Governador Valadares – Venda do Seu Margarido [DEMOLIDA]
O Venda do Seu Margarido foi tombado pela Prefeitura Municipal de Governador Valadares-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Governador Valadares-MG
Nome atribuído: Venda do Seu Margarido
Localização: R. Sá Carvalho, nº 293 – Centro – Governador Valadares-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 7668/2003 – ANULADO – Demolida em 2011.
Descrição: A primeira gestão do CDPC foi atuante, identificando obras de relevância e realizando nove tombamentos municipais, listados a seguir: O Antigo Templo Presbiteriano, o Complexo da Santa, a Companhia Açucareira do Rio Doce, a Fachada da Antiga Cadeia Pública, as Fachadas da Antiga Sede dos Correios e Telégrafos e a Venda do Seu Margarido foram protegidos como bens imóveis; o Pico do Ibituruna foi tombado como Conjunto Paisagístico; e como bens móveis, o foram a Argola de Amarrar Solípedes, o Cadeiral do Júri, a Maria Fumaça e o Painel Cubista do Edifício Helena Soares.
Os tombamentos, em sua maioria, tiveram como objetos, bens de uso público, alguns, de propriedade pública, outros de ordem privada, mas não familiar, como o caso dos objetos pertencentes às Igrejas. Não houve conflitos, nem outras mobilizações significativas, em torno desses. A exceção se faz em dois planos: o único bem familiar, um imóvel, tombado é, até os dias de hoje, motivo de diversos protestos e de um processo judicial. Algumas iniciativas no sentido de cancelar o tombamento foram tentadas, pela família e pelo poder municipal, já em outra gestão, por pressão dessa, e de certo modo, da sociedade como um todo. Através do Decreto Municipal n° 8.413 de 26/12/2005, a administração municipal revogou o tombamento do bem imóvel urbano, conhecido como Venda do Seu Margarido (VENDA, 2006; TRANSPARÊNCIA GV, 2006). O cancelamento do tombamento foi interditado judicialmente, através de uma liminar favorável à ação judicial de iniciativa popular, movida por alguns vereadores, solicitando a anulação do referido Decreto. A não aceitação deste tombamento está motivando um dos recursos mais antigos, graves e irremediáveis que acompanham a história da preservação do patrimônio cultural no Brasil: o proprietário, inconformado, deixa seu imóvel, literalmente tombar, fisicamente falando.
Fonte: Cristiana Maria de Oliveira Guimarães.
FOTOS:
- Imagem: Google Street View
- Imagem: Cristiana Maria de Oliveira Guimarães, 2007
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Cristiana Maria de Oliveira Guimarães
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