Belém – Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Casa do Ancião D. Macedo Costa


Imagem: Google Street View

O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Casa do Ancião D. Macedo Costa, em Belém, foi tombado pelo Departamento de Patrimônio do Estado do Pará.

Governo do Estado do Pará
DPHAC – Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Cultural
Nome Atribuído: Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Casa do Ancião D. Macedo Costa
Localização: Av. Almirante Barroso, n° 4314 – Souza – Belém-PA
Data de Tombamento: 20/07/1984

Descrição: O prédio onde hoje funciona a Escola de Governo do Pará guarda, em sua estrutura, registros da história de Belém. A construção erguida no início do século XX foi inaugurada em 16 de Novembro 1901, pelo então Intendente Antônio Lemos (1897-1912). Com o nome de “Asylo de Mendicidade” (Asilo dos Mendigos), abrigava pessoas pobres retiradas das ruas de Belém durante o período conhecido como Belle Époque. Em 23 de Dezembro de 1935 passou a se chamar “Asilo de Assistência Social Dom Macedo Costa” e posteriormente virou a “Casa do Ancião Dom Macedo Costa”, abrigando idosos durante 86 anos.

Construído pela companhia inglesa Mendes & Cia, na época era localizado na altura do km 11 da Estrada de Ferro Belém-Bragança. O imóvel foi tombado pelo patrimônio histórico em julho de 1984 e duas décadas depois deixou de ser asilo. Já bastante deteriorado, passou por uma grandiosa obra de restauro e revitalização, ate que no final de 2006 passou a ser sede da EGPA.
Texto: Daniele Brabo – Ascom/EGPA
Fonte: EGPA-PA.

Histórico do município: A história da cidade de Belém confunde-se com a própria história do Pará através de quatro séculos de formação e desenvolvimento.
Coube a Francisco Caldeira Castelo Branco, antigo Capitão-Mor do Rio Grande do Norte, um dos heróis da expulsão dos franceses do Maranhão, a honra de comandar uma expedição de 200 homens com o objetivo de afastar do litoral norte os corsários estrangeiros e iniciar a colonização do ‘Império das Amazonas’.
Em 12 de janeiro de 1616, a cidade de Belém foi fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco. Lançou os alicerces da cidade no lugar hoje chamado de Forte do Castelo. Ali edificou um forte de paliçada, em quadrilátero feito de taipa de pilão e guarnecido de cestões. Essa fortificação teve inicialmente o nome de Presépio, hoje o histórico Forte do Castelo. Em seu interior, foi construída uma capela, sendo consagrada a Nossa Senhora da Graça. Ao redor do forte começou a formar-se o povoado, que recebeu então a denominação de Feliz Lusitânia, sob a invocação de Nossa Senhora de Belém.
Nesse período ocorreram guerras, em decorrência do processo de colonização através da escravização das tribos indígenas Tupinambás e Pacajás e da invasão dos holandeses, ingleses e franceses. Vencidas as lutas com os invasores, a cidade perdera a denominação de Feliz Lusitânia, passando a ser Nossa Senhora de Belém do Grão Pará.
Em 1650, as primeiras ruas foram abertas, todas paralelas ao rio. Os caminhos transversais levavam ao interior. Era maior o desenvolvimento para o lado Norte, onde os colonos levantaram as suas casas de taipa, dando começo à construção do bairro chamado de Cidade Velha. Na parte sul, os primeiros habitantes foram os religiosos capuchos de Santo Antonio.
Em 1676, chegaram, da ilha dos Açores, 50 famílias de agricultores, no total de 234 pessoas. Nessa época, destaca-se a construção da Fortaleza da Barra e do Forte de São Pedro Nolasco.
No século dezoito, a cidade começou a avançar para a mata, ganhando distância do litoral. Belém constituía-se não apenas como ponto de defesa, mas também centro de penetração do interior e de conquista do Amazonas.
A abertura dos rios Amazonas, Tocantins, Tapajós, Madeira e Negro para a navegação dos navios mercantes de todas as nações, no século XIX, após o período colonial, contribuiu para o desenvolvimento da capital paraense.
No início do século XX, ocorreu grande avanço na cidade de Belém, porém a crise do ciclo da borracha e a I Guerra Mundial influenciaram a queda desse processo de desenvolvimento.
Fonte: IBGE.

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