Catas Altas – Ruínas de Moinhos e Caixas d’Água
As Ruínas de Moinhos e Caixas d’Água são construções executadas por excravos com lajes e pedras secas empilhadas, provavelmente do séc. XVIII.
Prefeitura Municipal de Catas Altas-MG
Nome atribuído: Ruínas de Moinhos e Caixas d’Água
Outros Nomes: Mundéu de Pedras – Curral dos Cabritos
Localização: Terreno da Companhia Vale do Rio doce – Catas Altas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 267/2002
Descrição: As Ruínas de Moinhos de Caixas D’água do povoado de Morro D’água Quente são construções executadas com lajes e pedras secas empilhadas, provavelmente do século XVIII. Construídas com mão de obra escrava, elas medem 23,0 metros de largura, por 11,40 metros de comprimento e varia de 1,5 metro a 2,40 metros de altura. A espessura das paredes são de 3,00 metros. Conforme pesquisas, a água era represada nas caixas d’água, onde o minério era lavado para apurar o ouro. Essa mesma água servia para mover os moinhos de pedra existentes no local.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: O nome do distrito, segundo escritos do naturalista francês Auguste de Saint Hilaire em 1887, em sua passagem por Catas Altas, originou-se das fontes termais que existiam nas proximidades e que foram destruídas pelas escavações lá realizadas, na ânsia de se encontrar mais ouro. A fonte termal que deu origem ao nome foi soterrada por um desabamento. Existem no povoado construções feitas por escravos, como a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim e alguns muros de pedras. Esses muros são característica marcante do povoado. A caixa d’água e moinhos de pedras são provavelmente do séc. XVIII. Pepitas do ouro eram lavadas nessa caixa d’água e a mesma água movia os moinhos de pedra.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: A formação do povoado que deu origem ao atual município começou a ocorrer no final do século XVII, por volta de 1694, com a descoberta de ricas minas auríferas mais tardes denominadas de Catas Altas.
O historiador Salomão de Vasconcelos afirma que quase nada se conhece a respeito dos verdadeiros descobridores da região onde está localizado o município e sobre a fundação de Catas Altas. Mas, em anotações, atribui-se a Domingos Borges a fundação do arraial em 1703.
A história de Catas Altas, assim como de diversas cidades mineiras, está relacionada com o ciclo da mineração no século XVIII. O nome “Catas Altas” provém das profundas escavações que se faziam no alto dos morros. A palavra “catas” significa garimpo, escavação mais ou menos profunda, conforme a natureza do terreno para a mineração.
No povoado, as catas, os garimpos, as minas mais ricas e produtivas, estavam situadas nas partes mais altas, isto é, se encontravam no alto da serra e por isso, a atual cidade ficou conhecida como Catas Altas. “O povo vendo que cada vez mais o ouro estava diminuindo nos leitos dos rios e córregos, e com abundância nas partes altas, diziam: ‘as catas estão altas’, ‘as catas estão ficando em lugares mais altos’, ‘as catas estão em lugares de mais difícil acesso’”.
Em 1712 ocorreu o primeiro registro de batismo em uma Capela de menor porte com invocação à Nossa Senhora da Conceição. Em 1729, teve início a construção da atual Igreja Matriz de mesma invocação, substituindo a antiga capela.
A Atual Igreja Matriz pertence à segunda fase do barroco e permanece com seu interior inacabado, possibilitando aos visitantes conhecerem as etapas de construção e sua policromia, tornando-se um dos mais importantes ícones da arquitetura e ornamentação do Brasil neste estilo.
Durante o ciclo da mineração, Catas Altas foi um dos mais ricos e populosos arraiais de Minas Gerais. Com o esgotamento das minas, o arraial ficou praticamente abandonado. Em 1868, chega a Catas Altas o Monsenhor Manuel Mendes Pereira de Vasconcelos para ser o vigário do arraial. Logo percebe o estado lastimável em que se encontrava o lugar, além do abatimento moral estampado nos rostos dos poucos moradores que ainda não haviam emigrado. O padre nota ainda a ausência de qualquer forma de cultura de subsistência. Milho, arroz, feijão, toucinho, tudo é provido pelos tropeiros.
Fonte: Prefeitura Municipal.
CONJUNTO:
Catas Altas – Capela do Senhor do Bonfim
Catas Altas – Residências à R. Direita, nºs 224, 230, 312, 352, 463, 473 e 568
Catas Altas – Residências à R. Bonfim, nºs 60 e 106
Catas Altas – Residência à Rua do Lago, nº 94
Catas Altas – Muros à R. Direita, nºs 41 e 49
Catas Altas – Muro à R. Sr. do Bonfim, nº 468
Catas Altas – Muro à Rua do Lago nºs 10, 13, 45, 94 e 105
Catas Altas – Muro à Rua do Beco, nºs 11, 57 e 306
Catas Altas – Ruínas do Moinho e Caixas d’Água
MAIS INFORMAÇÕES:
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
Prefeitura Municipal
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