Itabirito – Corporação Musical Santa Cecília


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

A Corporação Musical Santa Cecília foi registrada pela Prefeitura Municipal de Itabirito-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Itabirito-MG
Nome atribuído: Corporação Musical Santa Cecília (Formas de Expressão)
Localização: Itabirito-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 10144/2013
Livro de Registro das Formas de Expressão

Descrição: A Corporação Musical Santa Cecília de Itabirito- MG, fundada em 1º de Janeiro de 1896 ‚ tem atualmente sua sede própria e possui uma Banda de Música, com 55 músicos, um Coral com 30 participantes, inclusive conjunto de serestas, além de escola de música com ensino gratuito. Um Coral com participação permanente em festividades religiosas, artísticas, serestas e festas cívicas. A Banda de Música participa de atividades no município, cidades vizinhas e mais distantes como no Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Caldas Novas. Foi uma das participantes dos 100 anos de Belo Horizonte, mantém convênio com atual projeto de apoio às bandas de música. Na cidade participa desde os eventos recreativos aos religiosos, como Semana Santa, Semana da Pátria, e outros eventos. Realizando audições públicas (retretas) especialmente quando se comemora o dia consagrado ao músico (22 de novembro) em que celebra-se com Missa e Procissão o dia da Padroeira, Santa Cecília.
Recebeu três grandes prêmios: em 1933, Medalha de Ouro, pelo 1º lugar no concurso para bandas de música na feira de amostras em Belo Horizonte; em 1970, 1º lugar no concurso para bandas de música em Sabará promoção dos Diários Associados e em 1992, 2ºLugar regional no concurso de bandas de música promovido pelo Governo do Estado de Minas Gerais na cidade de Conselheiro Lafaiete.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: No fim do século 17, as descobertas de ouro nas imediações de Sabará e Ouro Preto provocaram um grande deslocamento de pessoas para a região central de Minas Gerais. Colonos e imigrantes de vários lugares começaram a povoar as terras que, em pouco tempo, transformaram-se em arraiais, freguesias e vilas.
Segundo o historiador mineiro Augusto de Lima Júnior, a chegada do Capitão-mor Luiz de Figueiredo Monterroio e de Francisco Homem Del Rey à região do Pico de Itaubyra (atual Pico de Itabirito), em 1709, deu início aos primeiros núcleos fixos de habitantes e a intensificação da extração de ouro no atual distrito-sede de Itabirito. As minas de Cata Branca e Córrego Seco, situadas na localidade de Arêdes, são parte deste período.
Inspirados pela imagem de Nossa Senhora presente no retábulo retirado da Nau do Capitão-mor, os habitantes começaram a denominar a localidade como Arraial de Nossa Senhora da Boa Viagem de Itaubyra do Rio de Janeiro. Na parte alta dessa localidade, foi construída a Ermida de Nossa Senhora da Boa Viagem que, posteriormente, tornou-se uma capela curada. Em 1745, devido ao crescimento da população, o arraial foi elevado à categoria de freguesia, passando a ser denominado como Itabira do Campo, e a capela transformada em matriz.
A economia de Itabira do Campo, apesar da crise econômica provocada pela diminuição do ouro em Minas Gerais a partir de 1760, continuou sendo alimentada pelos trabalhos de extrações auríferas e pelas atividades agrícolas e pecuárias. Na Mina de Cata Branca, por exemplo, a empresa inglesa The Brasilian Company Ltda estruturou um dos principais processos tecnológicos de mineração subterrânea existentes no Brasil durante a primeira metade do século XIX. No entanto, o desabamento dessa mina, em 1844, e os maus rendimentos de outras lavras colaboraram para que a crise econômica aumentasse os seus efeitos na freguesia de Itabira do Campo.
Esse cenário arrastou-se até a década de 1880, quando as instalações dos trilhos da Estrada de Ferro Dom Pedro II e a abertura de empresas nos ramos da siderurgia, tecidos e couro acarretaram no crescimento da população, que passou a modificar a feição da freguesia. A antiga paisagem colonial começou a ser substituída pela paisagem industrial. Esse desenvolvimento tornou a base de sustentação para os desejos de emancipação municipal. Em 7 de setembro de 1923, nascia a cidade de Itabirito que, em tupi guarani, significa “pedra que risca vermelho”.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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