Dois Irmãos – Cemitério Evangélico do Travessão
O Cemitério Evangélico do Travessão foi tombada pela Prefeitura Municipal de Dois Irmãos-RS por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Dois Irmãos-RS
Nome Atribuído: Cemitério Evangélico do Travessão
Localização: R. Alberto Rübenich – Dois Irmãos-RSDecreto de Tombamento: Portaria municipal de tombamento n° 116/2003, de 11 de abril de 2003.
Ficha de inventário – Compac
Importância: O bem se destaca por apresentar valor nas seguintes Instâncias:
1 – Instância Cultural: Enquanto referência histórica; pelo valor de antiguidade; pelo valor tradicional para a comunidade e pelo valor de referência coletiva;
2 – Instância Morfológica: Valor arquitetônico: pela qualidade formal, Valor pela referência historiográfica; Valor pela raridade formal; Valor como elemento referencial na paisagem urbana;
3 – Instância Funcional: Compatibilização com a estrutura urbana e pela permanência dos usos originais nas estruturas existentes.
4 – Instância Técnica: Valor pelo risco de desaparecimento e Valor pelo bom estado de conservação;
5 – Instância Paisagística: Valor pela compatibilização com a paisagem urbana; Valor pelo conjunto de unidades – estruturação do cenário da quadra e Valor como elemento referencial.
6 – Instância Legal: legislação de preservação em nível municipal (Lei de Tombamento e Zoneamento em Plano Diretor).
Fonte: Ficha de inventário – Compac.
Descrição: O Cemitério Evangélico do Travessão Rübenich remonta a instalação de colonos imigrantes alemães na Picada Baumschneis em sua grande maioria evangélicos e que foram atendidos a partir de 1831 pelo Pastor Voges, o qual permaneceu até 1932. A partir do ano de 1854 com a aquisição de novo terreno para a construção da igreja e do cemitério (atualmente a IECLB) e a conclusão do muro do cemitério em 1859, onde já se achavam 6 sepulturas, os luteranos passam também a ser enterrados ali.
Na década de 1990 foram realizadas diversas ações por parte da comunidade e do genealogista André Dienstmann em forma de mutirão para realizar a conservação do local, a participação de moradores e também pelas famílias dos entes ali enterrados. Também em 2000 passou a fazer parte da Rota Colonial Baumschneis, recebendo infraestrutura como placa de identificação e informação a respeito do estilo gótico e seus significados nas lápides encontradas ali, que apresentam símbolos como a flor-de-lis, a flor de lótus, arcos, florões e flechas.
Túmulos foram interpretados: Johannes Korndöfer, Jacob Dienstmann, Margareth Dienstmann Korndörfer, Cristina Korndörer Tothmann, Elisabeth Konrath Utz, Eduard Konrath, Elisabeth B.Lampert, Wilhelm Blauth e Leopold Korndörfer.
Fonte: Ficha de inventário – Compac.
Histórico do município: Município integrante do Vale do Rio Feitoria, afluente do Rio Caí, sua história está ligada à colonização alemã no Estado, parte da antiga Colônia de São Leopoldo, instalada em 1824. Dois Irmãos recebeu os primeiros colonos a partir de 1825, entre eles Pedro Baum e família, lavrador e sapateiro, do Hunsrück.
A leva mais significativa de colonos imigrantes que ocuparam parte dos 249 lotes da “Linha Grande de Dois Irmãos”, foi a dos ex-náufragos do navio Cecília. O veleiro partiu do porto de Hamburgo em 1827 e surpreendido por uma tempestade no Canal da Mancha. Parcialmente destroçado, o navio com seus passageiros foi abandonado por seu capitão e pela marinhagem, ficando sem rumo até ser encontrado por um barco inglês que o conduziu para Plymouth, na Inglaterra. Aí permaneceram por cerca de dois anos, aguardando a definição de seus destinos. Aportaram no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1829, dia de São Miguel. Conta a tradição que em homenagem ao Arcanjo estabeleceram essa data como seu marco fundante. Até hoje ela é comemorada no “Michelskerb”, Kerb de São Miguel.
Em 1832 os colonos católicos inauguraram a capela em honra a São Miguel. O lugar onde foi erguido o templo é, provavelmente, o mesmo onde a partir de 1869 foi construído o outro, com traços góticos, concluído em 1880, que hoje se encontra a Antiga Igreja Matriz de São Miguel, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado.
Fonte: Prefeitura Municipal.
MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal


Boa tarde.
Me chamo Simone, gostaria de saber se vocês poderiam me informar se está enterrada minha antepassado da 5° geração:
Maria Tagliaferro
Diz que ela foi sepultada aí em 09/12/1918.