Ibirité – Altar do Santíssimo Sacramento


O Altar do Santíssimo Sacramento, em Ibirité-MG, é um retábulo datado de 1778, do período barroco, no antigo arraial de Curral Del Rei.

Prefeitura Municipal de Ibirité-MG
Nome atribuído: Altar do Santíssimo Sacramento (Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças)
Outros Nomes: Altar de Nossa Senhora das Dores na Capela do Santíssimo Sacramento
Localização: Capela do Santíssimo Sacramento – R. Vereador Orlando Costa Campos, nº 36 – Bairro Alvorada – Ibirité-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1897/2002

Descrição: O bem tombado pelo Decreto Municipal Nº. 1.897, de 27/12/2002 refere-se a um retábulo datado de 1778, final, do século XVIII, do período barroco, sendo parte de um dos retábulos laterais pertencentes à Matriz, de Boa Viagem, no antigo arraial de Curral Del Rei. Um dos retábulos foi incorporado ao acervo do Museu Histórico Abílio Barreto (Belo Horizonte) e outro ao Museu da Inconfidência (Ouro Preto). Uma peça encontra-se na Igreja Matriz de São Gonçalo (Contagem) e a peça descrita acima, na Igreja Matriz Nossa Senhora das Graças (Ibirité). O referido bem veio para o nosso município em 1930, tornando-se então, a única peça deste período no município, passando a ser um elemento de divulgação da cultura e da história de Ibirité e de Minas Gerais.
A história que envolve esse retábulo é envolta em relatos e intervenções da população local. Inicia-se com a própria história da imagem de Nossa Senhora das Graças localizada em Rio Acima por volta de 1870 para a Fazenda da Pantana em Ibirité. Originalmente a imagem talhada em cedro constituía-se a representação clássica da imagem de Nossa Senhora da Conceição. Porém o povo desconhecia a representação iconográfica da imagem e passou a chamá-la de Nossa Senhora das Graças, atual nome da igreja Matriz de Ibirité.
Oculto á imagem de Nossa Senhora da Conceição, chamada Nossa Senhora das Graças, provocou a construção de uma pequena Capela para cultuá-la sendo construída em adobe.
Em 1930, uma nova Capela foi construída com tijolos e telhas. Esta pretendia ser a definitiva. Perceberam então, que o Altar destinado á “Nossa Senhora das Dores” era muito rústico e precisava de outro para compor a nova Capela; sendo assim o sacristão e agente dos correios Antônio Ferreira Barbosa resolveu ir a capital da Boa Viagem para pedir um dos altares laterais para a Capela de Ibirité. Barbosa conhecia bem a Boa Viagem, pois quando moço fora sacristão da mesma igreja.
Em Belo Horizonte, procurou Monsenhor João Martinho de Almeida, Deputado Estadual e Vigário da Boa Viagem e pediu o altar de São Miguel. Depois da demolição da Igreja, para a construção da Catedral, os altares estavam guardados em um barracão ao lado da Matriz.
Antônio Ferreira Barbosa, que além de sacristão, agente postal e carpinteiro, foi para Belo Horizonte, onde, durante semanas desmontou o altar, numerou as peças e conseguiu com comerciantes, caixotes para embalá-las.
Veio a dificuldade do transporte do altar para Ibirité. Não havia estrada de rodagem, somente caminhos de tropas.
Antônio Ferreira Barbosa procurou o engenheiro chefe da residência da Central do Brasil – Dr. Vítor de Freitas – e explicou que não tinha recursos para transportar o altar. Dr. Vítor foi muito atencioso, ordenando o transporte gratuito até a Estação Ferroviária de Ibirité. E para a condução até a Matriz reconstruída, Barbosa apelou aos donos de carros de boi, que colocaram as peças na Igreja em construção.
O altar ficou na Igreja Matriz até 1972, quando o terreno da Matriz foi desapropriado pela Rede Ferroviária Federal, para a construção do ramal Ibirité – Águas Claras, para o transporte de minério.
A paróquia foi levada a construir uma matriz provisória, atual Igreja São Judas Tadeu, em apenas quatro meses, para não interromper o culto e abrigar o precioso altar.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O povoamento da área correspondente ao município de Ibirité remonta aos séculos XVII e XVIII quando se iniciou as primeiras entradas e bandeiras nas áreas centrais da capitania das Minas Gerais com o intuito de descobrir ouro. A corrida do ouro ocasionou o surgimento de várias cidades como Vila Rica, Mariana, Sabará, Caeté e Congonhas das Minas do Ouro cidade conhecida atualmente como Nova Lima que foi palco de grande especulação aurífera onde se empregava grande contingente de mão de obra escrava . Conseqüentemente os escravos e as pessoas que se deslocaram para estas paragens precisavam de uma provisão de víveres para se manterem, evidenciando o surgimento de fazendas especializadas no cultivo de gêneros alimentícios e criação de gado . Com o sortimento, a proliferação das fazendas surgiu os povoados, como o de Ibirité.
As terras de Ibirité foram concedidas pelo imperador através da política sesmeira desencadeada por D. José I. As cartas de sesmaria eram concedidas aos cidadãos por meio de petição requerida ao governador da capitania. As cartas de sesmaria concedidas começaram no passado, ainda nos tempos do I Império, quando o alferes português Antônio José de Freitas recebeu de D. Pedro I uma carta de sesmaria, abrangendo do alto da serra do Rola Moça à Fazenda do Pintado e do Barreiro à cachoeira de Santa Rosa, incluindo a serra da Boa Esperança, região de Vargem do Pantana. Em 02 de junho de 1890, o povoado foi elevado a distrito de Sabará, criando-se então o primeiro Conselho Distrital de Vargem do Pantana (entidade com certa autonomia de governo para administrar os distritos), presidido por José Pedro de Souza Campos e formado pelo alferes Antônio José de Freitas e por Hilário Ferreira de Freitas. Este Conselho conseguiu fundar a primeira escola da Vila e adquiriu seis alqueires de terra para servir de logradouro público, lugar onde se podiam construir moradias com licença do Conselho.
Cinco famílias deram origem a Ibirité: Ferreira, Diniz, Pinheiro, Freitas e Campos. Em 1880, foi criado o povoado da Vargem da Pantana, na freguesia de Contagem, Município de Sabará.
• Em 1890, passa a categoria de Vila, ainda pertencendo a Sabará.
• Em 1897, passou a pertencer ao Município de Santa Quitéria (Esmeraldas).
• Em 1911, passa para o Município de Contagem.
• Em 1923, tem sua denominação mudada para Ibirité, palavra indígena que significa “Terra Firme”, “Chão Duro”.
• Em 1938, passa a figurar com o nome atual de Ibirité (Decreto Lei n° 148) e como Distrito, passa para o município de Betim.
• Em 30/12/62 passa a categoria de Município (Lei n° 2764) com os distritos Sede e Sarzedo.
• Em 01/03/63, o Governador do Estado “Magalhães Pinto” nomeia um intendente municipal o Sr. Chaffir Ferreira.
• Em 30 de junho de 1963, ocorre a 1ª eleição para Prefeito […].
No ano de 1976 é criado o Distrito de Duval de Barros e em 1985 o Distrito de Mário Campos.
Em 04/01/88 através da Lei Estadual n° 9.548/88 Ibirité, passa à categoria de Comarca.
Em 1° de junho de 1990 dá-se a implantação da Comarca.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Prefeitura Municipal


Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *