Carangola – Escola Regina Pacis


Imagem: Congregação das Servas de Maria do Brasil

A Escola Regina Pacis foi tombada pela Prefeitura Municipal de Carangola-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Carangola-MG
Nome atribuído: Escola Regina Pacis
Outros Nomes: Escola Servita Regina Pacis, Escola Normal Arthur Bernardes
Localização: R. Dr. Olímpio Teixeira, n° 243 – Centro – Carangola-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 3121/2003

Descrição: Alicerçada na fé do Cristo vivo, a Escola Servita Regina Pacis, desde o seu nascimento – 15 de setembro de 1921 se instalou em Carangola, com a missão de “educar igualmente as crianças e os jovens, a exemplo e do jeito da Virgem Maria, amando-os em Jesus e formando-os para que sejam capazes de agir segundo os princípios do Evangelho”.
Madre Maria Cecília Juliana de São José, a fundadora, pautou os princípios desta Escola nos valores básicos da vida em plenitude, cuja fonte se encontra no Evangelho de Cristo.
Nascida sob o signo da inclusão social, acolhendo crianças órfãs, muitas vezes fruto do abandono e do desconforto, a Escola Servita Regina Pacis, fiel à sua origem, adota com orgulho o título de escola inclusiva.
Fonte: Site da escola.

Descrição: Escola Normal Arthur Bernardes – atual Escola Servita Regina Pacis (Carangola – MG)
De início, em 1921, as Servas de Maria se estabeleceram em Carangola para assumir a direção de um Asilo de Caridade. Mas no mesmo ano decidiram também tomar a seu cargo a Escola Normal da cidade, atendendo ao desejo das lideranças políticas de Carangola. Era a Escola Normal Arthur Bernardes.
O Padre Joaquim Martins Ferreira foi o mediador das religiosas para a compra da Escola Normal. Só com muito sacrifício e ajuda de pessoas notáveis da cidade é que puderam sanar as dívidas que haviam contraído. O que ajudou muito a Escola Normal foi o corpo docente constituído só pelas irmãs: cada uma se sobrecarregava com várias disciplinas de acordo com a sua especialidade de formação acadêmica.
O semanário católico intitulado “A Verdade”, publicou, em 1922, um artigo concitando os católicos e suas famílias a matricularem suas filhas na Escola Normal se quisessem dar a elas uma boa e esmerada educação: “…tudo que é prática da vida, tudo o que a sociedade moderna exige de uma senhora bem educada, ali lhe será ministrado, dentro dos limites da boa moral”.
Procedeu-se à elaboração dos Estatutos, que constatou as ótimas condições físicas e morais da escola assim como seus corpo discente e docente. A respeito deste, ressalta-se a eficiência de seu professorado, de reconhecida competência, com grande tirocínio no magistério, dispondo para o estudo das ciências de todo o material necessário.
Depois de quatro anos de abertura e funcionamento do Colégio, as suas obras haviam avançado pouca coisa. Irmã Gertrudes foi uma das diretoras que, com D. Carloto, com quem conversava bastante sobre a questão, encontrou muito apoio e orientação.
Em 1942, a Escola Normal Arthur Bernardes acrescenta ao nome Ginásio Regina Pacis, e em 1970 seu nome se modifica para a então Escola Servita Regina Pacis, que foi posteriormente declarado patrimônio histórico e cultural.
O bom resultado obtido na realização deste projeto levou as Servas de Maria a aceitarem outra obra em Carangola, para a abertura de um colégio em Caratinga, sede da diocese.
Fonte: Wikipedia.

Histórico do município: Em 07 de outubro de 1860, o povoado foi elevado a Distrito de Paz e incorporado ao recém-criado Munícipio de São Paulo de Muriaé. Em 1862, foi elevado a Curato, filial a freguesia de Tombos do Carangola, pelo Bispo de Mariana, Dom Antônio Ferreira Viçoso.
Em 02 de janeiro de 1866, o Distrito de Santa Luzia do Carangola foi elevado a Paróquia, condição conservada até 1878. Somente em 25 de outubro de 1881 a Vila de Santa Luzia do Carangola foi elevada à categoria de cidade e designada para ser a sede do Munícipio.
Em 07 de janeiro de 1882, foi instalado o primeiro governo Municipal. José Ribeiro de Almeida Tostes, Vereador na Câmara Municipal de São Paulo do Muriaé, em nome do Governador Provincial, deu posse aos 07 vereadores eleitos a Câmara […].
Quando Carangola emancipou-se, a cidade tinha apenas 36 casas, 5 ruas e 2 praças.
Rua Municipal: Rua Pedro de Oliveira;
Rua do Comércio: Rua Marechal Deodoro;
Rua dos Romanos: Rua Santos Dumont;
Rua do Morro: Rua Santa Luzia;
Rua do Buraco: Rua Xenofonte Mercadente;
Largo da Matriz: Praça Cel. Maximiniano;
Largo do Rosário: Praça Gov. Valadares
O município possuía uma área com mais de 2000 km² que hoje abrangem os municípios de Alto Caparaó, Caiana, Caparaó, Carangola, Divino, Espera Feliz, Faria Lemos, Fervedouro, Orizânia, Pedra Dourada, São Francisco do Glória e Tombos.

