Cambuí – Conjunto Paisagístico da Praça Coronel Justiniano
O Conjunto Paisagístico da Praça Coronel Justiniano foi tombado pela Prefeitura Municipal de Cambuí-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Cambuí-MG
Nome atribuído: Conjunto Paisagístico da Praça Coronel Justiniano
Localização: Praça Cel. Justino – Cambuí-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 054/2000
Tombamento n° 4
Dossiê de Tombamento
Descrição: Localizada em área nobre da cidade, a Praça Cel. Justiniano está implantada em terreno plano. Ao seu redor, edificações de uso comercial e residencial de altimetria variada. Destaca-se no entorno imediato além de alguns exemplares ecléticos, edificações modernas surgidas à partir da década de 1960, quando começaram a ser utilizadas as estruturas de concreto armado e esquadrias metálicas, deixando de lado os ornamentos característicos do estilo anterior. Vale ressaltar também, a proximidade com a Praça Maximiano Lambert, o bem tombado Mercado Municipal, o belo Bazar Leão e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que implantada no alinhamento da praça, proporciona um belo conjunto paisagístico – arquitetônico, dando imponência e sobriedade à praça.
Diferente dos jardins anteriores, o atual se consolidou como um dos principais componentes da praça, já que tem mantido sua implantação original e vem resistindo às grandes transformações da cidade, especialmente seu entorno mediato e imediato.
A praça possui desenho simétrico e, apesar das linhas simplificadas que o caracterizam, observamos ainda uma influência das implantações de origem eclética com a tríade clássica básica, ou seja, dois caminhos dispostos em cruz grega, envoltos por um passeio perimetral e um estar central. Acrescenta-se à essa configuração, dois caminhos em “v”em cada um dos lados da praça de menor extensão. Salientamos por sua vez, que o estar central citado possui uma configuração retangular com bordas arredondadas que praticamente configuram uma ½ circunferência, tendo sua forma interrompida pelos eixos, ou seja, caminhos. No centro de cada uma das “circunferências interrompidas”, um pequeno canteiro circular “quebra” a concepção do jardim anterior que definia o estar central como ponto focal. Assim, caminhos e canteiros se convergem para o canteiro de forma predominantemente retangular, o que indica uma implantação que adota uma simetria no sentido longitudinal, ordenado por canteiros com desenhos praticamente simétricos. Destacam-se portanto, três pontos focais em cada um dos lados da praça de menor comprimento e nas laterais, onde a praça possui maior extensão, um ponto focal de menor comprimento. Ao todo, oito caminhos se convergem para o centro, sendo que seis deles possuem uma extremidade caracterizada por uma ½ circunferência. Acompanhando os canteiros, bancos de granitina convidam ao descanso e contemplação aliados à vegetação exuberante, que torna a ambiência da praça ainda mais agradável.
Os bancos por sua vez, são documentos importantes da penúltima reforma do jardim, onde famílias e casas comerciais tiveram seus nomes gravados em agradecimento à ajuda financeira. Em alguns canteiros, postes de
iluminação coroados por globos esféricos também são registros de intervenções anteriores na praça.
Após uma reforma que durou entre agosto e dezembro de 2011, a Prefeitura Municipal de Cambuí entregou uma praça renovada. Tendo mantido o desenho dos canteiros originais, a praça recebeu novo piso em seu interior e perímetro, seus bancos foram restaurados assim como recomposta toda fiação elétrica e tubulação hidráulica de água fria. Os postes também sofreram reforma, estão em pleno funcionamento e com pintura nova.
Fonte: Dossiê de Tombamento.
Inserção no Cotidiano: A antiga Praça da Matriz e atual Praça Cel. Justiniano, além de sua importância urbanística para o município de Cambuí, possuiu grande relevância como centro cívico e religioso e desde sempre foi palco dos principais acontecimentos da cidade, inclusive os pitorescos para os dias atuais, como foi o caso da castração de cavalos praticada em 1905 pelo Coronel Justiniano Quintino da Fonseca e a castração de touros por Francisco Amâncio Eiras. Destaca-se também em 1923 um dos mais trágicos acontecimentos da história da cidade em plena praça, o assassinato do Juiz de Direito, Dr. Carlos Francisco d’Assunção Cavalcanti de Albuquerque, dia que a cidade de Cambuí recebia o bispo de Pouso Alegre para as celebrações religiosas do Crisma na igreja Matriz. Antigos moradores contam que o desespero e a comoção tomou conta dos moradores no entorno da praça.
