O Cruzeiro foi tombado pela Prefeitura Municipal de Dores de Campos-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Dores de Campos-MG
Nome atribuído: Cruzeiro
Localização: Morro do Cruzeiro – Bairro Complexo – Dores de Campos-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 03/2007

Descrição: A Cruz constitui um dos símbolos humanos mais antigos e utilizados por diversas civilizações. Toda essa simbologia frente à figura da cruz latina ou cristã é representada em Dores de Campos pelas diversas tentativas, desde os primeiros anos do povoado, de possuir um Cruzeiro, capaz de proteger e abençoar seus habitantes.
O primeiro cruzeiro era feito de madeira “tosca” e foi erigido em agradecimento pela libertação dos escravos, por volta de 1889. Segundo Raposo, os próprios ex-escravos foram os autores da construção, que possuía uma inscrição, porém ilegível. Alguns anos depois, o monumento foi destruído pela ação das intempéries e outra cruz foi erigida no mesmo local pelo Padre Monsenhor Assis. Entretanto, devido às más condições da fundação, a mesma veio ceder anos depois.
Segundo relatos de história oral, o senhor Júlio Mineiro, dorense religioso da época, era responsável por ensinar às crianças dorenses a rezar o terço. Uma vez por semana, ia com as crianças até o morro do cruzeiro, para fazer piquenique e rezar o terço, exatamente onde existiam as antigas cruzes em madeira. Foi então, que solicitou ao Padre Antônio dos Santos, pároco local, a construção de um novo cruzeiro para abençoar a cidade.
Assim, a pedido do pároco, a cruz atual foi construída pela prefeitura nos primeiros anos da década de 1970, cujo prefeito em exercício era o “saudoso”. Hélio Moncorvo (MDB).
O monumento construído no alto do morro de modo a se posicionar de frente para a torre da Igreja Matriz, em sinal de comunhão entre os dois símbolos religiosos, além do uso religioso, o cruzeiro também constitui local de lazer e contemplação para os dorenses. É comum famílias se reunirem e realizarem piqueniques com as crianças no morro do cruzeiro em função da bela vista que o mesmo proporciona. O Cruzeiro foi tombado como patrimônio cultural de Dores de Campos em 02 de março de 2007, através do Decreto nº 003/2007.
Fonte: Dossiê de Tombamento.

Histórico do município: Quando, nos séculos XVII e XVIII andaram os bandeirantes à procura de ouro nas Minas Gerais, assinalaram sua passagem em nossa região com a fundação de Prados, Tiradentes e São João Del Rei. Não estacionaram na zona dorense onde verificaram a inexistência do ouro de aluvião que aflorava em outras partes. Nos alvores do século passado é que apareceu o núcleo de povoamento. Bernardo Francisco da Silva adquiriu terras em nossas plagas, visando exploração da indústria agropecuária e veio a ser o fundador do povoado. Seus filhos introduziram o trabalho industrial variando no lugar em formação, que cresceu, atraindo pessoas de fora que, não raro, se mesclam à família local.
O terreno em que se assenta a cidade de Dores de Campos era chamado Pasto do Corredor, de propriedade de José Justino da Silva, que o herdou de sue pai, Manoel Justino da Silva. Primitivamente as casas foram construídas à margem da estrada. Ocorreu o falecimento, em Maio de 1899, do Senhor José Justino da Silva, ficando sua viúva e herdeira, a senhora Domitildes Teixeira da Silva que fez doação de todo o terreno ainda vago à paróquia, que vende ou afora os lotes.
Nos seus primeiros tempos, a cidade de Dores de Campos chamou-se Povoado do Patusca, depois, com a construção da Capela de Nossa Senhora das Dores, hoje Igreja Matriz, e criação do distrito de Dores de Patusca, passou a ter este nome e, finalmente, tendo sido o distrito anexado ao Município de Prados, desmembrando-se de Tiradentes, a que pertencia, foi-lhe dado, bem como ao distrito, o nome atual de Dores de Campos. A dois quilômetros da estação de Prados, da Rede Mineira de Viação, existente uma tapera situada nas proximidades da confluência do Ribeirão do Patusca com o Rio das Mortes, bem perto da Ponte do Patusca na margem esquerda do Ribeirão. Esta tapera foi, pelos anos de 1830, uma fazenda de propriedade e residência de um português, rancheiro, que entretinha animado comércio com os inúmeros tropeiros que ali passavam, pois a sua fazenda ficava a margem de uma estrada de rodagem, ainda hoje existente e por onde então transitavam as tropas vindo de vários lugares dos atuais municípios de Prados, Oliveira, João Ribeiro, Lagoa Dourada, Rezende Costa, Tiradentes, etc. Este fazendeiro era o gênio folgazão, pelo que os tropeiros apelidaram de “Patusca”. Essa, a origem dos nomes do Ribeirão do Patusca, o curso d&39;água que banhava a sua fazenda, e do Povoado de Patusca, a localidade que então formava daí a quatro quilômetros, na margem esquerda do referido Ribeirão e que hoje é Dores de Campos.
No ano de 1856, o antigo povoado achava-se em estado embrionário pois contava com apenas cinco casas. O primeiro morador foi Bernardo Francisco da Silva, fundador do lugar. Os outros quatro moradores foram seus filhos Francisco da Silva Sena, Antônio da Silva Sena, Manoel Justino da Silva e Luiz Joaquim da Silva. Havia ainda a casa de José Cajuru, nos fundos da de Bernardo Francisco, as famílias do Capitão Vicente Teixeira de Carvalho e de João Francisco.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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