Curvelo – Chaminé da Antiga Fábrica de Óleo


Imagem: Google Street View

A Chaminé da Antiga Fábrica de Óleo foi tombada pela Prefeitura Municipal de Curvelo-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Curvelo-MG
Nome atribuído: Chaminé da antiga fábrica de óleo
Outros Nomes: Chaminé da antiga fábrica de óleo
Localização: Av. Antônio Olinto, nº 1060 – Centro – Curvelo-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1702/2009

Descrição: Curvelo, cidade situada no centro geográfico de Minas Gerais, no final do século XIX, já despontava como importante pólo produtor de algodão. Sua consolidação se deu com a implantação da Fábrica Maria Amália em 15 de setembro de 1941, focada para a produção de tecidos finos. […]
Curvelo possuía uma fábrica de Óleo de caroço de Algodão, demonstrando que o município tinha capacidade de produção, uma vez que este tipo de indústria necessita de enormes quantidades de algodão para o seu devido funcionamento.
Fonte: Gladson Macedo de Oliveira.

Descrição: Na década de 1920, o Governo Federal pôs em prática uma série de medidas que visavam incentivar e aumentar a indústria de óleos vegetais. O setor de óleo de caroço de algodão foi o que mais se aproveitou da legislação. Em 1922, o Governo Federal foi autorizado a conceder isenção de direitos de importação sobre máquinas e equipamentos para o uso na fabricação de óleos vegetais, incluídas descaroçadeiras e prensas. No início do ano de 1924, por um decreto (n.º 16.396, de 27 de fevereiro de 1924) o Governo Federal usou os poderes conferidos pela lei para conceder amplos incentivos ao cultivo do algodão e às atividades de descaroçamento e fabricação de subprodutos do algodão. Dentre os benefícios deste decreto, destaco os pontos que se referem à importação de máquinas e equipamentos, ao transporte gratuito, nas ferrovias e companhias de navegação do governo, de sementes, inseticidas e fertilizantes e em especial à “isenção de todos os impostos federais sobre o cultivo do algodão e as atividades de descaroçamento e enfardamento”.
Fonte: Gladson Macedo de Oliveira.

Histórico do município: Lá pelos idos dos 1700, baianos e paulistas, dentre outros desbravadores – subindo ou descendo os rios São Francisco e Guaicuí em busca de ouro e outras pedras preciosas –, tinham como pouso as margens do ribeirão Santo Antônio. Alguns decidiram ficar nestas paragens e, em torno de humilde capela, deram início ao núcleo populacional.
Baiano nascido em Rio Real, aqui aportou o Padre Antônio Corvelo de Àvila, cujo nome, em corruptela, passaria a designar a localidade.
Depois de existir como arraial e distrito, designado por outras denominações, Curvelo se desmembrou de Sabará e se tornou município autônomo, por decreto da Regência, de 13 de outubro de 1831, tendo como sede a vila homônima. Em 30 de julho de 1832, foi instalada a Câmara de Vereadores. Em 7 de dezembro do mesmo ano, houve a ereção do Pelourinho, símbolo da autonomia do poder, e, em 15 de novembro de 1875, a sede da comuna, até então vila, elevou-se à categoria de cidade.
O município se destacou durante longos anos na cotonicultura, sendo considerada a “terra do ouro branco”. Sua próspera indústria receberia prêmio internacional na Itália, em Turim, no ano de 1911. Teve e ainda tem grande evidência em outros setores, como agropecuária, educação, comércio, serviços, cultura e saúde.
É a cidade-mãe de muitos distritos hoje emancipados, tais como Corinto, Felixlândia, Morro da Garça, Inimutaba, Presidente Juscelino e Santana de Pirapama.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Prefeitura Municipal
Gladson Macedo de Oliveira


3 comments

    1. Equipe iPatrimônio |

      Boa noite,
      A chaminé foi tombada justamente por ser remanescente da antiga fábrica e pela importância da mesma. A antiga fábrica não foi tombada porque está bastante descaracterizada pelo uso como supermercado.
      Atenciosamente,
      Equipe iPatrimônio

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