Guaxupé – Catedral Nossa Senhora das Dores
A Catedral Nossa Senhora das Dores foi tombada pela Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG
Nome atribuído: Catedral Nossa Senhora das Dores
Localização: Praça Américo Costa, s/n – área central – Guaxupé-MG
Decreto de Tombamento:Decreto n° 1522/2012
Descrição: Em 1943, iniciam-se os trabalhos de demolição da antiga catedral para a construção da nova Catedral de Nossa Senhora das Dores. Portanto, o novo templo católico foi erguido no mesmo local onde havia a velha catedral da cidade. Foi escolhido o dia 15 de setembro de 1943, dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade, para o início das obras. No total, a construção da nova Catedral levou 17 anos, até sua sagração em 1960, realizada pelo Núncio Apostólico, Dom Armando Lombardi, e pelo bispo diocesano, Dom Inácio João Dal Monte. Todavia, foi de Dom Hugo Bressani de Araújo, antecessor de Dom Inácio, o grande sonho de se construir um templo católico de tamanhas proporções. Foi Dom Hugo que começou a transformar esse sonho em realidade. Ele montou comissões encarregadas de coletar doações para a construção da nova catedral, e dividiu a cidade em setores, de forma que cada comissão era responsável por um setor. Os fiéis, então, passavam de casa em casa angariando recursos para as obras da nova matriz. Dom Hugo arrecadava também junto aos fazendeiros e empresários, pertencentes ou não à Diocese de Guaxupé. Com muito esforço, a nova Catedral de Guaxupé foi sendo erguida por etapas, com ajuda da comunidade e até mesmo do poder público. Um fato histórico a ser mencionado aqui, foi a visita, em 02 de agosto de 1953, do ex-governador de Minas e ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek, que veio conferir de perto as obras da nova Sé de Guaxupé.
Finalmente, em 1960, foi inaugurado em Guaxupé um dos maiores templos católicos do Brasil, considerado por muitos, na época, a terceira maior catedral do Brasil e a quinta maior da América Latina. Assim, a imponência da nova Catedral é motivo de orgulho para os guaxupeanos, que a transformaram no cartão-postal oficial de Guaxupé, parada obrigatória para todos aqueles que visitam a cidade. Não há quem chegue a Guaxupé e não se fascine com a majestosa e imponente Catedral de Nossa Senhora das Dores. Ela se tornou parada obrigatória dos turistas que aqui desembarcam, sendo o local mais fotografado da cidade. De todos os cantos da cidade, é possível apreciar a beleza deste templo católico. Hoje, ela ostenta toda sua beleza carregada de detalhes arquitetônicos e de seus simbolismos, ainda desconhecidos por boa parte dos guaxupeanos.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos “Caminho das Abelhas”, significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial, denominado Dores de Guaxupé. O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva “terras de cultura de matos virgens e serrados”na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva, que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade.
Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos, que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta, e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé. A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle, de onde derivava o “caminho de Santa Barbara das Canoas”, atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, 07 ruas e engenhos. Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo. Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle, ao falecer em 1860, 13 de abril, legou “quatrocentos mil réis” à Paróquia. Em 23 de junho de 18 54, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraiso. O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. Era uma conseqüência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana. A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro. Eis, pois, os traços essenciais da bela história de Guaxupé, a “Cidade das Abelhas”.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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