Entre Rios de Minas – Capela dos Olhos D’água


Imagem: Marco Aurélio Martins

A Capela dos Olhos D’água Éé a mais antiga de Entre Rios de Minas-MG. Foi encontrado nela um caibro com a data de 1683.

Prefeitura Municipal de Entre Rios de Minas-MG
Nome atribuído: Capela dos Olhos D’água
Localização: Entre Rios de Minas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 800/2000

Descrição: A Capela de Nossa Senhora da Lapa de Olhos D’água, pertencente a primeira fase da arte colonial mineira, é uma das mais antigas do Estado, existindo desde o século XVII.
Olhos D’Água situava-se nas imediações de um dos principais caminhos que ligava São João Del Rei à região de Vila Rica. Hoje, a capela e fica localizada no distrito de Serra de Camapuã, a cerca de 20 quilômetros de Entre Rios de Minas. Além de uma obra de arte é também um bem histórico que busca manter a memória de uma população. É considerada um dos templos católicos mais antigos da região que fazia parte da comarca do Rio das Mortes. Tombada no ano de 2000 pelo seu valor histórico e artístico, de acordo com o Dossiê de Tombamento Histórico de Entre Rios de Minas, esse templo é reconhecido pela população de Entre Rios. É uma construção de grande importância histórica e afetiva. Remetem a devoção a Nossa Senhora da Lapa pelos moradores, as antigas festas religiosas, casamentos, batismos e o antigo cemitério no ao lado da capela.
A capela sofreu recentemente com alguns roubos e perdas de importantes bens, porém agora foi reformada e teve sua segurança preservada. Situada no antigo caminho da Estrada Real, a Capela dos Olhos D’água é um dos principais atrativos turísticos da região.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Os portugueses, que estavam em busca de ouro, construíram na região uma casa de pedra para se protegerem dos bravos índios que ali existiam, posteriormente essa casa foi destruída e no lugar dela erguida uma capela. A Capela dos Olhos d’água, localizada a 18 km do centro de Entre Rios, foi oficialmente reconhecida pela igreja em 07 de junho de 1733. Porém, documentos eclesiásticos da Paróquia de Prados indicam o ano de 1727 como a mais antiga referência da Capela. É a mais antiga capela da cidade e, em um momento de reforma, foi encontrado nela um caibro com a data de 1683.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: Entre Rios de Minas tem origem no século XVII. Os primeiros moradores foram os portugueses Pedro Domingues e Bartolomeu Machado que, em 20 de dezembro de 1713 ganharam a carta de sesmaria concedida por Dom Brás Baltazar da Silveira para o local chamado “O Bromado, no caminho novo que vem da vila de São João del Rei para as Minas Gerais”. Eles construíram suas casas do lado direito do rio brumado. A casa de Pedro Domingues existiu na rua chamada dos Cruzeiros, até o ano de 1915 quando foi demolida. Já a residência de Bartolomeu Machado foi construída aonde hoje se encontra a Fazenda do Engenho, e foi ele que anos depois construiu a capela em homenagem a Nossa Senhora das Brotas. Aos arredores desta capela surgiu o povoado chamado inicialmente de “Bromado”, depois “Rio Acima”, “Brumado do campo” e “Brumado do Suaçuí” quando foi elevado a distrito de Conselheiro Lafaiete em 1832, e a município independente em 1875. Três anos depois foi modificado o nome da cidade para Entre Rios, por estar situada entre os rios Camapuã e Brumado. Em 1938 mudou-se a denominação da cidade para João Ribeiro e 1953 recebeu o nome atual de Entre Rios de Minas.
Apesar da idade como município, o primeiro batismo na capela de Nossa Senhora das Brotas filial até então da Matriz de Congonhas, está registrado pelo padre Semião Lopes Barbosa, com data de 18 de fevereiro de 1739. Em 1749, estava já constituída a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, na capela de Nossa Senhora das Brotas, pelo missionário frei Luís Maria de Fulgo. Entre as 32 paróquias criadas em Minas pelo decreto da Regência de 14 de julho de 1832, está a de Brumado, o que já indicava a existência de um povoado.
Atualmente, como parte de sua memória histórica, o município preserva algumas fazendas coloniais; as ruínas de uma antiga Casa de Pedra, datada de 1701, atribuída à bandeira de Fernão Dias e potenciais sítios arqueológicos, decorrentes das tribos dos índios Cataguá que habitavam a região.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Prefeitura Municipal
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais


2 comments

  1. JOSE CARLOS DO CARMO |

    Meus tetravós: João Marques Vieira e Francisca de Paula Costa casaram na capela de Olhos D’agua no dia 18 de Abril de 1815 na presença do reverendo padre Gonçalo Ferreira da Fonseca.

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