Contagem – Conjunto Paisagístico da Capela de Santo Antônio do Morro Redondo


Imagem: Prefeitura Municipal

O Conjunto Paisagístico da Capela de Santo Antônio do Morro Redondo foi construído em processo de mutirão junto à comunidade, entre os anos 1970 e 1980.

Prefeitura Municipal de Contagem-MG
Nome atribuído: Conjunto Paisagístico da Capela de Santo Antônio do Morro Redondo (1062m²)
Localização: R. Alameda dos Coqueiros, s/n – Condomínio San Remo – Bairro Tupã – Contagem-MG
Decreto de Tombamento: Deliberação 001/2014

Descrição: A Prefeitura de Contagem, por meio da Fundac, realizou o tombamento do Conjunto Paisagístico do Morro Redondo. O processo contou com a aprovação do Conselho Municipal de Cultura e do Patrimônio Ambiental e Cultural de Contagem (Compac).
A Capela de Santo Antônio do Morro Redondo, situada no topo do morro, foi construída em processo de mutirão junto à comunidade, entre os anos 1970 e 1980. Até hoje, o ponto serve como local de encontro dos moradores para as manifestações religiosas como batizados, casamentos e reuniões. O conjunto fica localizado em um território de grande potencial paisagístico, cênico, cultural e religioso da cidade.
Segundo o coordenador de Políticas de Memória e Patrimônio Cultural, Tiago Alves, o tombamento do conjunto paisagístico representa a vontade expressa da comunidade do Morro Redondo. “A ação busca preservar o patrimônio e garantir o espaço de partilha e sociabilidade, bem como a continuidade das manifestações religiosas e culturais”, declarou.
O Morro Redondo também possui grande relevância do ponto de vista ambiental. A área compreende uma zona de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. No local, também há um mirante devido às características paisagísticas do relevo da região.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A história de Contagem apresenta versões diversificadas sobre sua origem. Uma dessas versões, fala da existência de uma família com o sobrenome ‘Abóboras’ que teria construído a igreja em torno da qual o município viria a surgir. Essa versão, e outras similares, não contam documentação suficiente para serem comprovadas. Assim, a versão mais aceita refere-se aos chamados registros, criados pela Coroa Portuguesa.
Em 1701, a Coroa portuguesa mandou instalar um posto fiscal às margens do Ribeirão das Abóboras, nas terras da sesmaria do capitão João de Souza Souto Maior, com o objetivo de fazer a contagem do gado que vinha da região do Rio São Francisco em direção à região das minas (Ouro Preto e Mariana).
Como acontecia em todos os pontos que ofereciam boas oportunidades de lucro, a partir de 1716, no entorno do posto de registro, uma grande diversidade de pessoas foi dando vida à população: senhores de escravos; proprietários de datas minerais à procura de braços e do gado para alimentação; patrulheiros; funcionários do Registro; delatores do transvio; religiosos, taberneiros, desocupados e vadios. E nas redondezas, ainda se assentavam pessoas que encontravam faixas de terras devolutas. Ali se comercializava vários tipos de gêneros, como gado, cavalos e potros; barras de ouro; ouro em pó para ser trocado por dinheiro ou com os guias, para casa de fundição de Sabará.
Entretanto, esse comércio era precário. Consta que o volume de ouro em pó estocado no Registro das Abóboras era pequeno em relação aos volumes estocados em outros postos fiscais da Capitania, na Comarca de Sabará.
Assim, o povoado que surgiu em torno do entreposto não se expandiu como núcleo urbano, atrofiando-se com o fechamento do posto, ocorrido por volta do ano de 1759. O local do posto, que ficou conhecido como Casa do Registro, é atualmente a Casa da Cultura.
Mas, nas proximidades daquele posto, em terras de domínio público, desenvolveu-se outro povoado em torno de uma capelinha erguida em devoção ao Santo protetor dos viajantes, São Gonçalo do Amarante, ou Sam Gonçalo, em 1725.
A construção de capelas e igrejas dedicadas a São Gonçalo era comum na época. Esse santo goza de grande prestígio entre a população portuguesa e a devoção a ele acompanhou o processo de colonização. De fato, na Capitania das Minas Gerais existia um grande número de povoações com o nome de São Gonçalo. São exemplos: São Gonçalo do Rio das Pedras, São Gonçalo da Ponte, São Gonçalo do Amarante, São Gonçalo do Brejo das Almas, São Gonçalo do Rio Abaixo, São Gonçalo do rio Peixe, São Gonçalo do Rio Preto, entre outras.
Por serem tão numerosas, tornava-se necessário explicar qual seria qual, por um atributo do lugar. Por isso, Sam Gonçallo do Ribeirão das Abóboras, pelo fato de o povoado estar próximo a esse ribeirão e, como nas imediações havia ainda o registro fiscal, falava-se também Sam Gonçallo da Contage. Finalmente, para não ser confundido com outros registros ou contages da Capitania, vingou o nome Arraial de São Gonçalo da Contagem das Abóboras, ou apenas Contage das Abóboras.
Este período caracteriza-se pelo arruamento tortuoso, grandes lotes com casas no alinhamento e profundos quintais arborizados com mangueiras e jabuticabeiras, por vezes fazendo divisa, ao fundo, com cursos de água; legando-nos um pequeno número de edificações que resistiram ao tempo e à especulação imobiliária, formando o que hoje se chama de sítio histórico.
Esse arraial formou o núcleo original da formação de Contagem e corresponde à região da Sede Municipal. Daquela São Gonçallo, permaneceram parte da primitiva arborização, algumas edificações e objetos de arte sacra.
Fonte: IBGE.

MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Prefeitura Municipal


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