Cordisburgo – Contadores de Estórias Miguilim
Os Contadores de Estórias Miguilim foram registrados pela Prefeitura Municipal de Cordisburgo-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Cordisburgo-MG
Nome atribuído: Contadores de estórias Miguilim de Cordisburgo/MG (Formas de Expressão)
Localização: Museu Casa Guimarães Rosa – Cordisburgo-MG
Decreto de Tombamento: I.01/2011
Livro de Registro das Formas de Expressão
Descrição: A Associação dos Amigos do Museu Mineiro atua em parceria com o Museu Casa Guimarães Rosa – MCGR, equipamento da Superintendência de Museus e Artes Visuais, da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. O MCGR, fundado em 1974, em homenagem à vida e obra do escritor João Guimarães Rosa, em sua cidade natal Cordisburgo, desenvolve desde 1997 o projeto educativo conhecido como Grupo de Contadores de Estórias Miguilim. Composto atualmente por cerca de 30 jovens, entre 10 e 18 anos, o Grupo recebe treinamento e formação permanente em técnicas de narração de estórias e conteúdos sobre a vida e obra do grande autor brasileiro. Além dos recursos técnicos, os participantes aprendem também sobre os princípios deixados pela fundadora, Dra. Calina, como regras de comportamento, postura e compromisso, fazendo desta experiência o alicerce para o futuro. Ademais, os participantes passam a atuar voluntariamente como mediadores e narradores de histórias do escritor ao público visitante do Museu, ampliando ainda mais a percepção de patrimônio e sua importância para cidadania, memória e resgate da identidade social. Considerado a ação de maior alcance sociocultural desenvolvida pelo Museu, o projeto já formou cerca de 200 crianças e adolescentes e hoje se encontra em sua décima geração. O Grupo constitui ação de preservação e difusão cultural de extrema qualidade que ultrapassou as fronteiras institucionais, adquirindo expressão regional e nacional, oferecendo aos visitantes a experiência oral da literatura Roseana.
Fonte: IberMuseus.
Histórico do município: Em meados de 1883, o padre João de Santo Antônio chegou na região conhecida como Sesmaria Empoeiras (algumas fontes citam o nome Arraial do Saco dos Cochos) e, por se tratar de um lugar com paisagens exuberantes e clima agradável, o padre logo a denominou de “Vista Alegre”, decidindo, assim, se estabelecer no local.
Para fundar o povoado, necessitava obter a posse de uma área que se encontrava em litígio. Para tanto, contou com a influência de Dona Policena Mascarenhas, uma senhora de posses, que, vendo a Sesmaria Empoeiras ir à praça pública, mandou seu filho Bernardo Mascarenhas arrematá-la em nome do “Irmão João”, cedendo 40 alqueires como patrimônio da igreja. A sesmaria pertencia à região do extinto Vínculo da Jaguara.
É certo que, nessa região, o padre João deu início à fundação do povoado de Vista Alegre, em 21 de agosto de 1883, edificando a capela ao patriarca São José. O levantamento dos esteios se deu em 14 de fevereiro de 1884, tendo sido concluída a capela em 23 de junho de 1884.
Em 14 de setembro do mesmo ano, a imagem do patriarca São José foi conduzida do Taboleiro Grande (hoje Paraopeba) para a capela pelo padre Pedro Corrêa Ferreira Rabelo e moradores dos arredores. Na mesma época, o padre João mandou vir da França uma imagem do Coração de Jesus. Quando chegou, uma procissão foi buscá-la em Gongo-Sôco e assim nasceu a idéia de construir-se um templo para acolhê-la. Portanto, em 8 de março de 1886, foi levantada a primeira linha do templo no Arraial de Vista Alegre, que começava a ser povoado, em torno da igreja, em terrenos que o padre distribuía gratuitamente para que as pessoas construíssem suas casas.
A igreja foi construída com a ajuda de donativos e foi concluída no dia 20 de maio de 1894. Nesse dia, houve uma bênção na igreja e o padre João trouxe em procissão a imagem do padroeiro que tinha vindo de Paris e aguardava, na Capelinha de São José, a construção de seu templo.
Em 9 de junho de 1890, um decreto do então governador de Minas, João Pinheiro da Silva, elevou o povoado de Coração de Jesus da Vista Alegre a distrito de Cordisburgo da Vista Alegre, município de Sete Lagoas. O padre João registrou o nome Cordisburgo em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, pois a etimologia vem do hibridismo cordis, do latim, que significa coração; e burgo, do alemão, que significa vila ou cidade.
O distrito foi incorporado ao município de Paraopeba, em 30 de agosto de 1911, sendo emancipado em 17 de dezembro de 1938, compreendendo os distritos sede Lagoa (Lagoa Bonita) e Traíras (Santana de Pirapama). Nessa época, já se chamava apenas Cordisburgo e, em 1948, perdeu o distrito de Santana de Pirapama e ficou subordinado à Comarca de Sete Lagoas.
Anos mais tarde, o padre doou o que tinha à Matriz do Sagrado Coração de Jesus e, em 18 de outubro de 1895, à diocese de Diamantina uma área de 40 alqueires de terra, que compreendia Cordisburgo e seus arredores. Depois voltou à Macaúbas, onde faleceu em 15 de setembro de 1913. Devido à precária condição física, a matriz foi demolida, sendo finalizada sua reconstrução em 24 de junho de 1960.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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