Dentre os principais acontecimentos religiosos, os mesmos ocorreram nas décadas de 1950/60, foi o caso das Santas Missões em 1961. Além dos acontecimentos especiais, a praça sempre teve grande relação com os acontecimentos religiosos da igreja que, localizada no limite da praça Cel. Justiniano e Maximiano Lambert, sempre fez uso do espaço da praça como extensão do adro da igreja. Destacam-se também os eventos e as paradas cívicas das décadas de 1960/70, os desfiles das escolas de samba das décadas 1970/80 e o carnaval de rua, a partir da década de 1990. Lugar do footing, o desenho do caminho perimetral do jardim, o seu instrumento de ordenamento: as mulheres no sentido horário e os homens no sentido anti-horário. No início do século, os namoros se davam apenas por meio de uma troca de olhar em linha, porém ao longo dos anos, com a mudança dos costumes, também os namoros grandes transformações. Manteve-se, no entanto, a tradição do footing no jardim, que seguramente foi o espaço que viabilizou grande parte dos casamentos na cidade. Atualmente, a praça continua sendo o principal espaço urbano público, além de principal área verde da cidade. Aposentados, crianças e jovens fazem da praça ponto de encontro, passagem, contemplação e diversão. A relação com a praça é tão grande que no dia que se iniciou a reforma, quando os tapumes estavam sendo colocados, aos moradores ocuparam o espaço o máximo que puderam, como uma forma de despedida durante o período da obra.
Além da apropriação diária da praça pela comunidade, festas populares são constantes. É o caso do Carnaval nos meses de fevereiro ou março com desfiles de blocos, escolas de samba, e som na praça central todas as noites. Destaque também para a apresentação da tradicional Banda do Maxixo, 15 dias antes do carnaval oficial, com desfile pela praça acompanhado pelo Bloco do Pachola e foliões. Em maio há a comemoração do aniversário da cidade, com shows de diversos estilos musicais e atrações culturais durante a semana. De 07 a 16 de Julho, comemora-se a Festa da Padroeira Nossa Senhora do Carmo. Além da parte litúrgica também há shows, leilão, bingo de prendas, barracas e apresentações culturais. Também nesta época, é comemorado o aniversário do Clube Literário e Recreativo de Cambuí, com uma semana de atividades esportivas e culturais, encerrando com um grande baile de gala, onde grandes orquestras se apresentam, atraindo muitos visitantes. A Festa Junina de Cambuí (Junicam) reune anualmente centenas de pessoas na praça e é organizada pela Prefeitura Municipal.
Há também eventos sociais para arrecadações de fundos, como já ocorreu com a APAE e o evento Artesões de Cambuí, com exposição e feira de artesanato na Praça Coronel Justiniano. Este evento faz parte do Projeto de Apoio e Suporte ao Artesão local e é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (SEDES). Em dezembro é comum a apresentação da Cantata Especial de Natal, cantadas por 500 crianças em média de 3ªs e 4ªs series das escolas municipais de Cambuí. Em média, cerca de quatro mil pessoas prestigiam a apresentação.
Fonte: Dossiê de Tombamento.
Histórico do Bem: A atual Praça Coronel Justiniano corresponde à área conhecida anteriormente como “Campo Largo”, região escolhida para transferência da sede de Cambuí em 1834, na época, considerada mais apropriada para o desenvolvimento da cidade. Neste local por sua vez, foi construída uma nova capela e, ao seu redor, o casario para abrigar seus primeiros moradores, dando origem à praça principal, de onde o povoado se irradiou. Assim, desde cedo, a área reservada para praça – ponto de origem da cidade, destacou-se como moldura da igreja, orientando a formação dos lotes e as construções civis, tornando-se local de circulação e sociabilidade urbana, por onde passavam procissões.
