Diamantina – Asilo do Pão de Santo Antônio
O Asilo do Pão de Santo Antônio era um abrigo que assistia pessoas carentes e/ou idosas desde 1901.
Prefeitura Municipal de Diamantina-MG
Nome atribuído: Asilo do Pão de Santo Antônio
Outros Nomes: Pia União do Pão de Santo Antônio
Localização: Praça Prof. José Augusto Neves, nº 171 – Bairro Rio Grande – Diamantina-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 046/2004
Uso Atual: Museu Tipografia Pão de Santo Antônio
Descrição: A Associação do Pão de Santo Antônio tem como finalidade original e primordial abrigar e assistir materialmente pessoas carentes e/ou idosas através da manutenção do abrigo dos pobres, em atividade desde 1901. Em 1906, com o objetivo de obter renda para a manutenção do abrigo, foi criado o Jornal Pão de Santo Antônio, que, depois de algumas interrupções, passa a se chamar, em 1936, Voz de Diamantina. Sem perder o seu caráter filantrópico, os dois jornais conquistam autonomia gradualmente e, ainda no início do século XX, consolidam um importante espaço cultural da sociedade diamantinense. Para além da sua atividade jornalística e editorial, os jornais contaram com infraestrutura própria através da instalação de uma oficina tipográfica, que esteve ativa até 1990, empregando tipógrafos, impressores e gravadores.
Depois de aproximadamente dez anos de interrupção, o Voz de Diamantina é relançado em 2001, com impressão terceirizada em gráficas rápidas – sob a iniciativa de seu atual redator, Sr. Joaquim Ribeiro Barbosa –, na ocasião das comemorações do centenário de fundação da Associação.
Com a oficina tipográfica desativada e com o acúmulo de um grande acervo documental – formado pelos quase quatro mil exemplares dos jornais tipográficos – tem-se, também naquele momento, o início do processo simbólico de patrimonialização dos acervos da Associação, que adquire então, para além do assistencialismo e do jornalismo, uma terceira missão, desta vez patrimonial, cujas bases já haviam sido lançadas pela gestão do Sr. Walter Baracho.
É importante lembrar que a atribuição de valores simbólicos – vinculados à memória e à história de uma atividade editorial centenária – começou com um projeto da antiga Faculdade de Filosofia e Letras de Diamantina (FAFIDIA), coordenado pelo então professor da instituição James William Goodwin Júnior. Um convênio estabelecido entre a Associação do Pão de Santo Antônio e o Centro de Pesquisa da Fundação Educacional do Vale do Jequitinhonha (FEVALE) – com o empenho da Profa. Mariuth Santos, sua coordenadora na época – tornou possível a execução do projeto, que resultou na criação de um primeiro espaço de memória, inaugurado em 2001, e contou também com a participação da Profa. Mireile São Geraldo dos Santos Souza, do Prof. Antônio Carlos Fernandes e do Sr. Wander Conceição.
Nos últimos anos, sob a administração do Sr. Juventino Ribeiro Barbosa, a Associação atinge sua maturidade com diferentes ações que impactam fortemente no cotidiano diamantinense: trabalhos em parceria com a área de saúde da Universidade dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri e a criação da Casa do Estudante. E hoje, com o Museu Tipografia, consolidado através das ações do projeto Memória do Pão de Santo Antônio, a Associação assume plenamente sua vocação patrimonial, salvaguardando e divulgando um patrimônio que, agora, pode ser apreciado por todos.
Fonte: Site do Museu.
Histórico do município: O surto aurífero verificado na região do Ivituri, em fins do século XVII, motivou uma expedição com o fito de explorar as minas do território. Fracassada a mineração nas terras do vale do Jequitinhonha, o grupo rumou para oeste orientado pelo pico de Itambé até a confluência de dois rios: Pururuca (em tupi-guarani, ‘cascalho grosso’) e o rio Grande acampando (1691) nas margens de um riacho a que denominaram Tijuco e do qual originou o arraial do mesmo nome, mais tarde cidade de Diamantina. Não existia, naquele sítio, abundância de ouro, como a princípio se supôs. Este fracasso inicial ameaçava o desenvolvimento da povoação, quando a descoberta de diamantes por Bernardo da Fonseca Lobo fez convergir (1729), para as áreas do Tijuco, a cobiça de habitantes das terras vizinhas, transformando o arraial em lugar de esplendor e grande luxo. O progresso local durante esta época esteve conjugado com o comércio diamantífero.
Chegando a notícia da descoberta à Corte Portuguesa, D. João V começou por proibir as minerações, através da ordem Régia de 16 de março de 1731, ao Governador das Minas D. Lourenço de Almeida. Em 1732, no entanto, ante reiteradas petições ao governador, foram restabelecidas com a condição de não serem praticadas por escravos ou fora do arraial; dois anos depois, foi criada a Real Intendência, com o objetivo de evitar que os garimpeiros se subtraíssem à fiscalização da Coroa, o que desencadeou uma ação terrorista contra eles. Em vista disso, a Real Coroa, em 1738, resolveu implantar o regime de contratos para a extração de diamante.
Nomeado contratador, pouco tempo depois, João Fernandes de Oliveira estimulou construções, o comércio floresceu, surgiram as primeiras igrejas, ensejando a que o arraial conhecesse tempos de grande prosperidade.
Os garimpeiros, todavia, viveram dias de grande opressão durante o regime dos contratos; o poderio dos contratadores era tão atuante que os transformava em verdadeiros carrascos na execução dos atos impostos pela Real Coroa. É desta época o célebre Livro da Capa Verde, código que controlava os atos da população sob seus vários aspectos. Os intendentes cumpriam fielmente os artigos despóticos do livro. Depois de luta incansável, os tijucanos conseguiram, em 1821, a reforma do código, fazendo diminuir o poderio dos intendentes.
Por esta época, o arraial do Tijuco foi visitado por diversas figuras de nomeada internacional: Spix, Von Martius, Saint-Hilaire, Eschwege, John Mawe, dentre outros, lá estiveram.
A partir de 1828, a povoação, ultrapassado o período inicial de seu crescimento, livre da simples ambição de riqueza, teve amplo desenvolvimento; a sociedade se organiza, definem-se as classes sociais e surge o interesse pela cultura Em consequêcia Diamantina se tornou um dos centros mais florescentes da época.
A elevação do arraial do Tijuco á categoria de vila, com o nome de Diamantina, ocorrido em 1831, a criação da cidade do mesmo nome, passados sete anos, foram, dentre outros, fatos que contribuíram decisivamente para o progresso daquela região.
Fonte: IBGE.
FOTOS:
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MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Site do museu





