Araxá – Árvore dos Enforcados [MORTA]
A Árvore dos Enforcados é símbolo da cultura negra. Conta-se que ela chorou depois que dois escravos foram enforcados nela, em meados do século XIX.
Prefeitura Municipal de Araxá-MG
Nome atribuído: Árvore dos Enforcados
Outros Nomes: Copaífera Langsdorffii , Pau de óleo
Localização: Alto da Santa – R. Gustavo Martins de Oliveira – Bairro da Santa – Araxá-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 588/1998 – ANULADO – A árvore morreu atingida por um raio.
Descrição: Lenda conta que dois escravos foram enforcados na árvore. Depois disto, moradores diziam que ela chorava.
Uma árvore de cerca de 200 anos, que simbolizava a cultura negra em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais, morreu. Mesmo após tentativas de recuperação, a cidade perdeu a Árvore dos Enforcados, que era um dos principais pontos turísticos da região. O pau de óleo, como é conhecida popularmente, fica no alto da cidade. O coordenador do Centro de Referência da Cultura Negra, Clayton Ayres da Silva, conta que a árvore chegou a ter frutos e folhas no início do ano passado.
De acordo com engenheiro florestal Romildo Klippel, do Instituto Estadual de Florestas, a árvore chegou ao fim do ciclo e morreu de causas naturais. A ausência de folhas e a soltura da casca indicam a morte, após 200 anos de história e lendas. A morte foi constatada pelo IEF no fim de dezembro do ano passado. Ainda segundo o instituto, a árvore não será retirada do local e os galhos devem cair naturalmente.
A árvore é considerada patrimônio histórico da cidade. A historiadora Bete Abdanur diz que a lenda relata que dois escravos foram enforcados na árvore, em meados do século XIX. Eles foram condenados, em júri, pela morte do senhor. Na época, moradores da cidade diziam que a árvore chorava e, por isto, ela virou símbolo da cultura negra.
Em dezembro de 2008, vereadores da cidade tentaram trocar o nome da árvore para “Libertação”, mas moradores teriam impedido a alteração, por meio de um abaixo-assinado.
Fonte: Geledés – Instituto da Mulher Negra.
Descrição: Desconhecemos a documentação que possa fundamentar historicamente a origem da lenda da “Árvore dos Enforcados”. Ela faz parte da tradição oral, transmitida através de gerações e cuja origem se perdeu na memória do tempo.
A árvore é uma Copaífera Langsdorffii (nome popular em MG: Pau-de-Óleo) pertencente à Família das Leguminosae-Caesalpinoideae. Está localizada no Alto de Santa Rita, no bairro que leva o mesmo nome, na Rua Gustavo Martins de Oliveira.
Diz a lenda que no século passado, um júri popular, na sua primeira atuação, condenou à morte dois escravos que teriam assassinado seu dono. Os escravos foram enforcados nesta árvore, e ainda hoje, é possível escutar, quando o vento agita as folhas, os seus gemidos.
A árvore foi declarada “imune de corte” pelo Decreto Municipal nº 451 de 21 de setembro de 1979.
No dia 31 de maio de 2004, no entorno deste bem, foi inaugurado o Centro de Referência da Cultura Negra que abriga um salão de exposição, um museu da memória, salas para cursos livres.
Em 2012, o município informou ao IEPHA/MG, através do laudo do estado de conservação, que a árvore foi morta ao ser atingida por um raio.
Fonte: Fundação Cultural Calmon Barreto
FOTOS:
- Imagem: Fundação Cultural Calmon Barreto
MAIS INFORMAÇÕES:
Geledés – Instituto da Mulher Negra
Fundação Cultural Calmon Barreto