Em uma das primeiras imagens da cidade de Cambuí, provavelmente do início do século XX, observa-se a presença dominante de uma pequena igreja constituída de dois corpos em planta retangular, com cobertura em telhado de duas águas. Na época, no entorno à igreja – já delimitada pela praça principal, compunham-se as primeiras edificações do período de formação da cidade até meado da década de 30. Observa-se nesta época, presença de lotes arborizados de grandes dimensões no seu sentido longitudinal.
A igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo que, segundo a tradição, foi construída pelo Capitão Soares, um dos fundadores da cidade, apresenta em uma das suas imagens mais antigas características como frontispício simples, portada com verga reta sobreposta por cinco janelas, encimada por um frontão triangular marcado por quatro pináculos na sua base e uma pequena escultura em forma de uma ave no vértice. Do lado direito da igreja havia uma pequena torre sineira, mais baixa que o frontispício, com sua parte superior vazada e coberta por um telhado em forma piramidal. Na parte frontal, na porção mediana, foi instalada uma cruz de madeira e no seu lado direito foi construído um coreto em forma octogonal, com estrutura também em madeira.
Possivelmente no final da década de 1910 a antiga igrejinha foi totalmente reformada, dando lugar a uma outra construção, neste caso, em estilo neogótico. A igreja tinha no primeiro pavimento dois nichos laterais em arco e uma pequena escada que dava acesso a uma porta central em arco pleno, sobreposto por um outro arco ogival. O segundo pavimento era composto de dois pares de vitrais laterais em arcos encimados por arcos ogivais, tendo no seu centro uma porta de madeira, também em arco com balaustrada. Na fachada principal da igreja existia uma torre central de base quadrangular, com uma janela em arco na sua fachada principal. O coroamento da torre era em forma de pirâmide, assentada sobre a terminação triangular das suas fachadas. Na frente da igreja foi implantada uma escultura representando o Cristo sobre uma base em forma de paralelepípedo, com o globo terrestre em uma das mãos. Além da reforma da igreja, obras de urbanização na praça com novos postes, grama, e vegetação.
Em imagem datada da década de 1930 possivelmente, observa-se novamente no ponto mais alto a presença dominante da igreja, principal marco da cidade, na época mais verticalizada devido à presença da torre central.
As edificações da primeira geração continuavam dominantes nessa época, entretanto, nota-se a presença de uma rede pública e de eletricidade, dos primeiros sobrados e o surgimento de alguns exemplares da segunda geração de edificações da cidade. Essa geração começa a surgir a partir da década de 1930 e se desenvolve até aproximadamente meados de 1960.
Nesse período o “pau a pique” foi gradativamente substituído pelo tijolo cerâmico, e as “telhas coloniais” pelas “telhas francesas”. Enquanto isso, portas, janelas e assoalhos de madeira reduziram suas dimensões e as edificações passaram a utilizar detalhes decorativos nas fachadas e nos seus interiores.
Em 25 de junho de 1912 por meio do artigo I da Lei no.143 a praça da Matriz que se chamava Floriano Peixoto passou a se chamar Coronel Justiniano.
Em uma das imagens mais antigas da praça urbanizada, possivelmente datada da década de 1920, as ruas apesar de não pavimentadas, já possuem jardim com desenho simétrico, seis canteiros formando no seu centro um espaço com bancos de madeira e um espelho d’água central de forma circular.
Nessa época foi iniciado o processo de arborização e a introdução das podas topiárias na cidade. No entorno da igreja e da praça foram construídas as residências das famílias mais importantes – Cavalcanti, Lambert, Moraes, Soares, dentre outras, bem como implantados alguns edifícios públicos como o primeiro grupo escolar da cidade.
Na década de 1930, durante a revolução a cidade de Cambuí não foi ocupada pelas forças militares mas durante a revolução constitucionalista de 1932, o 9º Batalhão da Polícia Militar Mineira aquartelou-se no antigo grupo escolar Dr. Carlos Cavalcanti. Na época, a praça foi ocupada por veículos militares, animais de montaria e de
carga.
