Conceição do Mato Dentro – Córrego do Baú


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

O Córrego do Baú foi tombado pela Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro-MG
Nome atribuído: Córrego do Baú
Localização: Conceição do Mato Dentro-MG

Decrição: Forma pequenas quedas e corredeiras ao longo de seu curso, o que o torna um atrativo singular. O córrego forma “panelas” ao longo de seu leito, permitindo que duas ou três pessoas se banhem ao mesmo tempo. As duas cascatas mais conhecidas são a do Baú de Cima e Baú de Baixo.
O local é, praticamente, um atrativo urbano. Suas nascentes estão situadas na região central do Parque Natural Municipal Salão de Pedras, em meio a pequeno trecho de mata fechada, abaixo do conjunto paisagístico da Colina da Paz.
Na cabeceira do córrego, seu curso segue em relevo pouco acidentado e mais arenoso, passando depois a correr em trechos de pedras. No final de sua parte alta, o córrego cai em forma de corredeiras, formando vários poços. Alguns deles são impedidos para banhos, pois se encontram acima da captação de água para distribuição pública.
O Córrego do Baú se caracteriza por formar belas caldeiras de hidromassagem natural encravadas nas pedras lisas, conhecidas como panelinhas, e ainda quedas d’água de maior volume. São as cachoeiras do Baú, a primeira com 4m de queda e a segunda com aproximadamente 20m de altura. Logo abaixo da segunda maior queda, o córrego se encontra com o rio Santo Antônio.
O paredão da cachoeira é muito procurado por escaladores e praticantes de rappel (canyoning) e, por isso mesmo, tem uma grande visitação, inclusive dos próprios conceicionenses. A cachoeira fica em uma fazenda particular, mas a visitação é permitida e gratuita.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Decrição: O córrego do Baú forma pequenas quedas e corredeiras ao longo de seu curso, o que o torna um atrativo bastante singular. O Córrego forma várias “panelas” ao longo do seu leito. Com extensões e profundidades variadas, algumas “panelas” permitem que duas ou três pessoas se banhem ao mesmo tempo. Existem duas quedas mais conhecidas. O Baú de cima, com aproximadamente 4 metros de queda, onde não há formação de poço, a água cai diretamente sobre as rochas. A Cachoeira do Baú de Baixo tem aproximadamente 20 metros de altura e também não apresenta poço. É circundada por vegetação de cerrado e mata ciliar.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Como chegar: Partindo da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, seguir pela Av. JK, continue na rua Farmacêutico Orlando Guerra, depois rua Professor Juvêncio Miranda, siga na Av. Marechal Floriano vire à esquerda no trevo e siga pela rua Olavo Firmino Ferreira após a Igreja de São Judas Tadeu, vire à esquerda e siga na rua Dr. Orestes Gomes de Carvalho, siga em frente pela Av. Pôr do Sol e vire à direita seguindo placa indicativa do Balneário do Baú.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: A exemplo de tantas cidades mineiras, a história de Conceição do Mato Dentro está ligada à corrida do ouro, no início do século XVIII. Segundo registros, foi entre os penhascos da Serra da Ferrugem e os espigões do Campo Grande e Cotocorí, local onde os bandeirantes se entrincheiraram contra os primeiros habitantes, os ferozes índios botocudos, em que se encontravam as mais ricas lavras auríferas de toda a Região Nordestina da Capitania.
Desde o alto do córrego Vintém até as planícies da Bandeirinha, o metal brotava, como que por milagre, das entranhas da terra. Foi nas areias do minguado córrego Cuiabá que Gabriel Ponce de Leon encontrou, em uma única bateada, cerca de 20 oitavas de ouro. Sem dúvida, era o Eldorado. Começava, então, uma corrida por todos os ribeirões em busca do precioso metal e, consequentemente, da tão sonhada fortuna.
Contudo, relatos dão conta de que a primeira expedição para Conceição do Mato Dentro teria chegado à região em meados do século XVI (1573), comandada por Fernandes Tourinho. Entretanto, foi em janeiro de 1701 que um grupo de bandeirantes, partindo de Sabará sob o comando do Coronel Antônio Soares Ferreira atingiu, ao fim da jornada, a região conhecida como Ivituruí, ou Serro Frio. Entre os sertanistas, Gaspar Soares, Manoel Corrêa de Paiva e Gabriel Ponce de Leon.
Em 1702, Gabriel Ponce de Leon, ao se deparar com a riqueza da região, ergueu uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, iniciando o processo de povoamento em função da descoberta de ouro nas margens do Ribeirão Santo Antônio e seus afluentes. Durante todo o século XVIII, o arraial teve sua economia voltada para a mineração. Após o término das lavras, o local passou a viver da agricultura de subsistência e da pecuária extensiva. Mais tarde, já no século XIX, John Pohl, quando passou pelo local, deixou o seguinte relato em seu livro Viagem pelo Interior do Brasil:
“este arraial, que está entre as maiores povoações da Capitania, distingue-se dos demais pela sua situação bela e salubre. A outrora abundante produção de ouro deu lugar à fundação deste, cujos grandes edifícios dão testemunho suficiente da antiga abastança dos habitantes. Mas, observa-se, com clareza, a decadência de hoje… O número de edifícios pode elevar-se a 200. Muitos deles assobradados. As igrejas, em número de 4, são todas bem edificadas. Os habitantes que, antes, viviam da extração do ouro, vivem, hoje, geralmente, de suas plantações.”
Fonte: Prefeitura Municipal.

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