Couto de Magalhães de Minas – Casa Térrea da Fazenda Tijucussu
A Casa Térrea da Fazenda Tijucussu foi tombada pela Prefeitura Municipal de Couto de Magalhães de Minas-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Cristais-MG
Nome atribuído: Bem cultural situado na fazenda Tijucussu
Outros Nomes: Casa térrea da fazenda Tijucussu no povoado do Tijucussu
Localização: Povoado do Tijucussu – Couto de Magalhães de Minas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 008/2003
Descrição: O Povoado de Tijucussu iniciou-se com uma fazenda, a de Tijucussu, que tem tombamento municipal.
As primeiras referências desta fazenda são do século XIX, quando o Sr. Cristóvão Miranda construiu uma pequena casa. Em 1930 o Sr. Miguel Barbosa a adquiriu, aumentando a edificação, construindo uma capela.
Após a década de 50, funcionou por muitos anos aí também uma escola, com as aulas ministradas pela Sra. Conceição, que era moradora do local.
Hoje existem algumas casas na região da fatura das últimas décadas do século XX, com escola e a economia é de produção de gêneros de primeira necessidade, comercializados na sede urbana.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O Arraial Rio Manso surgiu ligado à exploração de diamantes, na Comarca de Serro Frio. O povoamento aconteceu no início do século XVIII, como Povoado de Tijuco, quando foram encontrados ouro e diamante às margens do Rio Manso.
Alguns moradores mais antigos contam que Sebastião Leme do Prado foi quem explorou a região e assentou acampamento próximo às margens de um rio cristalino, que recebeu o nome de Rio Manso. O antigo Rio Manso com o passar dos anos, consolida-se como núcleo urbano, e em dezembro de 1962 passa a ser município desmembrado de Diamantina, recebendo o nome de Couto de Magalhães. O nome da cidade é uma homenagem ao político, escritor e cientista, nascido em Diamantina, General José Vieira Couto de Magalhães.
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Atravessar a cidade de Couto de Magalhães é reviver a memória das tropas. Seus caminhos serviram para muitos percursos rumo a Diamantina e toda a região mineradora. O conjunto de serras que formam o maciço do Espinhaço servia como guia para as famosas “pedras brancas”, os diamantes, a riqueza mais cobiçada pelo homem do século XVIII. A sua localização, próxima a Diamantina e no sentido do nordeste de Minas, possibilitou que este fosse um dos locais mais procurados para pousos de tropas, fortalecendo assim o comércio, embora o declínio da mineração atingisse toda a economia local.
Um segundo momento da história deste povoado foi iniciado com a decadência da mineração. O lugar possui terras férteis, das melhores da região para cultivo. Investiu-se então, no plantio de árvores frutíferas, chegando a atingir escalas altas na produção de variados frutos.
Dos tempos do período colonial, é possível observar, ao percorrer a cidade, um conjunto urbano com diversas técnicas construtivas nas fachadas residenciais. Os vestígios dessas técnicas, como o pau-a-pique, o adobe e os muros de pedras, relembram estruturas de trabalho construídas pelos escravos. As formas de ocupação e modos de viver, que construíram lentamente o acervo cultural material e imaterial da região, convivem com novos valores.
O contexto em que fora erguido o conjunto urbano não tem datação precisa. Os primeiros edifícios, hoje tombados pelo Patrimônio Estadual, foram a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que possui como um de seus destaques a pintura do forro da capela-mor com a Virgem da Conceição, querubins e guirlandas, e a Capela do Bom Jesus de Matozinhos, com retábulos pintados e esculpidos ao estilo rococó.
O casario dos séculos XVIII e XIX que ainda permanecem, concentram-se na Av. Diamantina, antiga Rua Direita, onde existia o Pouso dos tropeiros.
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Povoado anteriormente habitado, em sua grande maioria, por escravos trazidos para a exploração do diamante, ouro e atividades diversas, como, por exemplo, a fabricação de fubá. Em uma fazenda próxima, encontram-se três moinhos em funcionamento, um ao lado do outro, datados das últimas décadas do século XVIII.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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