Em meados da década de 30, foi iniciada uma nova reforma da igreja, sua fachada principal sofreu grandes alterações, como a implantação de uma porta arqueada e de dois pares de vitrais também em arco em suas laterais. No segundo pavimento foram abertos cinco vitrais, semelhantes ao do primeiro. No terceiro pavimento, as antigas aberturas foram substituídas por aberturas duplas em arco com balaustradas em cada face, encimadas por frontões triangulares, onde foram instaladas quatro faces do relógio. Nessa reforma, foi implantada um coroamento agudo em forma de agulha, com a imagem de Nossa Senhora no seu cume. Nas laterais da fachada principal foram construídas duas torres simétricas de forma semelhante, entretanto, com dimensões reduzidas em relação à torre central. De acordo com imagens antigas, observa-se que no entorno da praça, um conjunto arquitetônico homogêneo de construções de um pavimento com predominância das características da primeira geração de edificações da cidade.
Com as reformas da igreja, mudanças de aspecto de uso das edificações da praça e do jardim. No início do século XX houve uma permuta de edifícios públicos. O Mercado Municipal, que funcionava no local do Cine Cambuí, foi transferido para a edificação que abrigou o primeiro cinema da cidade; na Praça Maximiano Lambert, o antigo cinema passou a ocupar o edifício que abrigava o Mercado na praça principal da cidade. O Clube Literário Cambuí ocupou em 1953 o edifício na praça da Matriz, nesta época já denominada Coronel Justiniano que abrigava desde 1910 o Grupo Escolar Dr. Carlos Cavalcanti. Na esquina direita da praça com a antiga rua Direita, hoje rua João Moreira Salles, havia a residência do Dr. Carlos Cavalcanti até 1922, posteriormente, o local funcionou como pensão, prefeitura municipal e hospital maternidade até a primeira década de 1960. Algumas edificações abrigaram uso misto, residencial e comercial, como por exemplo a antiga “Casa Ideal” posteriormente transformada em “Bar do Gersy”, na esquina da praça da Matriz com a rua Quintino Bocaiúva, perpendicular à fachada lateral esquerda da igreja. A antiga edificação foi substituída por outra moderna na década de 1960, continuando o seu uso misto de residência na parte superior e “Bar do Firmo” na parte inferior. Hoje a parte inferior continua com uso comercial e abriga uma loja de roupas de propriedade das Confecções Cambuí. Outro exemplo de continuidade de uso misto acontece na esquina esquerda com a rua João Moreira Salles. Além de residência, a edificação, que foi reformada provavelmente na década de 1930, abrigou a loja “A Barateira”, depois a “Casa Froes” e posteriormente a “Alternativa”. As mudanças de uso e a modernização das edificações provocaram mudanças nos seu aspecto interno e externo. A edificação do antigo grupo escolar, construída em estilo eclético, foi reformada com linhas art decó para abrigar o Clube Literário e Recreativo Cambuí. Essa edificação de um pavimento foi demolida na década de 1970 e deu lugar a um edifício moderno de dois pavimentos. A loja “A Barateira”, situada na esquina esquerda da praça com a Rua João Moreira Salles, que ocupava um exemplar de edificação da primeira geração de arquitetura da cidade, também foi reformada com linhas art decó. Na esquina direita da praça com a rua João Moreira Salles, outro exemplar da primeira geração de arquitetura da cidade, a antiga residência do Dr. Carlos Cavalcanti foi demolida no final da década de 1970, e no seu lugar foi construída a nova sede da Prefeitura Municipal, em concreto aparente, hoje tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Cambuí. A última grande reforma da igreja foi acompanhada de obras de urbanização da praça e do jardim na década de 1940. Uma imagem da década seguinte registra um jardim simétrico no sentido longitudinal, composto de catorze canteiros e um coreto em forma de octógono no seu centro. Nessa reforma do jardim, foram feitos novos plantios de árvores, substituídos os bancos de madeira e introduzidos novos postes de iluminação, coroados por globos esféricos.
No final da década de 1950, a cidade passava por um amplo processo de transformação e crescimento que ocorria em função da modernização do País no governo de Juscelino Kubtschek. Durante esse governo, que promoveu a abertura da rodovia Fernão Dias ligando São Paulo a Belo Horizonte, houve um aumento da migração da população rural para a cidade. As grandes mudanças da época provocaram transformações nas edificações da praça, e, no início da década de 1960, foi executada a última grande reforma modernizadora do jardim principal. Em fotografia de um álbum da cidade daquela época, nota-se a praça da Matriz em processo final de remodelação do seu jardim, com implantação recente de novos canteiros e árvores. Nesse local, apesar de o jardim ter sido construído com materiais e linhas simplificadas, observa-se ainda uma influência da antiga implantação de origem eclética com a tríade clássica básica: dois caminhos principais dispostos em cruz grega, envoltos por um passeio perimetral e um estar central. No lugar de um ponto focal no estar central, foram construídos dois pequenos canteiros de forma octogonal; nessa implantação foi adotada uma simetria no sentido longitudinal, ordenando os oito canteiros com desenhos quase geométricos. Além do novo ajardinamento, foram implantados bancos de granitina e nova iluminação utilizando postes de ferro fundido com braços que sustentam globos de vidro opaco de cor branca. Até então as ruas da cidade eram de terra e cascalhadas. Com a modernização do jardim principal, teve início o calçamento com paralelepípedos a partir da praça da Matriz. Na mesma década foi urbanizado o entorno da igreja, com a introdução de canteiros e pisos em pedras portuguesas.
No entorno da praça da Matriz e da área central e mais antiga da cidade surgiram os novos bairros, contudo a praça permanecia como o local mais importante da cidade, com suas casas comerciais, suas instituições e sua principal igreja, além da forte carga simbólica de ter sido ali o ponto de origem urbana.
O seu entorno sofreu grandes alterações a partir da década de 1980, com a verticalização acentuada de algumas edificações que escondem diversas visadas da cidade, a massa arbustiva do jardim e a igreja, principal marco arquitetônico de Cambuí. Atualmente, no entorno imediato e mediato à Praça Cel. Justiniano, há uma predominância de edificações contemporâneas surgidas a partir da década de 1960, quando começaram a ser utilizadas as estruturas em concreto armado, portas e janelas de metal e foram abandonados os elementos decorativos. Assim, em prol dos novos prédios e construções contemporâneas, a maioria deles sem relevância estilístico-arquitetônica, inúmeros exemplares foram demolidos e tantos outros sofreram descaracterizações prejudiciais à leitura do conjunto urbano ou mesmo das edificações isoladamente.
Apesar das grandes transformações, o conjunto arquitetônico do entorno da praça ainda mantém alguns exemplares com as características arquitetônicas da segunda geração de edificações da cidade com descaracterizações pequenas ou sem grandes preocupações, caso medidas sejam tomadas para impedir novas ações negativas. Na vizinha Praça Professor Maximiano Lambert também continuam preservados o antigo Bazar do Leão e o Mercado Municipal, que apesar de não pertencer ao perímetro de entorno ao bem tombado, trata-se de um bem referencial e de grande relevância para o conjunto urbano, tendo sido tombado em 2006.
Ao contrário dos jardins que o antecederam, o atual se consolidou como um dos principais componentes da praça, já que tem mantido a sua implantação original e vem resistindo ao longo dos anos às grandes transformações da cidade e do seu entorno. Hoje o jardim encontra-se em mau estado de conservação, em função do desgaste dos materiais de construção, da falta de manutenção preventiva e das diversas intervenções incorretas sofridas ao longo dos anos, contudo ainda preserva, além de uma vegetação exuberante com distribuição volumétrica concentrada no seu perímetro, grande parte do seu desenho, mobiliário e equipamentos originais. Em agosto de 2011 por sua vez, iniciou-se uma obra de reforma da Praça Cel. Justiniano que envolveu a substituição do piso de concreto – com grandes trincas em toda extensão da praça, reforma de toda parte hidráulica e restauração dos bancos, em especial os bancos de granitina, que são documentos importantes da penúltima reforma do jardim, das famílias, das casas comerciais e de serviços mais atuantes na cidade.
Fonte: Dossiê de Tombamento.
FOTOS:
- Imagem: Dossiê de Tombamento
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