Conceição do Mato Dentro – Colina da Paz


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

A Colina da Paz é constituída de vegetação típica de campo de altitude, com afloramentos rochosos um pouco menores que os do Salão de Pedras.

Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro-MG
Nome atribuído: Colina da Paz
Localização: Conceição do Mato Dentro-MG
Decreto de Tombamento: Resolução 003/2004

Descrição: A região da Colina da Paz é constituída, assim como o Salão de Pedras, de vegetação típica de campo de altitude, com afloramentos rochosos um pouco menores que os do Salão de Pedras. A paisagem ao redor proporciona uma vista panorâmica de rara beleza. Localizado dentro do Parque Municipal do Salão de Pedras, o atrativo turístico abriga importantes sítios arqueológicos.
É composta por formações rochosas espalhadas em largo perímetro na parte suave da encosta de uma colina, o Campo Grande, dentro do Parque Natural Municipal Salão de Pedras. A paisagem ao redor compõe-se de matas de galeria, campos de altitude, capões de mata, candeias e pelo conjunto único de rochas muito antigas, trabalhadas pela ação das chuvas e dos ventos.
Na região, foram identificados três importantes sítios arqueológicos: Abrigo do Anjo, Sítio da Pedra Polida e Sítio da Colina. As figuras mostram-se executadas predominantemente na tonalidade vermelha, seguida da ocre, enquadrando-se à Tradição Planalto já anteriormente identificada na região. Na temática dessa Tradição, registra-se um predomínio de figuras monocrômicas e zoomórficas, destacando-se como os principais motivos os cervídeos e os peixes.
Como o próprio nome diz, a Colina da Paz é um local tranquilo, pouco visitado, e a partir dele observamos uma grande amplitude visual, com o pico de Conceição do Mato Dentro sendo visto de um lado e a região da saída para Belo Horizonte, como a Serra do Tomás e do Intendente, inclusive parte do paredão da Cachoeira do Tabuleiro.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Sítio Arqueológico. Pinturas Rupestres, Apreciação da Natureza. Há um painel que apresenta as dimensões de 4,0m e 4,3 m. Está incluído na temática da tradição do Planalto tendo representações zoomórficas em um só tom. Há predominância de figuras de peixes e veados, nos quais há variação quanto ao contorno e preenchimento das imagens. Esse abrigo apresenta dimensões amplas e favoráveis à ocupação humana.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: A exemplo de tantas cidades mineiras, a história de Conceição do Mato Dentro está ligada à corrida do ouro, no início do século XVIII. Segundo registros, foi entre os penhascos da Serra da Ferrugem e os espigões do Campo Grande e Cotocorí, local onde os bandeirantes se entrincheiraram contra os primeiros habitantes, os ferozes índios botocudos, em que se encontravam as mais ricas lavras auríferas de toda a Região Nordestina da Capitania.
Desde o alto do córrego Vintém até as planícies da Bandeirinha, o metal brotava, como que por milagre, das entranhas da terra. Foi nas areias do minguado córrego Cuiabá que Gabriel Ponce de Leon encontrou, em uma única bateada, cerca de 20 oitavas de ouro. Sem dúvida, era o Eldorado. Começava, então, uma corrida por todos os ribeirões em busca do precioso metal e, consequentemente, da tão sonhada fortuna.
Contudo, relatos dão conta de que a primeira expedição para Conceição do Mato Dentro teria chegado à região em meados do século XVI (1573), comandada por Fernandes Tourinho. Entretanto, foi em janeiro de 1701 que um grupo de bandeirantes, partindo de Sabará sob o comando do Coronel Antônio Soares Ferreira atingiu, ao fim da jornada, a região conhecida como Ivituruí, ou Serro Frio. Entre os sertanistas, Gaspar Soares, Manoel Corrêa de Paiva e Gabriel Ponce de Leon.
Em 1702, Gabriel Ponce de Leon, ao se deparar com a riqueza da região, ergueu uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, iniciando o processo de povoamento em função da descoberta de ouro nas margens do Ribeirão Santo Antônio e seus afluentes. Durante todo o século XVIII, o arraial teve sua economia voltada para a mineração. Após o término das lavras, o local passou a viver da agricultura de subsistência e da pecuária extensiva. Mais tarde, já no século XIX, John Pohl, quando passou pelo local, deixou o seguinte relato em seu livro Viagem pelo Interior do Brasil:
“este arraial, que está entre as maiores povoações da Capitania, distingue-se dos demais pela sua situação bela e salubre. A outrora abundante produção de ouro deu lugar à fundação deste, cujos grandes edifícios dão testemunho suficiente da antiga abastança dos habitantes. Mas, observa-se, com clareza, a decadência de hoje… O número de edifícios pode elevar-se a 200. Muitos deles assobradados. As igrejas, em número de 4, são todas bem edificadas. Os habitantes que, antes, viviam da extração do ouro, vivem, hoje, geralmente, de suas plantações.”
Fonte: Prefeitura Municipal.

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