Fortaleza – Antiga Sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas


Imagem: Google Street View

A Antiga Sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, em Fortaleza-CE, construído em 1907, passando por reformas em 1934-1935.

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Prédio da antiga sede do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, na R. Pedro Pereira, nº 683, esquina com a R. General Sampaio
Outros Nomes: Sede do DNOCS
Localização: R. Pedro Pereira, nº 683 – Fortaleza-CE
Número do Processo: 1057-T-1982
Livro do Tombo Belas Artes: Inscr. nº , de 05/1983
Uso Atual: Museu de Tecnologia de Combate à Seca

Descrição: O edifício foi construído em 1907, passando por reformas em 1934-1935, quando passou a abrigar a sede da antiga Inspectoria Federal de Obras Contra as Secas. Em 1982, o DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) assinou um acordo com a Fundação Nacional Pró-Memória visando a restauração do imóvel e a futura implantação do Museu de Tecnologia do Combate as Secas. O edificio encontra-se na esquina das ruas Pedro Pereira e General Sampaio. Trata-se de um exemplar da arquitetura adotada no início do século, englobando elementos de diferentes estilos. O imóvel possui dois andares, tendo o térreo janelas e portas em arco abatido; a fachada principal tem a parte superior decorada por uma balaustrada encimada por pináculos. Abaixo dela, existe cimalha que percorre as duas fachadas visíveis da rua. As janelas superiores da fachada principal apresentam formato em arco, encimado por outro arco decorado. A entrada principal tem formato semelhante, e é igualmente decorada. As janelas do piso superior da fachada da rua General Sampaio, são encimadas por gradis de ferro. Todas as janelas do edifício possuem vedação em veneziana, assim como as do segundo pavimento possuem balcão formado por gradil em ferro.
Fonte: Iphan.

Histórico do município: Capitania dependente, o Ceará teve a sua formação econômica iniciada no século XVII com a pecuária, para fornecer carne e tração à economia açucareira estabelecida na Zona da Mata. E Fortaleza, fundada em 13 de abril de 1726, ficou à margem.

Nessa fase, a cidade primaz era Aracati. Icó, Sobral e Crato também ocupavam o primeiro nível na hierarquia urbana no final do século XVIII. Ao contrário de Aracati, de Icó e de outras vilas setecentistas fundadas nas picadas das boiadas, Fortaleza achava-se longe dos principais sistemas hidrográficos cearenses – as bacias dos rios Jaguaribe e Acaraú – e, portanto, à margem da atividade criatória, ausente dos caminhos por onde a economia fluía no território.

Por todos os setecentos, a vila não despertou grandes interesses do Reino, não tendo desenvolvido qualquer atividade terciária. Mas, em 1799, coincidindo com o declínio da pecuária (a Seca Grande de 1790-1793 liquidou com a atividade), a Capitania tornou-se autônoma, passando a fazer comércio direto com Lisboa, através, preferencialmente, de Fortaleza, que se torna a capital.

De 1808 em diante, com a abertura dos portos, o intercâmbio estendeu-se às nações amigas e, em especial, à Inglaterra, para onde o Ceará fez, em 1809, a primeira exportação direta de algodão.

Como capitania autônoma, o Ceará ingressava então na economia agroexportadora. O viajante inglês Henry Koster, que, exatamente nessa época (1810), visitou Fortaleza, não a enxergava com otimismo: “Não obstante a má impressão geral, pela pobreza do solo em que esta Vila está situada, confesso ter ela boa aparência, embora escassamente possa este ser o estado real dessa terra. A dificuldade de transportes (…), e falta de um porto, as terríveis secas, [todos esses fatores] afastam algumas ousadas esperanças no desenvolvimento da sua prosperidade”.

Em 1822, com o Brasil independente, o Ceará passou a província; no ano seguinte, a vila de Fortaleza foi elevada a cidade, o que robusteceu o seu papel primaz, dentro já da política de centralização do Império. As propriedades agropecuárias da província, a principal riqueza de então, pertenciam a pouco mais de 1% da população livre. Dado que a Lei de Terras, de 1850, só fez contribuir para a concentração fundiária, estavam fincadas então as bases das desigualdades de renda e riqueza que, embora em menor proporção, observam-se até os dias atuais no Ceará e em Fortaleza.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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