Itapecerica – Ermida de Nossa Senhora das Dores
A Ermida de Nossa Senhora das Dores foi tombada pela Prefeitura Municipal de Itapecerica-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Itapecerica-MG
Nome atribuído: Ermida de Nossa Senhora das Dores
Localização: Distrito de Sucupira – Itapecerica-MG
Decreto de Tombamento:Decreto n° 2048/2006
Descrição: A Ermida de Nossa Senhora das Dores e o respectivo povoado de Sucupira estão dentro da área pelo Gama velho ou rio velho ( junção do rio vermelho e gama). A região há muito foi conhecida pelos tropeiros, cremeiros e viajores furtivos como “Pouso das pedras de amolar”. É evidente que a comparação entre os dois locais, onde Padre Marcos se retirou com seus escravos e o lugar identificado pela tradição oral estão dentro da mesma área geográfica, e por existir como bem cultural da Igreja um altar móvel dedicado a Nossa Senhora das Dores existe uma possibilidade muito grande que a ermida tenha sido construída para abrigar o altar móvel do Padre Marcos, que quando aqui chegou já havia minerado também no sertão da Farinha Podre. Também é preciso levar em consideração na Ermida, o estilo do segundo período colonial com formas mais arredondadas, principalmente nos portais, com duas sacristias laterais a exemplo da fachada original da Igreja do Rosário, a semelhança quase identidade de arquitetura com a extinta Igreja de São Miguel. Observe-se o trabalho peculiar interno da Ermida, as divisórias de madeira que separam as sacristias da nave central, sugerem um certo luxo não visto em nossas capelas rurais que não possuem nem a idade, nem a identidade arquitetônica da Ermida. A debandada dos escravos aconteceu com o início da revolta desses mesmos escravos em 1741 e durou até 1765. Em qualquer espaço de tempo destes 24 anos ou durante este espaço a Ermida foi construída, e, se assim realmente aconteceu a constitui como um dos mais antigos templos, ainda existente, dos remotos sertões do Tamanduá.
O Campanário, torreta que abriga o sino foi descaracterizado ao longo dos anos, tendo sido substituído por uma deformidade que nada tem a ver com a sublimidade do estilo colonial da Igreja.
Fonte: Diocese.
Histórico do município: A história de Itapecerica começa nos tempos das explorações do sertão brasileiro. Era um tempo em que muitos homens se aventuravam pelas matas ainda desconhecidas em busca de ouro, prata e pedras preciosas. Um destino que muito chamava a atenção era a capitania de Goiás.
Conquista do Campo Grande da Picada de Goiás, era o nome da região que hoje é conhecida por Itapecerica. Situada no caminho entre o litoral brasileiro e a Capitania de Goiás, essa região era cheia das picadas (caminhos abertos na mata pelos aventureiros). O ponto onde fica nossa cidade hoje, tornou-se local de descanso.
O ouro impulsiona o nascimento de Itapecerica. Por volta do final dos anos 30 do século XVIII, chega a Conquista do Campo Grande da Picada de Goiás, o bandeirante Feliciano Cardoso de Camargo com a pretensão de obter ouro aqui mesmo. Nossa terra deixa de ser apenas um lugar agradável para descansar no caminho para a Capitania de Goiás e passa a ser desejada por quem cobiçava ouro. Pessoas que acabam se organizando e constituindo um arraial.
Tiradentes também faz parte de nossa história. Na ocasião a então Vila de São José Del Rey, hoje Tiradentes, ficou muito interessada no arraial que não parava de crescer. Dia 30 de maio de 1744, a Câmara da Vila de São José Del Rey toma posse do arraial e de seus mananciais. Nossas primeiras autoridades reconhecidas foram: Capitão Vicente Ferreira da Costa, Tabelião Miguel da Costa, Juiz Vintenário Joaquim Pereira e o Escrivão Manoel da Silva Gral. Batizaram nossa terra de Arraial de São Bento.
A criação da Paróquia de São Bento data de 15 de fevereiro de 1757. O padre Gaspar Álvares Gondim assume como o primeiro Vigário. Seu sucesso como Vigário e sua popularidade refletia-se no montante de dízimos que a paróquia adquiria aproximadamente 17 mil cruzados. Isto pode ter contribuído para que o Vigário de São José Del Rey quisesse transformar a Paróquia de São Bento em uma simples filial. Mas encontrou resistência do povo de São Bento que se levantou em espirito de guerra para defender nossa paróquia.
De arraial a vila, graças ao Visconde de Barbacena. Em 20 de novembro de 1789 o então governador das Minas Gerais, Visconde de Barbacena resolveu promover o arraial a vila. Em 18 de janeiro de 1790, ergueu-se o pelourinho, símbolo da autoridade, atrás da igreja Matriz de São Bento. Então é eleita a primeira Câmara da Vila integrada pelos seguintes componentes: Domingos Rodrigues Gondim, Bel. João Pinto Caldeira, Antônio Garcia de Melo, José Joaquim Carneiro, José Ferreira Gomes e Antônio Joaquim de Ávila.
Em 04 de outubro de 1862, pela Lei n°1.148, daquela data, da Assembleia Legislativa da Província de Minas Gerais, a denominação de Vila foi mudada para cidade, continuando o nome, São Bento do Tamanduá, até 1882, quando, pela Lei n°2.995, de 19 de outubro daquele ano, o nome da cidade passou a ser Itapecerica que, em Tupi-guarani significa “penha escorregadia ou penhasco de encosta lisa”.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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- Imagem: Diocese
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