Guaxupé – Exposição Nacional de Orquídeas
A Exposição Nacional de Orquídeas foi registrada pela Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Guaxupé-MG
Nome atribuído: Exposição Nacional de Orquideas ou Festa das Orquideas (Celebrações)
Localização: Av. Felipe Elias Zeitune, n° 400 – Centro – Guaxupé-MG
Decreto de Tombamento: I: 01/2013
Livro de Registro das Celebrações
Descrição: A tradicional Festa das Orquídeas de Guaxupé é uma exposição nacional de orquídeas e plantas ornamentais que ocorre anualmente no mês de julho. É realizada pelo Núcleo de Orquidófilos de Guaxupé, em parceria com a Prefeitura Municipal e com a Coordenadoria das Associações Orquidófilas do Brasil (CAOB). A Festa das Orquídeas de Guaxupé, portanto, se trata de uma das mais belas e autênticas celebrações que ocorre em nosso município há 62 anos ininterruptos. São mais de seis décadas de tradição e beleza, que enche de orgulho a população da nossa cidade. Uma história que começou com a criação do Núcleo de Orquidófilos em 1951 a partir do grande sonho do Dr. Alberto Carlos Pereira Filho (o popular Dr. Albertinho). Os orquidófilos guaxupeanos, com muita coragem e determinação e reunidos agora no Núcleo, realizaram a I Exposição Nacional de Orquídeas em 1953.
De 1953 em diante, o amor à orquidofilia tomou conta dos corações dos guaxupeanos, a ponto de Guaxupé, antes conhecida como “a terra das abelhas”, passasse a ser chamada de “a terra das orquídeas”.
Debruçando-se um pouco mais sobre a história da Festa das Orquídeas, podemos perceber que o evento atingiu seu auge na década de 1960, quando esbanjava todo o seu glamour. Como exemplo, podemos citar a edição de 1966, quando a Exposição Nacional de Orquídeas ainda era a festa mais esperada do ano, que engrandecia o comércio, trazia para Guaxupé turistas de várias partes do Brasil e até do estrangeiro, fazia desta cidade um ícone da orquidofilia nacional. Assim, a Festa das Orquídeas era muito além de uma simples exposição e premiação de flores. Era algo mágico, que movimentava a cidade e os seus moradores. A região jamais presenciou bailes tão grandiosos quanto aqueles ocorridos nos anos 60. A Esquadrilha da Fumaça enchia os olhos dos guaxupeanos com suas apresentações. Além disso, tinha a colorida presença das fantasias premiadas do famoso carnaval carioca.
Depois de ter atingido seu ápice na década de 1960, a Festa das Orquídeas começou a perder seu prestígio, chegando ao ponto de quase se extinguir no final da década de 1990, com um triste esvaziamento e uma grande dificuldade de envolver e seduzir as novas gerações. Foi necessário que o Núcleo de Orquidófilos de Guaxupé estabelecesse um convênio com a Prefeitura Municipal para que a festa não acabasse. Desde então, o executivo municipal, através de uma subvenção, repassa recursos ao Núcleo para auxiliar na realização da exposição. Segundo os próprios integrantes desta entidade, não fosse a ajuda do poder público, o evento teria se extinguido.
Cabe aqui destacar que, mesmo diante de muitos obstáculos, os orquidófilos guaxupeanos nunca deixaram de realizar a Exposição Nacional de Orquídeas, que ocorre há 62 anos ininterruptos. Um feito histórico que coloca o certame entre os mais antigos e importantes do país, ocupando inclusive, o 2o lugar no ranking de 2013 das melhores exposições nacionais de orquídeas. Rankig este realizado pela CAOB.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos “Caminho das Abelhas”, significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial, denominado Dores de Guaxupé. O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva “terras de cultura de matos virgens e serrados”na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva, que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade.
Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos, que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta, e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé. A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle, de onde derivava o “caminho de Santa Barbara das Canoas”, atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, 07 ruas e engenhos. Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo. Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle, ao falecer em 1860, 13 de abril, legou “quatrocentos mil réis” à Paróquia. Em 23 de junho de 18 54, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraiso. O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912, data em que se comemora. Era uma conseqüência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana. A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro. Eis, pois, os traços essenciais da bela história de Guaxupé, a “Cidade das Abelhas”.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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- Imagem: Prefeitura Municipal
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