Conceição dos Ouros – Acervo dos Achados Arqueológicos de Artefatos Indígenas
O Acervo dos Achados Arqueológicos de Artefatos Indígenas foi tombado pela Prefeitura Municipal de Conceição dos Ouros-MG por sua importância cultural.
Prefeitura Municipal de Conceição dos Ouros-MG
Nome atribuído: Acervo dos achados arqueológicos de artefatos indígenas
Localização: Museu Histórico, Arqueológico, Cultural e ambiental do município de Conceição dos Ouros – R. Capitão Francisco de Oliveira Costa, nº 10 – Centro – Conceição dos Ouros-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 765/2006
Descrição: Museu possui peças antigas doadas por moradores e também um acervo de Urnas Indígenas que foram encontradas em nosso município.As Urnas são Bens Tombados e ficam expostas no Museu.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: O nome do município lembra o ouro de aluvião encontrado por bandeirantes paulistas num afluente do Sapucaí-mirim, batizado de Ribeirão dos Ouros. Achados arqueológicos em Conceição dos Ouros permitem afirmar que o local já era habitado por índios Tupis guaranis pelo menos há 200 anos antes do descobrimento do Brasil.
As famílias pioneiras de Conceição dos Ouros se instalaram na fazenda das Dores, no início do século 19. O Oratório existente na fazenda não apresentava movimento regular, obrigando os fiéis a frequentar a igreja de Pouso Alegre. A situação já durava vários anos, quando o morador Félix da Motta Paes doou um terreno de doze alqueires na “Barra dos Ouros” – confluência do rio Sapucaí-mirim com o Ribeirão dos Ouros – e ali construiu uma capela modesta e provisória. A escritura de doação do terreno foi assinada aos 24 de abril de 1854 e em dezembro do mesmo ano o Padre João Dias de Quadros Aranha celebrou a primeira missa na Capela de Nossa Senhora da Conceição dos Ouros.
O povoado em torno da capela se desenvolveu rapidamente e em 14 de março de 1860, Conceição dos Ouros foi elevada a Distrito de Paz. A população sentiu necessidade de construir uma capela maior. E novamente sob a liderança do Major Félix da Motta Paes, novo templo foi erguido com sólidas paredes de “taipa pilão” de mais de um metro de largura, em estilo simples, sem torres. A fachada principal da igreja voltava-se para o leste, – direção da fazenda do doador das terras do patrimônio, conforme seu desejo.
Em 29 de março de 1862, a Capela foi declarada Curato, isto é, dirigida por um cura ou padre. A 02 de janeiro de 1866, Ouros tornou-se Distrito de Pouso Alegre e a 26 de junho do mesmo ano, transformou-se em Freguesia ou paróquia. Finalmente, aos seis de agosto de 1948, foi aprovada a Emancipação Política de Conceição dos Ouros. A Lei Estadual nº 336 que concedeu a emancipação foi promulgada em 27 de dezembro de 1948 e a instalação do município se deu no dia 1º de janeiro de 1949.
Fonte: Prefeitura Municipal.
MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais


História de Conceição dos Ouros
Os vários vestígios arqueológicos encontrados na área urbana e no entorno da cidade de Conceição dos Ouros informam que o local já era habitado pelo menos há 200 anos antes do descobrimento do Brasil por grupos indígenas das tradições Tupi-guarani e Jê. Durante os séculos XVII e XVIII entradas e bandeiras vindas de São Paulo (Vale do Paraíba) em direção à região das minas, margeando ou descendo o rio Sapucaí-mirim passavam pelo local onde se constituiu e foi crescendo um povoamento a partir do antigo aldeamento indígena. Diz-se que no local foram encontrados apenas algum ouro de aluvião junto ao pequeno afluente do Rio Sapucaí-mirim conhecido como de Ribeirão de Ouros. Próximo a esse ribeirão, justamente sobre a área de encosta do Sapucaí-mirim onde viviam os índios desde séculos antes do descobrimento e onde se agruparam as gentes do antigo povoamento, seria oficializado um povoado denominado Nossa Senhora da Conceição das Cachoeiras dos Ouros em 1854. Dentro da política do Império de “interiorizar a civilização e civilizar as populações indígenas” foi que o Major Félix da Mota Pais, vindo de Pouso Alto, chegou à região nas primeiras décadas do século XIX, fixando-se com sua família, escravos e agregados primeiramente numa área abaixo do rio, que passou a ser chamada de Oratório das Dores. A partir desse Oratório (uma fazenda com um grande casarão de taipa) viriam a ser estrategicamente construídos também casarões para as fazendas Cachoeira e Monjolinho, do Carmo e Chapada, situadas respectivamente abaixo e acima do aldeamento existente entre as duas cachoeiras.
Em 1854 o Major Félix doou uma faixa de terras e fez construir sobre o antigo aldeamento uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição. Defronte à capela, como de costume na época, foi cercada e ajardinada uma área depois ampliada e transformada em praça, e foram riscados alguns arruamentos em torno dos quais foram construídos casarões coloniais de taipa e porão alto. Em 1862, a capela de Ouros foi substituída por um templo maior, ainda de taipa. Com isso a Arquidiocese de São Paulo criou a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Ouros em 1865. As terras de Ouros pertenceram também à Pouso Alegre e posteriormente à Paraisópolis. A emancipação veio no ano de 1948, quando o município passou a chamar-se Conceição dos Ouros.