Uma segunda versão, aborda uma questão política, como a primeira paróquia da região foi fundada em Tombos, tradicional reduto do Partido Conservador. Entretanto como os adeptos do Partido Liberal “Luzias” achavam humilhante frequentar a paróquia da oposição decidiram construir sua própria Matriz, escolhendo Santa Luzia como padroeira em referência a Revolução Liberal de Santa Luzia-MG de 1842.
Apesar das controvérsias, o que há de concreto é que em 06 de janeiro de 1859 José Moreira Carneiro e Manoel da Silva Novais compraram de Francisco Pereira de Souza uma extensão de terras para formação do Patrimônio de Santa Luzia do Carangola.

Tombos do Carangola foi uma das primeiras povoações formadas, no vale mineiro do rio Carangola, graças à doação de terrenos feita pelo Cel. Maximiniano e outros fazendeiros dos arredores. Mais acima, surgia outra comunidade, Santa Luzia do Carangola (atual Carangola).
Sobre a escolha da padroeira dessa comunidade existem duas versões: a primeira de origem religiosa conta que, em 1856, o Capitão Antônio Carlos de Souza, ao lavrar uma pedra para moinho teve seu olho atingido e lesionado por um estilhaço. Em devoção a Santa Luzia, o Cap. Antônio Calos prometeu que se fosse curado da lesão, construiria uma igreja em homenagem a Santa. Como a graça foi alcançada Cap. Antônio Carlos durante uma reunião de fazendeiros locais propôs a construção de uma igreja em homenagem a Santa de sua devoção.

Com as instalações das fazendas e o crescimento da população procedentes de várias partes de Minas, Rio e Espirito Santo, surgem pequenos aglomerados urbanos margeando o rio Carangola.
A produção aumentava dia a dia, sendo necessária a abertura de estradas que dessem vazão aos produtos. As tropas, em pequenos bandos, desciam os rios Carangola e Muriaé, levando a Campos de Goitacazes (RJ) o que se produzia de excedente, e de lá traziam o que não se podia obter no local. Apesar da distância, péssimos caminhos e raríssimas pontes a população aumentava. Novas posses e novos empreendimentos se sucediam; expandem-se as propriedades, multiplicaram-se os trabalhadores e aos poucos, a mão de obra indígena foi substituída pelo braço do negro africano.

Na década de 1840, novos povoadores chegam a região formando fazendas e cultivando roças que se destinavam a cultura de subsistência (milho, feijão, mandioca). Dentre eles destacam-se Manoel da Silva Novais na Cachoeira do Boi; Cel. Maximiniano Pereira de Souza em São Matheus (Faria Lemos); Marciano Pereira de Souza e Antonio Carlos de Souza em Carangola, Paulo José Leite em Santa Margarida; Antônio de Caldas Bacelar em Caiana; José Joaquim de Souza na Faz. do Bom Jesus; Tem. Cel. José Batista da Cunha e Castro em Divino; Antonio Dutra de Carvalho “Dutrão” em Caparaó e outros.

Uma outra versão diz que os irmãos Lannes, vindo da Barra do Muriaé, subiram o rio Carangola, familiarizando-se com os Puris que o auxiliavam no plantio de cereais, na derrubada das matas e na extração da poaia e, mais tarde fundaram a fazenda Porto Alegre, em Itaperuna (RJ).

Uma versão diz que em 1805 a Vila dos Arrepiados (atual cidade de Arapongas) foi cercada duas vezes pelos índios Puris. Para defender a Vila, o Cap. João Fernandes de Lannes financiou, armou e comandou duas expedições contra os indígenas. Partindo, então, da Vila de Arrepiados, acampou em plana mata, as margens de um pequeno córrego, provavelmente onde fica a alta Praça Cel. Maximiniano e mais tarde ao retornar, formou uma grande fazenda na atual cidades de Fervedouro.

Até o seculo XVIII, a região de Carangola apesar de incluída na jurisdição da Vila do Ribeirão do Carmo, atual Mariana, era interditada à exploração. Constituía-se a chamada “Zona Proibida”, área em que a mata não podia ser aberta para a ocupação humana, pois servia de barreira natural à região do ouro evitando assim o contrabando.

Nas margens do rio Carangola, onde havia um emaranhado de matas, viviam os índios Puris e os Tupinambás. Os Puris levavam uma vida nômade, habitavam em palhoças rústicas e vivam da caça, da pesca, de plantações indispensáveis a nutrição, já os Tupinambás, viviam em aldeias mais estruturadas, produziam cerâmica e praticavam agricultura. A primeira exploração da região ainda é uma incógnita. Consta que em 1781, o governador da Capitania de Minas Gerais, D. Rodrigo José de Menezes, em visita a Serra dos Arrepiados, na atual cidade de Araponga, determinou ao Padre Manoel Luís Branco que efetuasse expedição ao outro lado daquela serra, explorando as áreas dos futuros municípios de Fervedouro e São Francisco do Glória. Com a relação à chegada do primeiro homem civilizado à região de Carangola, existem várias versões. Supõe-se que tenha ocorrido, entre 1805 e 1810, por elementos da família Lannes ou Lanas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Site da escola
Wikipedia


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