.

Descrição:
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Calhau era o nome do arraial que nos anos de 1830 começou a formar-se na planície entre a chapada do Piauí e a do Candonga, onde o instável Calhauzinho faz barra no caudaloso Rio Araçuaí, ficando o arraial na margem direita de ambos.
Calhau chama-se o cascalho de pedras lisas e arredondadas pela correnteza da água dos córregos. Com este cascalho estão ainda calçadas algumas ruelas da zona velha da cidade que bem possível àquele “luxo” deve seu primeiro nome. Mas seja como for, ainda hoje usam o nome “Calhau”, embora que já em 1857, quando o mesmo lugar foi criado vila, tivesse mudado seu nome para Arassuahy, que com a moda da ortografia virou Arassuaí, e ultimamente Araçuaí.
O Padre Carlos Pereira de Moura havia fundado no vértice dos ângulos de confluência dos Rios Araçuaí e Jequitinhonha a Aldeia do Pontal, atualmente Itira. Esplêndida perspectiva, terras férteis, os dois grandes rios, a viração do vale, que abate o calor, o fácil acesso às canoas, um conjunto de qualidades locais indicava aquele lugar apropriado para abrigar uma cidade. Mas o Padre Carlos era excessivamente autoritário e exigente.
Lançando os fundamentos de uma futura cidade, portou-se como senhor de alta e baixa justiça, e uma de suas determinações foi que não se consentissem ali meretrizes nem bebidas alcoólicas, então as infelizes mulheres emigraram subindo o rio Araçuaí, e, atraídos por elas os canoeiros mudaram de porto.
Nesse tempo era proprietária da Fazenda da Boa-Vista da Barra do Calhau uma velha mulata de nome Luciana Teixeira, a que A. de Saint-Hilarie se refere no seu livro de viagens. Esta boa mulher deu abrigo aos emigrantes do pontal em suas terras à margem direita do ribeirão do Calhau e de Araçuaí. Tornou-se este o ponto de arribada das canoas que subiam o Jequitinhonha.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
Ministério Público de Minas Gerais
Prefeitura Municipal


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *