Ibirité – Casa Sede da ADAV
A Casa Sede da ADAV foi tombada pela Prefeitura Municipal de Ibirité-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Ibituruna-MG
Nome atribuído: Casa sede da ADAV
Localização: R. João de Deus, nº 355 – Bairro Canal – Ibirité-MG
Decreto de Tombamento:Decreto n° 2415/2009
Descrição: Esta Associação denominada “Associação Miltom Campos de Assistência e Desenvolvimento às Vocações dos Bem-Dotados”, foi criada em 1972 após ser levantada a idéia da consolidação de uma Associação de apoio aos bem-dotados, idéia de Helena Antipoff, preocupada com a necessidade de introduzir algo para o amparo a jovens talentosos, principalmente do meio rural e das classes menos favorecidas, permitindo-lhes que desenvolvam aptidões inatas e encontrem suas naturais vocações.
Pois foi somente em 1971, portanto quase 40 anos depois que a educadora Helena Antipoff, então próxima aos seus 80 anos, declarou publicamente que não desejava terminar seus dias antes de lançar as bases de um sólido movimento educacional, orientado para os bem-dotados e talentosos no Brasil, sob a inspiração dessa decisão foi realizado o “Seminário Nacional para Educação dos Superdotados” em Brasília, em 1971.
“Em 15 de agosto de 1972 iniciou-se o movimento pró bem dotados. O trabalho concreto foi de certo modo imposto pelo Seminário convocado em outubro de 1971 pelo Departamento de Ensino Complementar do MEC,em Brasília. Nas conclusões e sugestões desse certame, dois tópicos visavam direta e os tentativamente o compromisso da Fazenda do Rosário, Ibirité, Minas Gerais, a passar da fase puramente teórica de estudos mais ou menos abstratos, para a fase de realização concreta. E, apesar de estarmos longe de nos sentirmos preparados para isso empunhamos corajosamente o gládio da ação numa realização prática”.
Em 11 de Abril de 1973 foi feita a primeira reunião para que os primeiros passos de concretização das idéias fossem tomados. Nesta reunião estiveram presentes educadores e pessoas interessadas no problema[1].
Após algumas reuniões ficou decidido que a sede seria no terreno comprado da ex-guarda civil da Secretaria de Segurança, que tinha como Presidente o Sr. Hélio Jardim. No terreno já existia a Casa Sede construída e cinco galpões cobertos e fica localizado na Rua João de Deus, nº 355, Bairro Canal.
Para a venda do terreno que pertencia ao Clube Social Recreativo dos Guardas Civis de MG, o Presidente do Clube, o Senhor Hélio Jardim convocou os associados para uma Reunião Extraordinária Especial, que aconteceu no Auditório da Academia de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, no dia 25 de julho de 1973 às 19:00 horas, para que fosse tomada a decisão de vender o Terreno que se chamava “Chácara Ibirité”, atual ADAV.
A reunião foi direcionada pelo Presidente Hélio Jardim e pelo Vice-Presidente Expedito Maria Santos, vindo a contar com a presença de oitenta e oito sócios, sendo dentre eles: sócios fundadores, sócios contribuintes, sócios correspondentes, sócios beneméritos, sócios honorários e sócios colaboradores.
Logo após, ficou decidido na reunião, que o terreno poderia ser vendido pelo valor mínimo de CR$ 200.000 (duzentos mil cruzeiros), para liquidar débito hipotecário com a Caixa Econômica Federal e o restante do dinheiro seria dividido entre os sócios.
O Projeto da nova Associação amadureceu rapidamente em encontros de que participaram educadores e pessoas de diversas profissões, todos motivados pelo desejo de colaborar em um esforço coletivo que impedisse o desvirtuamento e a marginalização de inteligências e vocações que, reconhecidas a tempo, estimuladas e assistidas, pudessem se tornar valiosas em termos de auto-realização e de contribuição para o bem comum.
O trabalho preliminar, realizado a título experimental consiste no “Projeto Circula” de Civilização Rural, Cultura e Lazer, desenvolvido a partir de agosto de 1972, na fazenda do Rosário, no esquema de colônias de férias.
A ADAV inicialmente, através de seu Projeto Circula, propôs oferecer a jovens bem-dotados ambiente físico, educativo, cultural e social, que estimulasse e propiciasse o desenvolvimento de suas personalidades. As atividades programadas incluíam o conhecimento científico, o cultivo das artes, a formação moral e cívica, a educação física, o lazer e o estímulo à criatividade.
O atendimento ao Bem-Dotado foi abordado através dos encontros, cujo objetivo principal era estimular a revelação do talento e capacidade, através do convívio co outros Bem-Dotados,do contacto com pessoas capazes, auto-realizadas e produtivas, além da exploração de idéias sobre si próprio, os outros e o mundo. Outro objetivo era proporcionar atividades de enriquecimento de experiências, conhecimentos e criação aos Bem-Dotados, através de um variado elenco de atividades.
De 1973 a 1983 a ADAV realizou 27 encontros de Bem-Dotados, uma média de 2,7 encontros ao ano. Esses encontros representaram 143 dias de trabalho com atendimento a 293 crianças, uma média de 5 dias de duração para cada encontro, totalizando quase 14 dias de trabalho ativo por ano no Sítio da ADAV com crianças Bem-Dotadas, considerando o período de preparação de mais 40 dias.
Muitos destes adavianos preenchiam seu tempo estudando, praticando esportes, trabalhando, tocando instrumentos musicais, dando aula particular, freqüentando cursos, lendo, ouvindo música, assistindo TV, escrevendo, pintando, desenhando, bordando, indo ao clube, viajando, ajudando em casa, ajudando a Igreja e outros.
Como projeto de vida, a maioria tinha como grande objetivo continuar os estudos, ajudar a família e trabalhar.
Segundo o primeiro estatuto da Associação, a ADAV tinha como principal objetivo identificar o “Bem Dotado”, estudar seus fatores hereditários, estudar seu meio familiar, social e escolar, proporcionando-lhes ambientes sadios, oferecer condições de concretizar sua vocação e preservar-lhe a saúde física, mental, moral e espiritual.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O povoamento da área correspondente ao município de Ibirité remonta aos séculos XVII e XVIII quando se iniciou as primeiras entradas e bandeiras nas áreas centrais da capitania das Minas Gerais com o intuito de descobrir ouro. A corrida do ouro ocasionou o surgimento de várias cidades como Vila Rica, Mariana, Sabará, Caeté e Congonhas das Minas do Ouro cidade conhecida atualmente como Nova Lima que foi palco de grande especulação aurífera onde se empregava grande contingente de mão de obra escrava. Consequentemente os escravos e as pessoas que se deslocaram para estas paragens precisavam de uma provisão de víveres para se manterem, evidenciando o surgimento de fazendas especializadas no cultivo de gêneros alimentícios e criação de gado. Com o sortimento, a proliferação das fazendas surgiu os povoados, como o de Ibirité.
As terras de Ibirité foram concedidas pelo imperador através da política sesmeira desencadeada por D. José I. As cartas de sesmaria eram concedidas aos cidadãos por meio de petição requerida ao governador da capitania. As cartas de sesmaria concedidas começaram no passado, ainda nos tempos do I Império, quando o alferes português Antônio José de Freitas recebeu de D. Pedro I uma carta de sesmaria, abrangendo do alto da serra do Rola Moça à Fazenda do Pintado e do Barreiro à cachoeira de Santa Rosa, incluindo a serra da Boa Esperança, região de Vargem do Pantana. Em 02 de junho de 1890, o povoado foi elevado a distrito de Sabará, criando-se então o primeiro Conselho Distrital de Vargem do Pantana (entidade com certa autonomia de governo para administrar os distritos), presidido por José Pedro de Souza Campos e formado pelo alferes Antônio José de Freitas e por Hilário Ferreira de Freitas. Este Conselho conseguiu fundar a primeira escola da Vila e adquiriu seis alqueires de terra para servir de logradouro público, lugar onde se podiam construir moradias com licença do Conselho.
Cinco famílias deram origem a Ibirité: Ferreira, Diniz, Pinheiro, Freitas e Campos. Em 1880, foi criado o povoado da Vargem da Pantana, na freguesia de Contagem, Município de Sabará.
• Em 1890, passa a categoria de Vila, ainda pertencendo a Sabará.
• Em 1897, passou a pertencer ao Município de Santa Quitéria (Esmeraldas).
• Em 1911, passa para o Município de Contagem.
• Em 1923, tem sua denominação mudada para Ibirité, palavra indígena que significa “Terra Firme”, “Chão Duro”.
• Em 1938, passa a figurar com o nome atual de Ibirité (Decreto Lei n° 148) e como Distrito, passa para o município de Betim.
• Em 30/12/62 passa a categoria de Município (Lei n° 2764) com os distritos Sede e Sarzedo.
• Em 01/03/63, o Governador do Estado “Magalhães Pinto” nomeia um intendente municipal o Sr. Chaffir Ferreira.
• Em 30 de junho de 1963, ocorre a 1ª eleição para Prefeito […].
No ano de 1976 é criado o Distrito de Duval de Barros e em 1985 o Distrito de Mário Campos.
Em 04/01/88 através da Lei Estadual n° 9.548/88 Ibirité, passa à categoria de Comarca.
Em 1° de junho de 1990 dá-se a implantação da Comarca.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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