Barra Longa – Conjunto Arquitetônico da Fazenda das Corvinas
O Conjunto Arquitetônico da Fazenda das Corvinas foi danificado pelos rejeitos de minério do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, no dia 05 de novembro de 2015.
Prefeitura Municipal de Barra Longa-MG
Nome atribuído: Conjunto arquitetônico da Fazenda das Corvinas
Outros Nomes: Conjunto arquitetônico da Fazenda Nossa Senhora Conceição das Corvinas
Localização: Zona Rural – distante 8 Km – Barra Longa-MG
Decreto de Tombamento:Decreto n° 117/2005
Descrição: Edificações da sede – casa grande, engenho, garagem, caixa d’água, paiol, curral, terreiro de café, usina, escola, engenho de pedra e duas casas de colono. >2ha
Estrutura Arquitetônica e Urbanística
Descrição: Além das dificuldades peculiares aos pequenos municípios, a população passou a enfrentar uma crise consequente do rompimento da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, no dia 05 de novembro de 2015. Essa tragédia causou danos tanto ambientais quanto patrimoniais, pois destruiu parte do patrimônio histórico, incluindo propriedades tombadas. De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura de Barra Longa (2015), as maiores perdas foram registradas na Capela de Nossa Senhora da Conceição, situada no povoado do Gesteira, bem inventariado que teve 90% de seu acervo comprometido. Também foram danificados pelos rejeitos de minério:
● Hotel Xavier, que teve a parte inferior e a pintura externa afetadas;
● Residências do Sr. José Lanna, do Sr. Antônio Mariano Trindade e da Senhora Eponina Freitas, que tiveram o seu entorno invadido;
● Conjunto Arquitetônico da Fazenda das Corvinas, que teve parte do conjunto comprometido: duas casas de colono, assim como os bens inseridos em seu entorno, o Rio Gualaxo (que teve seu leito assoreado pela lama) e a ponte que dá acesso à Fazenda (totalmente destruída);
● Conjunto Paisagístico do encontro dos rios Carmo e Gualaxo do Norte, que teve seu leito assoreado pelos rejeitos;
● Igreja Matriz de São José que, devido ao tráfego de caminhões pesados e aglomeração de trabalhadores no seu entorno, sofreu também alguns danos, principalmente no que se refere à pintura externa.
Mesmo diante da extensão do problema causado pela lama que inundou a cidade e destruiu moradias, pastagens, ruas e afetou a fauna e flora da bacia do Rio Gualaxo, percebe-se que o processo de restauração não está sendo realizado de forma integrada, respeitando as normas previstas pelo IEPHA.
[…]
Há casos alarmantes de má conservação como o da Fazenda das Corvinas, com muitos danos em sua estrutura, além das deteriorações causadas em parte de seu complexo pelos rejeitos de minério de ferro.
Fonte: Stephan; Carneiro; Ribeiro.
MAIS INFORMAÇÕES:
Stephan; Carneiro; Ribeiro
Prefeitura Municipal

